
Fala COXAnauta!
O Coritiba venceu o enjoado time do Londrina no Alto da Glória pelo magro placar de 1 a 0, gol do artilheiro Rafhael Lucas. A suada vitória tem uma explicação bastante lógica. O time, que iniciou o jogo com três volantes e nenhum meia de criação (de novo), acabou a partida com quatro homens de marcação no meio: Hélder, João Paulo, Rosinei e Cáceres.
Se tivéssemos pelo menos um meia criativo no duelo de ontem, poderíamos ter ensacolado o LEC. Uns 3 a 0 seria um placar justo, mas desperdiçamos várias oportunidades no contra-ataque. Há de se reconhecer também que não jogamos contra o vento. O Londrina é um time arrumado, bem estruturado, e que utiliza a mesma base há bastante tempo. De longe, é a melhor equipe do interior.
Voltando ao Coritiba, no primeiro tempo o time se houve bem. Improvisado na função de armador, o volante Alan Santos se desdobrou e fez uma boa partida. Dominamos o adversário e tivemos algumas chances de gol, inclusive uma bola na trave e um gol anulado. Na segunda etapa, porém, o Coritiba parou de jogar e acabou encurralado pelo atual campeão paranaense. Tivemos algumas chances de matar o jogo no contra-ataque, desperdiçadas justamente pelo erro na hora do último passe. É crônica no Verdão a falta de um jogador que pense, que crie alternativas de jogadas além do chuveirinho na área.
No Campeonato Paranaense, a "república dos volantes", o esquema tático sem homens de criação no meio, vai dando resultado. O Coxa é o segundo colocado, na cola do líder Jotinha. O problema é depois. Daqui a dois meses começa o brasileirão da série A. Será que esse mesmo esquema vai funcionar contra times do calibre de São Paulo, Corinthians e Cruzeiro? Eu acredito que não, e espero que a diretoria enxergue o óbvio e contrate meias armadores para reforçar o elenco.
Palmas para o Vaná
Estava na curva da Mauá vendo o jogo quando o Vaná saiu para interceptar um cruzamento e se chocou contra um adversário. O lance aconteceu bem na minha frente, e deu para perceber que o goleiro Coxa jogou no sacrifício. Levava a mão às costelas o tempo todo e não conseguia mais bater nem os tiros de meta.
Achava que ele seria substituído no intervalo. No entanto, o arqueiro voltou para o segundo tempo e salvou o time no final do jogo, defendendo uma cabeçada do avante do Londrina. Parabéns ao Vaná pela defesa e pela garra demonstrada em campo.
Saudações Alviverdes
Guilherme Ochika, é Coxa-Branca de alma e coração.
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