
FALA, COXAnauta!
O Coritiba, por tradição, sempre foi uma equipe reveladora de craques para o cenário esportivo nacional.
Daqui saíram muitos jogadores que vieram a se destacar em outras equipes e até no escrete verde-amarelo.
No passado tivemos Rei, Fedato, Adão Plínio da Silva, Lanzoninho, e outros tantos nomes que as gerações atuais só ouviram falar.
Depois, tivemos Dirceu Guimarães, o Dirceuzinho, que com seu futebol espetacular encantou os campos brasileiros e europeus.
Mozart, hoje no Palmeiras, também foi um meio de campo de destaque em nosso time.
Há poucos anos atrás um garotinho franzino chamava atenção nos intervalos das partidas do Couto Pereira pelo toque de bola e jogadas magistrais que realizava. Era o menino Alex, grande jogador, grande caráter e grande Coxa Branca.
Um lateral esquerdo moderno e rápido surgiu logo depois. Hoje, Adriano encanta os estádios espanhóis com seu elegante futebol. Adriano não corria, flutuava pelo lado canhoto do gramado.
Henrique, que desde sua primeira partida demonstrou ser um zagueiro de grandes predicados.
Rafinha, que permanece em nossa memória deixando-nos com saudades de suas jogadas pelo flanco direito e seus cruzamentos certeiros.
Miranda, com sua segurança na zaga, Marcel com seu chute poderoso e, enfim, tantos outros que honraram o manto verde e branco.
Se analisarmos as revelações de anos anteriores com os dias atuais veremos que nossa safra atual é muito pequena, quase irrelevante.
Temos Pedro Ken no time titular com altos e baixos, além de Dirceu e Renatinho, por enquanto apenas promessas para o futuro.
O Coritiba tem uma estrutura que custa caro e que, supostamente, deveria revelar muitos craques. Onde eles estão? O que está faltando para que eles apareçam? Seria incompetência ou falta de sorte? E aquelas promessas recentes como por exemplo o atacante Roger e o zagueiro Thiago Real? Tiveram todas as chances que mereceram?
Como não sou supersticioso acredito que é, no mínimo, falta de trabalho bem planejado. A sorte acompanha quem é competente e trabalhador.
Como dizia aquele pensador oriental: “Quanto mais eu trabalho mais sorte tenho”.
Estou lembrando agora que o Santos, a quilômetros de distância, veio buscar um menino de 11 anos no noroeste paranaense. Cadê nossos olheiros?
Sem falar no Alexandre Pato que poderia muito bem ter vindo para Curitiba, ao invés de Porto Alegre.
Cleomar Gaspar é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)