
FALA, COXAnauta!
Foi uma decepção. Os coxas que como eu estiveram na baixada na tarde do último domingo puderam testemunhar um dos piores males que assolam o futebol nacional: a arbitragem tendenciosa.
Existem várias maneiras de se moldar um resultado futebolístico. Ao contrário do que muitos pensam, não é preciso um pênalti escandaloso, faltas inexistentes, expulsões imotivados, impedimentos reais não marcados, ou anotação dos que não existem. Bastam pequenas coisas que somadas minam toda uma equipe e seu esquema de jogo.
Sandro Meira Ricci, já sabendo do acordo entre os times mineiros para manter seus 2 principais clubes na primeira divisão - é impossível acreditar que no último jogo o cruzeiro mostrasse todo o futebol escondido durante o ano - o que automaticamente rebaixaria o Atlético/PR, veio à Curitiba ontem com apenas uma missão: garantir que o time paranaense com chances de chegar a libertadores não atingisse seu objetivo, e foi o que fez.
Desde o início o árbitro lutou pelo empate. A cada investida coxa-branca, a cada possível sobra de bola que pudesse ocasionar uma chance real de gol ao time do alto da glória, o homem do apito marcava uma falta. Everton Costa que o diga, ganhou várias jogadas de cabeça, porém, no entendimento do árbitro, todas com falta.
Na meia cancha, a velha tática de inversão de faltas, paralisação excessiva do jogo através de conversas e debates com jogadores, cartões sem explicação, vantagens não anotadas em flagrantes contra ataques bastaram para piorar o estado de nervos já exaltados dos jogadores alviverdes.
Na defesa, as mesmas faltas inexistentes que dava contra o coxa, dava em favor do time rebaixado. E assim o juiz ía moldando o resultado, com o álibi – e aí está a esperteza do árbitro – de estar mantendo o critério.
E foi numa dessas faltas inexistentes próxima à área coxa que o mais novo integrante da série B fez seu gol.
Como esta coluna não é mero choro de mau perdedor, ao Coritiba faltou inteligência e maturidade. Desde o início do jogo sua tática foi uma só: a ligação direta. Não conseguiu perceber o intento do árbitro, tampouco conseguiu superá-lo e impor seu jogo, fazendo a torcida coxa entender o porquê de tantas derrotas coxas fora de casa: o Coxa muda completamente fora do Couto, torna-se um time comum, acovardado. Se em 2012 quisermos títulos, isso tem que mudar. Cabe ao Sr. Marcelo Oliveira curar esta dupla personalidade que aflige o time do Coritiba.
Marcelo Oliveira que mais uma vez inventou sem explicações em momento decisivo. Colocou Jonas desde o início jogando mais pelo meio, obrigando Everton Costa, que é claramente indolente, para marcar as investidas do lado esquerdo atleticano. Ao final, manteve Leonardo - mal desde o início - tirou Marcos Aurélio, colocou Bill e Anderson Aquino, além de Tcheco.
O time ficou sem meia cancha, sem laterais, não fez nada de diferente no ataque, e só não levou mais gols, porque o time adversário, era o frágil Atlético.
O time do Coritiba tem um outro sério problema que presica ser resolvido em 2012: É entrosado, ajustado a semana inteira, escalado com antecedência e coerência, porém, se algo foge do treinado, do dito na preleção, tem severas dificuldades em adaptar-se à realidade que lhe é apresentada. O Atlético, ao contrário, não tinha outra opção, era ganhar ou ganhar, pouco importava o treinamento, era “coração no bico da chuteira”. Talvez por isso, pasmem os senhores, foi um time mais tranqüilo e soube adaptar-se ao tipo de jogo que se desenhou após o apito inicial.
Ao final, O Arbitro tinha conseguido o seu objetivo. A vitória do Atlético era mais do que lhe pediram. (quem não sei). Ambas as torcidas paranaenses foram tristes pra casa. E para coroar sua jornada, “amorcegou” o jogo, deu longas palestras aos jogadores de como se portarem dentro da área durante a cobrança de escanteios, e, por fim, para rechaçar qualquer sombra de dúvida sobre qual era seu intento naquela tarde, expulsou um jogador rebaixado. Uma arbitragem acima de qualquer suspeita.
Aos que não acreditam em teoria da conspiração, leiam matérias sobre a arbitragem de Avaí e Figueirense. Além do empate, o Figueira terminou com um homem a menos. O Eixo do Mal não se resume na conjunção Rio - São Paulo, mas sim na exclusão das Federações Regionais que não tem qualquer relevância no cenário nacional do futebol. E a paranaense certamente é uma delas.
Fernando Schumak Melo é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para escrever na seção Fala, COXAnauta!, envie seu texto com título, seu nome completo e CPF para falacoxanauta@coxanautas.com.br.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)