
FALA, COXAnauta!
Assistindo ao massacre da Alemanha sobre a Holanda – 3x0 fora o baile, me peguei ao final do jogo pensando o que há de errado com nossa seleção...
Passei claro por todos aqueles problemas conhecidos por todos nós: a transformação da seleção canarinho em um produto; seu loteamento e divisão para o enriquecimento de alguns poucos apadrinhados do grande senhor feudal Ricardo Teixeira.
A exclusividade de transmissão da matriarca da televisão brasileira – Globo – que também é parceira da CBF é comunga dos mesmos interesses escusos que deixaram nosso futebol de lado. E após analisar estas questões e uma série de outras cheguei a conclusão que de duas coisas foram determinantes pra queda acentuada de nosso rendimento: enquanto a CBF enriquecia, nosso futebol piorou, e o do resto do mundo evoluiu muito.
O sistema de jogo seguido pelo mundo inteiro não é mais o sulamericano, muito menos o Brasileiro: é o europeu; principalmente o espanhol. Os melhores jogadores e técnicos do mundo não são mais os brasileiros, são ingleses, portugueses, holandeses e, de novo, espanhóis e argentinos.
E o pior é que parece que nossos mandatários, principalmente o nosso querido Mano ainda não se deu conta disso: continua escolhendo jogadores a esmo, como se estivéssemos em 70, ou em 82, quando pouco importava o esquema tático, os treinamentos, pois todos os jogadores eram craques em suas posições e tinham inteligência e talento suficiente para resolver tudo a qualquer momento.
Nossa realidade agora é outra, nós temos alguns poucos talentos, outros tantos bons jogadores, e vários coadjuvantes. O que leva um time heterogêneo dessa forma a ser um time vencedor? Treino e entrosamento.
Por isso penso que falta ao Mano – muito por culpa da soberba e ufanismo que lhe são impostos pela Globo e pela CBF – inteligência e humildade para reconhecer nossas atuais limitações, e coragem, coragem de Dunga, de escolher onze e treinar exaustivamente aquele time, até que todos se conheçam e saibam o que pretendem fazer com a bola.
Um time só é vencedor quando um jogador é capaz de dar ao outro a opção exata que o primeiro tinha em seu pensamento.
Alguns podem pensar que estou exagerando, que a Copa ainda está longe, estão errados, temos pouco mais de dez jogos, salvo engano, para por em pratica estas lições de humildade. Do contrário, além de desvio de verbas e obras absurdas e inacabadas, teremos de engolir uma seleção sem brilho e sem caneco.
Saudações Alviverdes!
Fernando Schumak Melo é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)