
FALA, COXAnauta!
Estava lendo a coluna da Célia e pensando sobre o posicionamento da Direção do Coritiba com relação a um possível empréstimo do estádio Major Antônio Couto Pereira para o CAP.
Levando em conta todo o histórico dos últimos anos e a demanda que existe em termos de jogos de todos os torneios, tornar-se-ia muito difícil o empréstimo do campo para o rival, independente de qualquer outra coisa. Além de todos os problemas citados pela colunista existe mais um porém: o gramado.
Não há como manter o piso em boas condições com um elevado número de jogos sobre este. Durante o início do inverno já identificamos problemas devido ao supermando e também a erros técnicos provocados pela empresa “Grasstechno”, conforme elucidei numa coluna mandada ao falacoxanautas recentemente. Se o clube deseja manter uma qualidade mínima de espetáculo é prudente não sobrecarregar o gramado.
Lembro de outras épocas em que os adversários não tinham condições de juntar mais do que 15 a 20 mil torcedores em seus pequenos estádios e, portanto, solicitavam o Couto Pereira para o Evangelino.
O nosso grande presidente, tratando os coirmãos (como ele mesmo citava) com elegância e pensando no futebol paranaense como um todo, alugava o estádio para o Atlético, Colorado e posteriormente o Paraná Clube para jogos em que alferiam grandes rendas, com públicos de 40, 50 ou até mais de 60 mil torcedores num grande palco, algo que faziam uma ou duas vezes no ano.
O “Tretis”, numa oportunidade única em 1983, saiu arrotando aos quatro ventos que tinha colocado o maior público do estádio para ver o Atlet.., digo, o Flamengo que era bicampeão brasileiro, campeão da Libertadores, campeão do mundo num belo Domingo a tarde, ensolarado, numa semifinal de brasileiro. E ainda reclamavam do aluguel do campo. Uma pena que todas nossas semifinais de brasileiros e Copas do Brasil foram em meios de semana, noturnas e com frio.
Mas, voltando à atualidade, teremos que sair do Couto durante algum tempo, quando estivermos com nosso campo em reforma.
E, como sugestão, tenho a seguinte proposta a torcida e a diretoria. Paranaguá é uma cidade próxima e hospitaleira, onde existe um campo para 20 mil torcedores. O Gigante do Itiberê seria uma opção excelente, de fácil deslocamento para a torcida e onde seríamos bem recebidos.
No mais, concordo com o que foi dito.
Abraços aos coxanautas.
Mauricio Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)