
FALA, COXAnauta!
Observo que a diretoria do Coritiba tem obtido êxito em muitas de suas ações, ultimamente. Não podemos deixar de reconhecer conquistas como a reforma das torres e o aumento da potência da iluminação, a recuperação do estádio, a manutenção da comissão técnica e de jogadores importantes, sem grandes atrasos nos salários, os títulos nas categorias de base (cadê a fabrica de “craques” do CT do Caju?) com a revelação de bons valores, a remodelação do plano de sócios, a contratação de jogadores como Tcheco e Leonardo, a rescisão de contrato do meia Sandro, o novo uniforme (ótima idéia) e as ações de marketing.
Apesar de considerar que o melhor recurso de divulgação no futebol são os canecos na prateleira, devemos fazer ações em paralelo, especialmente quando nossos adversários usam e abusam destes recursos. O CAP, por exemplo, parou de ganhar títulos em seqüência, mas colhe hoje em dia alguns frutos que plantou no início da década. Já o Coritiba, apesar das quedas para a série B e da redução das quotas de TV, mostrou indícios de recuperação nos últimos anos, a ponto de levar 04 estaduais contra 02 dos rivais, nos últimos oito campeonatos, além do título da B, em 2007 e de uma semifinal da Copa do Brasil, em 2009.
O que falta para conquistarmos mais torcedores “mirins” e atrair simpatizantes em maior número? Acho que à volta para a primeira divisão e a montagem de um bom time para 2011, colocará “quase” tudo em pé de igualdade. Quase, pois, querendo ou não, além dos títulos do CAP da primeira metade da década desequilibrarem a balança, outro fator foi fundamental: a construção do novo Joaquim Américo. Mesmo não estando totalmente nos padrões de primeiro mundo, não há como negar que foi um dos fatores que mais atraiu grande parte da geração de “aborrecentes”, de uns anos para cá.
Conversando com alguns “treticanos e treticanas”, na faixa dos 14 aos 22 anos, é perceptível o encantamento destes por aquela “caixa de bonecas”, pela perspectiva de conforto e sensação de status. Curiosamente, muitos são “torcedores” de mídia, incapazes de escalar um quarto do time atual e, muito menos, se interessam pela história. Por isso, tornam-se fundamentais as ações que enfatizem a modernização, respeitando o passado e culminando com a reconstrução de nossa praça esportiva, nos próximos anos, sem levar em conta a Copa.
E quanto a nós, torcedores? O que fazer de novo, como Paranaenses? Devemos continuar mostrando nossa cara através do estado, divulgar nossa marca, criar situações novas, torcer com garra, etc... Há algum tempo, surgiu à idéia de utilizar a bonita bandeira do Estado do Paraná, nas arquibancadas, para enfatizar nossa origem. Não demorou muito e algumas apareceram.
No jogo de ida da Copa do Brasil do ano passado, em Porto Alegre, ela surgiu no meio da invasão Coxa, no Beira-Rio. Recentemente, tivemos o concurso para a escolha do novo uniforme (camisa nº 3) e, para minha surpresa, a camisa foi uma homenagem de nosso Clube a Bandeira do Estado. A torcida pensou, o Clube adotou.
Agora, surge uma nova proposta: a montagem de um bandeirão do Estado do Paraná, para utilização nos jogos contra adversários de fora, especialmente do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, os times que mais influenciam os torcedores do interior do Paraná e até por aqui.
Não tenho a intenção de menosprezar os adversários locais, que tem sua história, porém, temos todos os motivos para mostrar nossa origem: o nome Coritiba (a antiga grafia da cidade era com “o”) significa um lugar com muitos pinhões, fruto da Araucária, árvore símbolo do Paraná (por analogia, o Alto da Glória é um lugar com muitos troféus); nossas cores estão na bandeira, não por acaso, como percebemos no antigo símbolo do Clube; já representamos o país e o estado na Europa, África, América, muito antes que qualquer outro time local; não somos classistas, eletistas ou oriundos de fusões e, desde a nossa fundação, eliminamos os grupos mais preconceituosos de nosso quadro (fundaram o “Cartola”, numa fusão, fato este já debatido).
Que tal a idéia? É possível? Vamos mostrar a todos que somos, acima de tudo, Paranaenses. O resto é pra lá da fronteira... Vamos opinar e SAV.
Mauricio Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
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