
FALA COXAnauta!
Por Sergio Brandão
Não acho assim tão ruim Marquinhos no comando do Coritiba. Aposto que vai calar seus opositores. Mas também não sou inocente de achar que com uma varinha mágica ele mude repentinamente as coisas. Vai precisar de muita sorte para apagar a imagem anterior. Só mesmo tirando o Coritiba desta situação e com o mesmo time que Dado Cavalcanti e Celso Roth não conseguiram.
Marquinhos vai precisar de sorte, sim. Insisto na palavra sorte por uma só razão. Porque futebol tem dois resultados: o da competência e o da sorte. Quantas vezes o Coritiba jogou melhor que adversários considerados mais fortes e perdeu? Foi falta de sorte e de competência, certo? Parece que a competência será um problema que teremos que aprender a conviver até o final da temporada, mas isso é assunto para outra conversa. Sei que a nossa sorte precisa mudar agora. E só porque tenho intuição aguçada, sei que ela já está mudando.
Marquinhos chegou dizendo que se considera mais experiente que antes. Também não acho que com mais experiência Marquinhos nos tire deste buraco. Aposto muito mais na sorte que parece também estar do lado dele, agora. Ter deixado o Bahia e voltado é muita sorte na vida deste rapaz. Sorte de voltar ao clube que o lançou como treinador e mostrar que é capaz. Não é todo treinador que tem esta sorte de em menos de um ano voltar ao clube que o mandou embora.
Marquinhos é mais amigo de quase todos atletas que estão aí do que foram Dado e Roth. Muitos o chamam de Marcos ou Marquinhos, não de professor. O que na verdade é bom porque tira a formalidade nesta relação, que agora precisa ser mais de amigos do que a respeitosa relação de professor e comandados. “Taca-le pau Marcos”!
No final dos anos 80, o Coritiba tinha Edu Coimbra como treinador de um time quase imbatível, com Osvaldo, Serginho, Tostão e Carlos Alberto no meio de campo. De lambuja sobrava Kazu e Chicão na frente. Uma vez Edu me disse: “um time deste não precisa de treinador. Distribuo camisa no vestiário, e às vezes preciso dizer umas poucas coisas, que dentro de campo eles não enxergam. Muito mais que treinador, sou mais psicólogo. Conversamos muito mais sobre problemas pessoais do que demoradas preleções para traçar estratégias de planos táticos”.
Que Marquinhos Santos estreie hoje, contra o Flamengo, com uma bela vitória. Que traga de volta o torcedor ao Couto, como um bom psicólogo que precisa o Coritiba, na arquibancada e dentro de campo. Força Coxa!
Sergio Brandão é Coxa-Branca de coração.
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