
FALA, COXAnauta!
Nosso 11/09 – Um Atentado Terrorista Contra a Nação Coxa-Branca
Quando a agressão é absurda e proposital, a reação deve ser ponderada, porém contundente. Em 11/09/2001, o povo norte-americano foi duramente atingido em seu orgulho, amor-próprio e patriotismo. Um bando de delinquentes terroristas árabes sequestrou três aviões comerciais lotados de inocentes cidadãos e precipitou-os contra dois dos maiores ícones de patriotismo, pujança econômica e orgulho daquele povo: o Pentágono, quartel-general das forças armadas dos EUA, localizado em Washington, e as torres gêmeas do World Trade Center, símbolo do poderio econômico norte-americano a compor a paisagem da cidade de Nova York. Estas, inclusive, vieram abaixo, matando milhares de pessoas, e não mais de destacam na silhueta urbana daquela cidade.
Após um primeiro momento de catarse, incredulidade e profunda tristeza a atingir as mentes e corações daquele povo, houve uma união cívica de reação e reconstrução a permear o patriotismo latente dos cidadãos daquele país. A reação bélica àquela agressão talvez tenha sido exagerada e desproporcional, posto que a invasão de dois países para punir e caçar os responsáveis causou, e ainda causa, milhares de mortes, destruição e inimaginável sofrimento, com a agravante de que o principal responsável pelo planejamento e organização dos ataques não foi apanhado. A reação cívica e institucional, no entanto, foi exemplar. Logo após o ocorrido, cidadãos norte-americanos hastearam bandeiras do país em suas residências, vestiram-se com as cores da pátria e iniciaram movimentos de auxílio às vítimas dos atentados. As autoridades, por sua vez, tomaram medidas radicais de segurança para garantir que tal catástrofe jamais se repita e, ainda, estão a providenciar a construção de um monumento de civismo ainda maior no mesmo local do desabamento das torres gêmeas, como demonstração inequívoca aos seus inimigos de que nada nem ninguém jamais os destruirá.
Antes que alguém já comece a desconfiar de alguma pregação ideológica, quero esclarecer que faço este preâmbulo, única e exclusivamente, para traçar um paralelo com a tragédia que se abateu sobre a nossa enorme comunidade Coxa-Branca, a afetar nosso orgulho, amor-próprio e dignidade. Tal como o povo norte-americano, a nação Coxa-Branca foi vítima de um absurdo e inominável atentado terrorista no final da tarde do dia 06/12/2009. E o pior é que esse atentado foi praticado por terroristas infiltrados no nosso meio, que covardemente se misturaram aos milhares de torcedores – mulheres, crianças, idosos e demais cidadãos de bem que constituem a essência dos verdadeiros coxas-brancas – para, ao final da fatídica partida e a pretexto de protestar contra um rebaixamento (previsível, por sinal) à série B do campeonato brasileiro, perpetrassem uma das maiores agressões já vistas contra uma comunidade torcedora, com transmissão ao vivo e a cores para todo o planeta. Ao contrário daquela praticada contra o povo norte-americano, entretanto, a agressão à comunidade Coxa-Branca não possui sequer a justificativa ideológica! Os animais que a praticaram (com todo o respeito aos demais animais de nossa fauna) não respeitaram uma entidade centenária que começou a ser construída no início do século passado por abnegados cidadãos que, àquela época, sequer imaginavam que estavam dando início a um dos maiores fenômenos populares deste país, seguramente o maior deste estado!
Nada nem ninguém, entretanto, conseguirá nos destruir! Nem sequer um bando de calhordas dissimulados de torcedores conseguirá tal intento! Devemos todos, os verdadeiros coxas-brancas (e somos milhões!) nos unir e iniciar um processo imediato de reconstrução de nossa imagem perante a comunidade local, brasileira e mundial. Devemos também exortar a todos aqueles que já nos lideraram em épocas passadas a retornar unidos, desta feita despidos de quaisquer rivalidades políticas intra-muros, colocando-nos também à disposição para ajudar nessa hercúlea empreitada. Sejam quais forem as consequências legais, esportivas, administrativas ou mesmo políticas dessa tragédia, temos todos que nos imantar dessa energia de reconstrução. Não esqueçamos, porém, de nos precavermos para que tal agressão jamais se repita. Temos que ter em mente também que os abutres estão à espreita, não somente aqueles representados pelos nossos rivais esportivos locais, como aqueles travestidos de imprensa esportiva imparcial, representados pelo maior jornal da capital (cuja editoria de esportes possui matiz flagrantemente rubro - ...) que, certamente, como já ocorre, vai ficar cutucando nossa ferida insistentemente.
Sou daqueles que entendem que, por pior que seja a situação, podemos tirar lições que nos farão cada vez mais fortes, ainda mais tratando-se de uma clube com a fantástica torcida que tem. Ou seja, como se diz no jargão popular: desse limão temos que fazer uma limonada! Temos diversos exemplos, um deles muito próximo de nós, a nos mostrar que um grande trauma pode tornar-se a mola propulsora de um recomeço de glórias.
As portentosas festas de nossa torcida, como o já famoso “Green Hell” de iniciativa de voluntários apaixonados coxas-brancas (vai aqui uma sugestão de mudança de nome para tirar a conotação de “inferno”), já famosas pelo mundo afora, devem se repetir e se perpetuar!!! Não deixemos que aqueles que querem nos destruir, sejam inimigos internos ou externos, consigam seu maldito intento!!! É hora de juntarmos os cacos e reconstruir nosso amado CORITIBA, fazê-lo ressurgir das cinzas qual a Fênix da mitologia.
Diz-se que do caos e das trevas fez-se a luz! Vamos, pois, iluminar novamente nosso caminho de glórias, orgulho e paixão pelo CORITIBA FOOT BALL CLUB!!!
Guaraci Humberto Ferraro Pires
Torcedor apaixonado
Sócio desde sempre.
Guaraci Humberto Ferraro Pires é Coxa-Branca de coração e sócio do Coritiba Foot Ball Club.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)