
FALA, COXAnauta!
Um Novo Triunvirato
Desde as eleições, muitos Coxas-Brancas comentam que Cirino, Vialle e Moro deveriam se unir, pelo bem do Coritiba. Não houve composição entre as chapas e, nas urnas, Jair Cirino levou a melhor.
A torcida alviverde depositou muita confiança na nova diretoria, principalmente pela decepção com a diretoria passada e o ambicioso projeto vencer.
Inicia-se o Campeonato Paranaense e o Coritiba conquista três vitórias seguidas.Tudo parece ir conforme os desejos da torcida. Contudo, veio a derrota em casa para o time das terras baixas, e os problemas do passado ameaçam voltar ao Alto da Glória.
Jogadores de baixo nível técnico vestem a camisa do Coritiba, prata da casa é vendido, dívidas nos perseguem, derrotas para adversários medíocres, enfim, tudo como um filme já visto pela massa alviverde, e que o final ninguém gostou.
A grande parte da torcida Coxa, e eu me incluo nela, acredita que isto ocorre por fraquezas na diretoria.
Depois desta breve introdução é que entra o tema deste texto. Por que não haver um novo Triunvirato? Se o primeiro foi para nos levar novamente à primeira divisão, o segundo viria para montar um grande time e conquistar novamente um título de expressão.
Jair Cirino, além de ser o Presidente democraticamente eleito do clube, é o principal responsável pelo projeto Vencer, que objetiva algo que o Coritiba necessita, resumidamente, profissionalismo. Contudo sua administração carece em certos aspectos, que podem ser supridos pelos candidatos derrotados nas eleições.
Para a direção de futebol, temos João Carlos Vialle, um profissional com história no clube, que se adaptou recentemente ao futebol atual, e que gerenciou o futebol do Coritiba em 2007, montando grande parte do elenco Campeão da Serie B. Muitos o crucificam por ter sido candidato de Gionédis nas eleições, mas temos que concordar que nos últimos anos foi o melhor coordenador de futebol do clube.
Tudo bem que muitos não concordem com as contratações de Vialle, mas ele tem um pulso firme para dirigir o futebol do Coritiba. Acredito que ele não aceitaria a atual situação do clube e já teria cobrado de forma energética o técnico Dorival Junior. Atualmente todos no clube apenas pedem calma.
Temos também Domingos Moro, grande advogado da área desportiva e que sabe se expressar com a torcida, com os jogadores e com a imprensa. Com seu discurso, Moro consegue unir time e torcida, se lembram da camisa "Coritiba na Libertadores, eu acredito"?
Moro também motivava os jogadores para que tivessem um espírito vencedor, que honrassem o clube. Este não é um dos pontos do Projeto Vencer? Se encaixaria muito bem.
Atualmente, a torcida apóia, mas o time é frio com a torcida, não sente a força e a responsabilidade da camisa que usa. Parece que não se importam.
Devo frisar que a torcida só empurra o time para vitória se houver um vínculo entre torcida e time, o que não há mais. Vínculo este que havia ano passado graças a René Simões, que houve em 2003 graças a Moro e que o mesmo pode instituir novamente na nova gestão.
É claro que apenas isto não é a solução, e pode até nem levar a ela, mas é apenas um exemplo que a união entre Coxas-Brancas sim, é uma das soluções para que o futuro do Coritiba seja tão glorioso, até mesmo mais glorioso, que o passado vitorioso.
Por isso todos devem deixar as vaidades pessoais e o orgulho de lado para o bem do Coxa.
Lucas Hartmann Silva é Coxa-Branca de coração.
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