
FALA, COXAnautas
'Uma volta olímpica e meia'
Para iniciar devo dizer que a idéia do título da coluna é do meu irmão Neto. Obrigado Neto a idéia me inspirou muito.
Vamos lá.
Trigésima terceira vez, como é bom meu Deus, trigésima terceira vez e ainda no curral deles, trigésima terceira vez na meia água, trigésima terceira vez campeão, lá, sem troféu, mas com raça, amor, suor e sem medo do lobo mau, “alcunha” dada pelo amigo Rogério Alves ao Deus do Sobradinho. Rogerinho, o Lobo Mau sempre morre no final da história, pode ficar tranqüilo, sempre há o caçador correto para atingi-lo.
Sem troféu, mais foi gostoso, alegando motivos de insegurança de caráter e de personalidade o “Deus do Sobradinho” evitou que os grandes atletas do Coritiba Foot Ball Club recebessem os louros lá mesmo na Baixada, e se solidificou uma verdade quem nasceu na Baixada nunca vai subir ao Alto da Glória.
Mas lá demos a meia volta olímpica, para depois atravessar a cidade num longo tapete verde e branco, e há anos não se via tamanho congestionamento de alegria durante do caminho da Glória até o Alto da Glória de tantas Glórias.
E lá os Deuses de nosso imaginário estavam esperando nossos heróis, a torcida usando o verde da esperança e o branco da paz, lotando as acomodações do Gigante de Cimento Armado. Capitaneados pelo Deus Negro – Edson Bastos, pelo Menino de nome estranho, o Rei dos dois toques, um dos maiores atacantes vistos no Couto Pereira, chamado Keirrison e um moço da Paraíba, que veio numa hora de crise, mas que fez de suas passadas e dribles elegantes o ressurgir da inspiração em nossos gramados, Carlinhos Paraíba, enfim Onze Heróis, Onze Histórias fundidas numa só, a História do Coxa-Branca, Campeão Paranaense de 2008.
Que historia linda, vitória da humildade, da não arrogância, da liberdade de imprensa, da democracia sobre a ditadura, vitória do ereto sobre o recalcado, vitória do cristalino sobre o obscuro.
Senhoras leitoras, Senhores leitores com certeza não foi o melhor "escrete" que o Coritiba montou, mas foi uma das vitórias mais lindas que ocorreram, pois foi em cima do desmando capitaneado pelos Senhores do apocalipse do futebol paranaense e brasileiro, e ainda houve o desmando do TJD, bem no finzinho para nos encher de mais brios ainda. E para culminar um advogado que se diz coxa-branca virando a casaca, mas vamos esquecê-lo, pois a história o fará também.
Mas tudo bem lá embaixo, bem embaixo mesmo na Baixada a vitória é o gozo extremo.
Apesar de tudo e todos, meus amigos vamos fazer mais um jantar comemorativo.
Até poderia chamar-se o jantar da Volta Olímpica e Meia, nunca um clube teve que atravessar a cidade para dar a volta olímpica mais longa até hoje para comemorar um titulo a volta olímpica mais gostosa do mundo.
Obrigado Pai. Com esse artigo te homenageio, o Senhor que está lá no céu e com certeza como outros coxas que já se foram ajudou o Henrique Dias a fazer o gol chorado da conquista mais importante dos últimos anos, nem tanto pelo futebol demonstrado, mas pela lição subliminar que deixou.
A festa continua.
Julinho Lima é Coxa-Branca de coração e reside em Paranaguá.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)