FOTOS E VÍDEOS08/03/04, 20h00
Exclusivo: fotos de Central x Coxa
A expectativa para o confronto com o Central era a melhor possível. Mas o péssimo desempenho de alguns jogadores, os erros de arbitragem e a força da torcida "canalla" fizeram da busca pela vitória uma missão impossível.
Para arquivo: a partida aconteceu no dia 04 de março de 2004. O placar foi de Central 2x0 Coritiba. O Verdão jogou com Fernando; Jucemar, Miranda, Nascimento e Adriano; Egídio, Ataliba, Capixaba e Igor (Éder); Luiz Mário (Bruno) e Laércio (Aristizábal). Técnico: Antônio Lopes.





















A equipe dos Coxan@utas agradece e parabeniza Arthur Klas Neto, André Macias e Anibal de Paulo Mesquita Jr pelo trabalho na Argentina.
Os boletins periódicos e as fotografias do jogo entre Central e Coritiba entraram para a história do site como a nossa primeira cobertura internacional. E como sempre gostamos de lembrar (pois é um motivo de orgulho), todas as pessoas envolvidas com os Coxan@utas trabalham voluntariamente.
Por e-mail, Arthur conta mais alguns detalhes da viagem:
- Tratamento nota 10 por parte do policiamento; 9 por parte da torcida. Houve provocações, como em qualquer lugar, xingamentos, porém no geral foram brincadeiras sadias.
A divisão era um cordão de policiais, bem armados com escopetas. Torcedores do Central cruzavam a linha para conversar conosco, pedir brindes da Império ou tentar trocar camisas. Um grupo mais próximo de garotos, pediram para posar para fots, ficavam a todo tempo nos chamando e fazendo brincadeiras, tudo de forma sadia.
Antes da partida foram atiradas 3 bexigas com água, sendo este o único incidente. Provavelmente UM torcedor deles atirou as três. Após isso mais nada, somente provocações normais durante os gols do pessoal que estava sentado abaixo ou no anel ao lado. Fomos escoltados desde o hotel até a chegada ao estádio.
No estádio subimos até o local destinado rodeado por policiais. Ao final da partida, uns 15 minutos de espera e nova escolta até o exterior do estádio.
O motorista do nosso ônibus, com receio de apedrejamento, não ficou nos aguardando. Sem contato com ele, ficamos aguardando. Cerca de 15 minutos depois, os policiais que nos acompanhavam na rua chamaram 4 viaturas que nos levaram até o hotel. Todos policiais gentis e bem humorados.
- Durante o jogo, o relógio do Jr. Mesquita caiu no anel inferior. Minutos depois nos chamaram lá de baixo. Um rapaz jogou o relógio de volta para o Jr.
- Após a partida, quando saímos para jantar e tomar uma cervejinha, vários torcedores nos abordavam e pediam para trocarmos nossas camisas com eles.
- Christian Toledo, que estava lá pela rádio e jornais, falou muito bem do tratamento recebido pela imprensa. Segundo ele foi 10 vezes melhor que o recebido em Lima, tanto por parte do clube quanto do policiamento e torcida.
- Roberto Brum, no hotel após a partida, nos contou que nunca havia enfrentado tamanha pressão. Segundo ele, o que a torcida deles faz deixa longe torcidas como as do Corinthians e Flamengo.
- Algumas situações não corriqueiras para nós brasileiros ocorridas no estádio deles: placar informando tempo de jogo, atletas do Central fazendo aquecimento na muito próximo da linha lateral, sem coletes.
- É proibido entrar no estádio com fogos de artifício. Não nos permitiram entrar com os pisca-piscas (luminosos).
- Antes do jogo os torcedores deles já davam a vitória como certa. Jornais do dia seguinte falavam muito mal de nossa equipe, principalmente da zaga.
- Havia cerca de 30 torcedores nossos lá. Dois deles foram de ônibus de linha (36 horas de viagem). O pai do Fernando (goleiro do Coritiba) estava presente conosco. Uma Argentina estava lá torcendo por nós, com a camisa do Brasil e faixa da Império amarrada na cabeça.