
A bem da verdade, o Coritiba não voltou a disputar a Libertadores. No máximo, foi passear em Lima, no Peru. A torcida coxa-branca teve a oportunidade de ver pela televisão a cabo, ao vivo, pouco menos de 30 minutos de um verdadeiro Coritiba. A partir do momento que sofreu o gol de empate, o alviverde entregou-se ao Sporting Cristal e a goleada foi questão de tempo.
Ainda não é tempo de crucificações... mas duas pessoas merecem destaque: Antônio Lopes, por armar o time de forma confusa, promover a estréia (que se mostrou prematura) de jogadores e realizar substituições questionáveis (Lira no lugar de Adriano, por exemplo). E Roberto Brum. Ele não jogou nem mais nem menos que os companheiros, mas abandonou o barco aos 29 minutos do segundo tempo. O jogador agrediu covardemente um adversário e levou o cartão vermelho.
Ainda sem contar com Aristizábal, que estréia no jogo contra o Olímpia como a última esperança, dia 17, Antônio Lopes armou o time em um 3-5-2, com a zaga formada por Nascimento e outros dois jogadores que ainda não haviam atuado: o uruguaio Esmerode e o recém-promovido Miranda. Se o miolo de zaga do Coritiba já estava uma peneira no Campeonato Paranaense, piorou ainda mais.
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Inesperadamente, o time coxa-branca começou o jogo dominando todas as ações, não deixando o adversário passar do meio-campo. Soberano, o Coritiba chegou a criar algumas boas chances de gol. Apesar disso, o placar só foi inaugurado graças a uma tremenda trapalhada do goleiro peruano. aos 19 minutos, Capixaba recebeu na esquerda e
cruzou. O goleiro Roverano fez o corte, mas a bola tocou num zagueiro e ficou sobre a linha, esperando Laércio estufar as redes: 1x0.
Parece que os jogadores do Cori ficaram mais assustados com o gol do que os adversários. O time recuou e os graves
defeitos do setor defensivo não demoraram a aparecer. Aos 28 minutos, Orejuela cruzou da direita e Jorge Soto, com
muita liberdade, mandou por cima do gol.
No minuto seguinte, outra falha infantil de marcação. Jorge Soto recebeu lançamento na esquerda, cortou para o meio passando com muita facilidade por Esmerode e chutou cruzado, no canto esquerdo de Fernando.
O lance decisivo da partida aconteceu cinco minutos depois. Novamente pelo lado esquerdo, o Sporting chegou ao ataque e Moisela, sem marcação, tocou de cabeça: 2x1.
Aos 45, Laércio quase conseguiu o empate. Luís Mário fez grande jogada pela esquerda e lançou o atacante, que saiu na cara do gol. Laércio chutou cruzado, mas o goleiro salvou com o pé esquerdo.
O que Antônio Lopes falou no intervalo não se sabe, mas o Coritiba voltou muito pior para o segundo tempo. Sem alma, o time não acertava três passes seguidos. Por conseqüência, sofreu grande pressão do time peruano e só não sofreu o terceiro graças ao goleiro Fernando.
Depois de passar 20 minutos sem criar absolutamente nada, o Coxa chegou timidamente ao ataque e quase achou o empate. Jucemar - que havia entrado no lugar de Ricardo Ceará - fez jogada na direita e cruzou fechado. A bola
passou por todo mundo até chegar em Éder que, de primeira, acertou a trave direita.
O lance poderia ser o combustível que o Coxa precisava para empatar. Mas aí Roberto Brum fez uma tremenda besteira, foi expulso e colaborou definitivamente para o resultado final.
Aos 36, o brasileiro Sérgio Júnior, que havia acabado de entrar, recebeu lançamento na área e tocou, de costas, por
cobertura. Um golaço.
Sem se importar com o saldo de gols, que certamente será decisivo na classificação dessa chave, o Coxa entregou-se
ao adversário, que aproveitou para fazer mais um. Num lance grotesco, Esmorede recebeu a bola na entrada da área
alviverde, tentou driblar o marcador e caiu sentado. Sérgio Júnior pegou a bola e tocou na saída de Fernando: 4x1.
Os jogadores que escreveram esse triste capítulo da história do Coritiba: Fernando; Reginaldo Nascimento
(Nivaldo), Esmerode e Miranda; Adriano (Lira), Roberto Brum, Capixaba, Éder e Ricardinho (Jucemar); Laércio e Luís Mário.
O Coxa volta a campo no sábado, às 16 horas, para enfrentar o Malutrom, pelo Campeonato Paranaense. O jogo será no Couto Pereira.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)