
ARTIGO
Adilson Bonatto Filho é formado em psicologia. Torcedor do Coritiba, atualmente reside em Brasília, e estará na torcida pelo Verdão no próximo sábado, quando o Coxa enfrenta o Brasiliense no Planalto Central.
No artigo abaixo, elaborado a convite do site COXAnautas, Adilson aborda a questão da psicologia esportiva, e, mais especificamente no caso do futebol, como a mesma pode ajudar uma equipe a conquistar os resultados almejados.
"Olá amigos Coxas,
Longe de almejar dar palavra final sobre um assunto sobre o qual não tenho domínio pleno, resolvi dissertar sobre a Psicologia no Esporte e como ela pode ser benéfica para nosso clube do coração, tendo como principal objetivo o Coritiba.
A psicologia esportiva é um ramo de aplicação recente e que, a cada ano, vem ganhando mais expressão devido à sua aplicabilidade e resultados obtidos. Hoje, grandes clubes de futebol e outros esportes vêm descobrindo a importância de possuir em seus quadros um profissional da área.
Diversas teorias auxiliam os psicólogos neste trabalho. Entre elas, podemos citar a psicanálise de Freud, a Reichiana, a analítica de Jung, Eric From,entre outras.
Dentro do modelo cognitivo, observamos que o pensamento do indivíduo pode influenciar diretamente na maneira dele se comportar e sentir. Como conseqüência deste princípio, uma distorção na forma de perceber uma situação pode influenciar o humor e o comportamento do sujeito (Beck, 1997 in Erick Conde).
É importante observar que torcida e imprensa podem ter suas opiniões e palpites a respeito de adversários e situações. Porém, quando nos reportamos à comissão técnica, diretoria e atletas, o mesmo não deve ser observado. Os profissionais devem ter controle sobre suas emoções para evitar interferência em seu trabalho. Para ser ilustrativo, cito situações onde um favorito em determinado jogo perde no final. Uma das hipóteses que podemos levantar é a questão do favorito acreditar que irá vencer pelo simples fato de entrar em campo, não sendo necessário maiores esforços. Logicamente, este pensamento não ocorre de forma intencional, mas a um nível inconsciente. A crença de que determinado clube não possui expressão nacional, nem títulos ou torcida, podem ser fatores que desencadeiam tal pensamento distorcido sobre um jogo, interferindo diretamente na ação dos jogadores em campo.
Um trabalho que pode ser feito no sentido de amenizar a situação acima é corrigir as distorções de pensamento contrastando com a realidade. Por exemplo, se um atleta se considera o pior jogador do mundo, pode-se perguntar a ele o que é necessário para ser um atleta 100%. Posto isto, perguntar o que é um atleta 0%. Com base em sua descrição, o atleta verificará que não está nem em um extremo nem em outro, mas na média, portanto, melhorando sua auto-imagem.
Um dos cuidados que considero importantíssimos referente ao Coritiba, é exatamente de não fazer uma avaliação precipitada de seus adversários nesta segunda divisão. Fatalmente, nosso clube do coração irá jogar este ano com clubes sem maior expressão. Porém, desmerecê-los antes de vencer em campo pode ser muito perigoso. Devemos prestar atenção neste fato para que, ao final do campeonato, não fiquemos lamentando mais um amargo ano na segundona. Com isto, não afirmo que o Coritiba deva superestimar seus adversários, mas apenas respeitá-los enquanto times que disputam o mesmo campeonato. A vitória só acontece quando o árbitro apita o final, e o placar nos é favorável. Qualquer outra hipótese é assunto para imprensa e torcedores apaixonados, não para profissionais.
Esperando ter contribuído para o melhor ao Coritiba, me despeço de meus amigos coxas de todo Brasil ficando inteiramente a disposição para qualquer informação através do e-mail adilsonbonattofilho@gmail.com.
Resido em Brasília, e sábado, dia 06 de maio, estarei no estádio do Brasiliense, torcendo por mais uma vitória de nosso Verdão.
Saudações coxas,
Adilson Bonatto Filho
Amor maior que paixão – Coritiba Eternamente."
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)