
MEMÓRIA
Luiz Abram (na foto, o sedundo de pé, da esquerda para a direita) foi um dos principais ídolos da torcida do Coritiba durante a década de 20. Capitão do time, Abram
fez fama junto à torcida, vestindo a camisa do Cori. Em 1927, Luiz ajudou o Coxa a tornar-se Campeão Paranaense de futebol.
Ele nasceu em Curitiba no ano de 1900 e era o quinto filho de um casal de franceses Eugénie e Hipollyte Abram, que imigraram para o Brasil ainda crianças. Eugénie veio para o Brasil com quatro anos de idade, junto com os pais e irmãos e Hipollyte veio como clandestino com mais ou menos cinco anos e foi criado pela família Alberge, pais de Eugénie.
Hipollyte abandonou a família quando faltavam 5 meses para Luiz nascer, portanto, ele não conheceu o pai sendo criado apenas pela mãe. Luiz era casado com Margarida, já falecida, e não teve filhos biológicos. Adotou uma menina a quem chamou de Lorena que foi deixada em uma caixa na porta de sua casa, quando recém-nascida, mas essa filha quando casou se mudou para São Paulo.
O cunhado de Luiz Abram, Sebaldino Sabatke, também jogou no Clube e comentava isto com alegria aos familiares e amigos
Tio Luiz, ou Lulu, como era chamado carinhosamente em família, contava que jogar no Coxa naquela época era muito difícil, pois os atletas ganhavam o suficiente apenas para comer. Não existiam os salários milhonários de hoje, por isso ele abandonou o futebol e foi trabalhar como contador. Abram chegou a jogar pela Seleção Paranaense.
Luiz Abram faleceu no dia 07/10/1982, no Hospital Evangélico, com 81 anos de parada cardíaca.

A década de 20 foi marcada pelo desaparecimento e fusão de vários times, porém o Coritiba, mesmo com dificuldades permaneceu vivo e após um jejum de 11 anos, em 1927, o Coritiba voltou a ser campeão. Jogando um futebol regular, o Alviverde terminou o campeonato com apenas uma derrota.
Artilheiro do Coritiba: Emílio – 12 gols
Time-Base: Egg, Cuca e Pizzatto; Luiz, Ninho e Corruíra; Bento, Ernesto, Emílio, Staco e Meister.
Presidente: Major Antônio Couto Pereira.
Colaboraram:
Sonia Regina Sabatke Gutierrez
Helênicos
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)