
TERCEIRO SETOR
Em setembro de 2007, a AVS (Associação dos Voluntários de Sangue) participou do projeto Ação Global, realizado em Curitiba. O evento ocorre anualmente e é promovido pela Rede Globo em parceria com o SESI (Serviço Social da Indústria).
O objetivo do trabalho foi auxiliar na captação de novos doadores de medula óssea. Para captação desses novos doadores a AVS realizou um trabalho de orientação junto aos participantes. Vale lembrar que boa parte da população desconhece a importância de se tornar um doador de medula óssea, bem como quais os procedimentos para fazê-lo
As orientações foram repassadas no estande montado pelo Hemepar (Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná). Do total, dentre as 350 pessoas abordadas pela AVS, 223 aceitaram fazer a coleta de sangue (amostra) e participar do cadastro no Banco de Medula Óssea. “De uma forma geral, a população ainda busca mais ajuda do que ajudar. O que se percebe é que devidamente estimulada e orientada essa atitude se reverte e as pessoas se tornam extremamente solidárias”, garante Pedro Ventura, presidente da AVS.
De acordo com Ventura a AVS tem mudado sua forma de orientação. Antes era realizada apenas divulgação. “Só que as pessoas sempre questionavam se podiam fazer as doações. Então decidimos combinar orientação e coleta”, explica Pedro.
Varias são as dúvidas apresentadas pela população quando o assunto é doação de medula óssea. Muitos acreditam em riscos como o medo de ficarem paraplégicas já que confundem medula óssea com medula espinhal. A medula espinhal é a porção prolongada do sistema nervoso central. Já a medula óssea é o local onde se produz o sangue no organismo. No ato da doação é retirada a medula do osso ílio, ou osso da bacia, como é popularmente conhecido.
Outras pessoas temem ser vítimas de um “atestado de óbito equivocado” e neste caso sua medula óssea ser extraída, ocasionando “uma morte real”. Mas na verdade a doação de medula óssea é realizada em vida. O doador pode efetuar a doação a cada seis meses sem risco algum à saúde.
Para ser doador é muito simples. Basta preencher uma ficha com seus dados e retirar uma amostra de sangue. São retirados apenas 10 ml de sangue nos quais são realizados exames de compatibilidade. Os dados são armazenados no Redome (Banco Mundial de Doadores de Medula Óssea) que irá encontrar um receptor compatível.
O procedimento de coleta de medula é realizado em um centro cirúrgico. O doador é internado e recebe assistência física e psicológica. A coleta é realizada com anestesia geral ou parenteral de acordo com indicação medica. Após o procedimento o doador é mantido em observação até que os médicos dêem condições de alta. O processo não dura mais que 24h.
É importante ressaltar que pessoas que sofrem de doenças hematológicas têm necessidade freqüente de receber hemoderivados como plaquetas e hemácias. Desta forma, é fundamental que as pessoas colaborem com a doação regular de sangue no sentido de dar esperança a esses pacientes.
Serviço
Mais informações podem ser obtidas junto ao Hemepar no site www.saude.pr.gov.br/hemepar ou pelo telefone 0800 6454555.
Informações úteis
Para ser um doador de medula óssea, não é preciso ter peso mínimo como na doação sanguínea. O único impedimento é quando o candidato a doador é soro positivo.
Você sabia que quando um paciente O+, recebe uma medula de um doador que é A-, o paciente passa a ter o mesmo tipo de sangue que seu doador, ou seja, A+ (...)”a quantidade de meses eu tenho que confirmar, vejo isso ainda hoje”meses depois do transplante?
Até uma criança pode ser doadora de medula óssea.
O Hospital de Clínicas de Curitiba é o único hospital do Brasil que realiza transplantes de medula óssea entre doadores não aparentados.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)