
ENTREVISTA
O meio-campista Alex, em-Coritiba, publicou em seu site uma entrevista com outro meio-campista que já vestiu a camisa do Verdão, o volante Mozart, que teve passagens pelo futebol do Bordeaux, na França, da Reggina, na Itália, e que atualmente joga no futebol da Rússia, pelo Spartak Moscou.
No bate papo, Mozart fala de sua passagem pelo Coritiba, do prazer de jogar no Verdão e da vontade de voltar a vestir as cores do Glorioso.
Alex: Conte um pouco do seu início lá no P. Clube.
Mozart: Bom, eu comecei no Pinheiros em 1989 e em 1990 houve a fusão entre Pinheiros e Colorado. Desta fusão surgiu o P. Clube. De 90 a 93 eu treinei com o professor Evaldo na Vila Olímpica do Boqueirão, no famoso "areião" e até cheguei a participar de alguns campeonatos, como o pré-mirim, mirim, cobrinha, etc. Em 93 eu subi para o infantil e joguei em todas as categorias, até chegar no profissional em 96, mas houve um problema que me fez abandonar o P. Clube.
Alex: Como aconteceu sua saída do P. Clube para o Bordeaux?
Mozart: A minha saída do P. Clube ocorreu porque os diretores infelizmente não valorizaram os pratas da casa. Eu estava jogando bem no Junior e o treinador do profissional (Seu Rubens Minelli) me subiu pra treinar entre os profissionais e conseqüentemente me chamaram pra assinar um contrato. Mas o que eu iria ganhar não dava nem para pagar o transporte para ir treinar.
Eu tentei explicar a minha posição, mas como não ouve acordo, eu fui pro Bordeaux em base a uma lei que existia na época, em que o jogador sem contrato profissional poderia se transferir pra Europa sem a liberação do clube.
Vídeo de um golaço de Mozart, camisa 5 do Spartak, na Champions League
Alex: Depois acabou voltando para o Coxa. Como isso aconteceu?
Mozart: Quando eu cheguei na França, eu tive a felicidade de conhecer o Gralak. Nesses dois anos de convivência, nós estreitamos os laços de amizade e ele viu um potencial em mim. Na sua saída do Bordeuax ficou uma dívida pendente do clube com ele e então ele resolveu pegar meu passe como forma de pagamento. Depois disso ele me emprestou para o Coritiba.
Alex: Existiu algum tipo de mal-estar no Coritiba por você ter sido formado em um rival?
Mozart: Existiu um pouco com relação a alguns jogadores que eu já tinha enfrentado quando tinha jogado no P. Clube, mais foi uma questão de tempo e convivência para acabar com qualquer mal entendido que pudesse ter acontecido com alguns deles, tanto é que até hoje existe uma amizade legal quando a gente tem oportunidade de se encontrar.
Alex: Fazia 10 anos que o Coxa estava na fila. Quais as lembranças do título paranaense de 1999?
Mozart: Pra mim foi inesquecível por vários motivos. Por ser meu primeiro título como profissional, pelos 10 anos que o Coritiba não conquistava um título e também pelos altos e baixos que nós vivemos durante aqueles meses; troca de treinador, desconfiança por parte da imprensa, torcida, mas nos demonstramos que tínhamos um time capaz de ser campeão, apesar de tudo. É um título que eu tenho muito carinho.
Foto recente de Mozart, pelo Spartak. Nos tempos de Coritiba, Mozart tinha cabelo comprido
Alex: Como analisa a volta do Coxa para a primeira divisão do Brasileirão?
Mozart: Para mim não foi nenhuma surpresa, porque o Coritiba sendo o clube grande que é, o seu lugar é a primeira divisão sem dúvida. Eu espero que o Coxa tenha muito sucesso nesta temporada.
Alex: Quais são seus objetivos para seu futuro dentro no futebol?
Mozart: A minha grande vontade era voltar a jogar no Coritiba, eu tenho mais quatro anos de contrato aqui e ao término, eu vou voltar pro Brasil e se existir essa possibilidade, vai ser uma grande realização para a minha carreira.
Em 2007, pela UEFA, o Spartak venceu o Bayer 04 Leverkusen (ALE). Nesta partida, Mozart fez um gol, cobrando pênalti.
Alex: Deixe um recado aos Coxas e flamenguistas que tem saudade da sua presença no meio campo dessas equipes.
Mozart: Valeu Alex, pela oportunidade. Espero que nós possamos jogar juntos outra vez. Aos torcedores dos times que eu joguei, eu deixo um grande abraço, principalmente aos Coxas-Brancas, meu sincero carinho e admiração pelo que vocês fizeram pelo Coxa na Série B. Abraços.
Para conferir a entrevista na íntegra clique aqui.
Colaborou o torcedor Coxa-Branca Paulo Henrique Eisenbach Bueno Franco, o Paique
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)