
CURIOSIDADE
Do site oficial do Coritiba
Parabéns, coxas-brancas!
Amantes do futebol, vivos ou não, tiram o chapéu em respeito a esta data muito especial
Herança inestimável
O saudoso Nélson Rodrigues já dizia: "Se o que escrevo não reflete os fatos, pior para os fatos". Como a paixão do escritor pelo jornalismo, o amor dos torcedores também costuma mandar a sensatez para o espaço: nem sempre o que os olhos vêem é o que as imagens da televisão - cruelmente frias - teimam em reprisar por vários ângulos.
Uma das grandes "fontes" desse sentimento mágico que move milhões de brasileiros há décadas para chorar, gritar e pular em estádios de futebol está no Alto da Glória. E os deuses do futebol, que volta e meia aprontam das suas no maior estádio do Paraná, preparam-se para uma noite de festas. Amantes do futebol, vivos ou não, tiram o chapéu em respeito a esta data muito especial: o 95o. aniversário do Coritiba Foot Ball Club.
Há um diálogo bastante peculiar travado entre os torcedores coxas-brancas no intuito de "cutucar" os rivais que é mais ou menos assim:
"Para quem você torce?", pergunta um coxa-branca.
"Para o Coritiba", responde orgulhoso o colega.
"E seu pai?", torna a perguntar o primeiro.
"Para o Coritiba também", devolve o amigo.
"E seu avô, vai dizer que torcia para o Coxa também?". "Que pergunta! Era coxa-branca de carteirinha".
A graça está na comparação com as respostas dos torcedores rivais, que passam por América, Internacional, Britânia, Ferroviário, Palestra, Savóia, Água Verde ou, mais recentemente, Pinheiros e Colorado.
Para essas pessoas, é inconcebível imaginar uma reunião de várias gerações da sua família para tratar de uma só paixão, de um só clube. Já numa família coritibana...
Se o assunto fosse o jogo inesquecível: "Foi no dia 20 de novembro de 32, Coritiba 4x2 América-RJ. A cidade parou para aplaudir, orgulhosa, a inauguração da casa do Coritiba, o Belfort Duarte", poderia dizer o avô. "No hexacampeonato de 76, que só acabou em 77, vencemos o rival rubro-negro por 2x0 e abrimos o caminho para o título", lembraria-se o pai. "Em 1985, estive no Rio de Janeiro e chorei com milhares de torcedores na conquista do Brasileirão", talvez contasse o filho. Cada geração com as suas histórias particulares.
Não é à toa que o torcedor coxa-branca carrega consigo algo muito mais importante que taças, faixas, títulos ou badalação. É a herança alviverde. Ganhar dos pais, ainda no berço, a primeira camisa do Coritiba e, enquanto dá os primeiros passos, ouvir histórias contadas pelo avô da época em que freqüentava o Belfort Duarte ou o Parque da Graciosa, é de valor incalculável.
Saber que seus antepassados também orgulhavam-se de aplaudir e vibrar com o time que carregava o brasão CFC no peito, que sempre teve e sempre terá as mesmas cores alviverdes, e que possui um apelido que o torna único no mundo todo (Coxa-branca é só o daqui, nenhum mais), de fato é uma herança para orgulhar crianças, jovens e adultos.
Ganhar e perder faz parte do futebol. Mas o torcedor coritibano dorme tranqüilo: tem a certeza de que as próximas gerações da sua família também terão o orgulho e o privilégio de vestir e amar a camisa alviverde.
(Matéria publicada no jornal Nação Coxa do jogo Coritiba 1x1 Cruzeiro)
Assessoria de Imprensa
Site Revista Placar
Coritiba completa 95 anos nesta terça
Time fundado por alemães é o mais antigo e com maior número de títulos do Paraná.
Da Agência Placar
CURITIBA - O mais antigo clube do futebol paranaense completa, nesta terça-feira, seus 95 anos de fundação. Campeão brasileiro de 1985 e dono de 32 títulos estaduais, o Coritiba reúne ídolos do passado e do presente para festejar a data com dirigentes e torcedores no restaurante Madalosso, um dos mais tradicionais da capital paranaense. Os convites, á venda na sede do clube, custam R$ 20.
O Vovô nasceu, pelas mãos de um grupo de alemães, como Curitibano Foot Ball Club, mas o nome foi alterado para Coritiba (na época, a grafia da cidade era
essa) para evitar confusão com outro clube social, o Curitibano. Em 1916, veio o primeiro troféu: o do segundo Campeonato Paranaense.
Nos anos 30, sua crescente massa torcedora abrigava não apenas alemães, mas todas as etnias e classes sociais, o que motivou o presidente Couto Pereira a construir o estádio Belfort Duarte, no bairro do Alto da Glória, que chegou a ter capacidade para 60 mil pessoas. No final da década de 70, o nome que homenageava um jogador do América carioca, símbolo de disciplina e lealdade nos gramados, foi trocado para “Couto Pereira”.
Mas apesar da popularidade, o clube continuava sendo vinculado à colônia germânica e acusado de racismo. Nos anos 40, esta situação gerou um apelido, inicialmente pejorativo, que virou a marca pela qual até hoje o Coritiba é saudado. O primeiro grito de “coxa-branca” saiu de um futuro presidente do Atlético Paranaense, Jofre Cabral e Silva, como ofensa ao jogador Breyer, pouco depois do final da Segunda Guerra Mundial.
O período mais festivo ocorreu nos anos 70, foram oito Campeonatos Paranaenses, sendo seis em seqüência (1971/76) e ainda o título do Torneio do Povo, ganho num empate (2 x 2) com o Bahia, em Salvador. Nesta época, não faltaram ídolos: Zé Roberto, Tião Abatia, Paquito, Krüger, Hidalgo, Aladim, Jairo.
Mas foi nos anos 80 que o Coritiba se instalou definitivamente entre os grandes do país. Tendo ultrapassado São Paulo, Flamengo, Cruzeiro, Corinthians e outros times de tradição, a equipe treinada por Ênio Andrade chegou à uma surpreendente final de Campeonato Brasileiro contra o Bangu. Após suados empates no tempo normal (1 x 1) e (0 x 0) na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis. Depois de um chute para fora do banguense Ado, o artilheiro Índio, o extraordinário goleiro Rafael, Vavá, Marco Aurélio, Tobi, Lela e companhia fizeram a festa, no Maracanã, diante de mais de 100 mil pessoas.
Quatro anos depois da noite histórica, o Coritiba sofreu uma de suas maiores derrotas. Em 1989, protestando contra o que considerou um benefício ao Vasco (o time carioca disputaria a última partida de uma etapa do campeonato já sabendo o que precisaria fazer para se classificar), o Alviverde não foi à Juiz de Fora (MG), enfrentar o Santos, e acabou, por um decreto da CBF, rebaixado para a segunda divisão do Brasileiro, de onde saiu apenas no final de 1995.
De volta ao convívio dos grandes, o Coritiba achou ânimo para ganhar três Paranaenses, inaugurar um moderno CT no bairro do Atuba e retornar à Copa Libertadores da América (embora sem brilho). Mesmo após o Atlético ter sido campeão brasileiro, em 2001, o Alviverde continuou impondo respeito: quem quiser ver as últimas taças estaduais (2003/2004) precisa conhecer a vasta prateleira de troféus do Vovô.
Site FutebolPR
Coxa, 95 anos de glórias
Amanda Berri, especial para o FutebolPR
CURITIBA - O Coritiba está acompanhando desconfiado o arqui-rival Atlético a caminho de uma de suas melhores campanhas no Campeonato Brasileiro - descontando-se o título nacional de 2001. Independentemente disso, nada vai tirar o selo de dono absoluto da hegemonia dos últimos dois anos no futebol do Paraná, e nada capaz de estragar o aniversário de 95 anos, neste 12 de outubro.
Depois de perder a década de 90 para o Paraná, e entre 98 e 2001 para o Rubro-Negro, a retomada da ordem no futebol local veio com a eleição do presidente Giovani Gionédis, que pode levar para o discurso de aniversário resultados colhidos em campo de dar inveja: bicampeão paranaense, num deles invicto, quinto melhor do Brasileiro do ano passado, um dos cinco representantes do Brasil na Copa Libertadores deste ano e um dos 12 da Copa Sul-Americana.
Tudo seria normal se a atual administração tivesse assumido com as contas em dia, patrimônio atualizado e elenco montado para três temporadas. Nada disso. O mutirão começou com uma completa reengenharia administrativa - termo usado na época - que previa enxugamento de 75% do quadro de pessoal, tudo visando um modelo novo de gestão e estancar uma dívida que beirava os R$ 36 milhões.
Todos os departamentos foram acionados para programas em busca do tempo perdido nos vários setores: finanças, patrimônio e time. As dívidas foram renegociadas, o patrimônio não pára de sofrer ajustes e reformas, mas o futebol demandava trabalho a longo prazo. Nisto está a grande virtude dos dirigentes que estão no clube desde janeiro de 2002.
Ao contrário de administrações anteriores, foram expulsos do clube os empresários que especulavam em nome do Cori e montado um departamento de futebol com pessoas especializadas no assunto. De preferência ex-atletas, do ramo. A única exceção foi aberta para a parceria com o mega-empresário Juan Figer, agora já pensando na internacionalização.
Prata da casa
Sem fórmulas mágicas e grandes promessas para serem negociadas (a última jóia lapidada fora Alex), a solução foi lançar mão da filosofia de valorizar as categorias de base, favorecidas com a existência do Centro de Treinamento, este também em permanente evolução. Os resultados foram os títulos conquistados por todas as categorias em várias competições. Basta dizer que a ante-sala do profissional - o júnior - é o atual campeão paranaense.
Isto repercutiu diretamente na retomada da hegemonia estadual, já no ano seguinte: no time campeão estadual de 2003, cinco titulares eram pratas da casa (Fabrício, Juninho, Adriano, Lima e Marcel). Foram eles que conduziram a campanha invicta e não se assustaram com Londrina e Paranavaí, na semifinal e final, respectivamente.
Eles igualmente foram fundamentais na construção do bicampeonato estadual deste ano, como não ocorria desde 41/42, 46/47, 51/52, 56/57, 59/60, 68/69, no hexacampeonato de 71 a 76 e 78/79. Mas já não eram mais cinco. Pelo menos nove ex-juniores deram a volta olímpica em plena Arena da Baixada na decisão de 2004.
Em meio a esta filosofia, a diretoria aceitou injetar experiência vinda de fora, mas com contratações apuradas e sem tiro cego, como Tuta, Jackson, Aristizábal e Tcheco. Foram os meninos do Alto da Glória, também, que formaram a base da equipe que chegou a estar na liderança do Brasileiro de 2003 e colocou o clube entre os cinco melhores daquele ano - com a conseqüente ida para a Libertadores. E só eles, também, quebraram um tabu de 24 anos sem vencer o rival em decisões.
Seleção como atestado
Mas nada traduz melhor o trabalho atual do que as seguidas convocações para a seleção brasileira - tanto nas categorias de base como na profissional. Tal como o caminho percorrido por Alex, a gestão atual emplacou Adriano (campeão mundial sub-20 e no elenco campeão da Copa América), Alexandre Fávaro, Ricardo Malzoni, Leonardo, Marcel, Henrique e Rafinha com a camisa amarela. Este último, inclusive, passará o aniversário fora, em favor da atual sub-20 que se prepara para o Sul-Americano de janeiro.
Mas o leque de moleques não é formado somente por estes. Miranda, Ricardinho, Márcio Egídio, Laércio, André Nunes, Wagner, Cacique e Juninho são jóias a serem lapidadas pelas comissões técnicas e dinheiro em caixa visando tornar o clube auto-sustentável. Como foi com Marcel, expressão surgida pós-Giovani Gionédis e que rendeu ao clube a considerável quantia de US$ 3 milhões.
Neste embalo e com a reestruturação implantada, o presidente do clube poderá ver o sonho realizado. Há poucos dias, ao comentar os deslizes cometidos pelo time que disputa o atual campeonato brasileiro, Gionédis não economizou palavras para garantir que a atual administração sonha com a conquista do tricampeonato, a próxima disputa. Se isto se concretizar, será a confirmação do atual bicho-papão no Estado.
Aniversário em plena expansão patrimonial
Amanda Berri, especial para o FutebolPR
Couto Pereira com cadeiras: mais conforto.
CURITIBA - Quem festeja aniversário quer estar com a casa nova, reformada, em dia. Se perguntarem ao presidente do Coritiba, Giovani Gionédis, se gostaria de estar entregando à torcida o Couto Pereira novinho em folha, com certeza a resposta será óbvia. Administrador por excelência, Gionédis sabe que um estádio decente é cartão de visita para a modernidade que ele introduziu no clube, desde que assumiu, em janeiro de 2002.
O 95 anos do vovô do futebol paranaense, neste dia 12 de outubro, serão comemorados assim, em meio a um permanente canteiro de obras no Alto da Glória e Centro de Treinamentos do Atuba. Diante da demanda, tudo o que foi feito até agora já é extremamente comemorado pela nação coxa-branca. Do primeiro mês até esta semana, não há um setor do estádio que não tenha passado - ou passa - por uma pincelada de reforma.
A modernização do Couto Pereira foi iniciada com a instalação do elevador na área social, empreitada feita junto com a construção da loja do clube, beneficiando também os acessos dos sócios e imprensa. Ao mesmo tempo, houve pastilhamento da parte externa do estádio, seguida de instalação de painéis externos (banners) e novo letreiro de identificação do estádio.
As mudanças são visíveis aos visitantes, embora parte da torcida não tenha mais acesso a alguns setores. É o caso das praças de alimentação criadas para as cadeiras inferiores da Rua Mauá, assim como a praça que atende a ala social. A setorização recomendada pelo Estatuto do Torcedor fez com que se criassem divisões para ingressos com preços diferenciados.
Isto também pode ser dito dos camarotes - quatro por enquanto. Eles ficam localizados abaixo das sociais e estarão disponíveis para um público específico, com cadeiras estofadas, banheiros, bar e circuito interno de TV para transmissão simultânea de partidas no local. O plano é construir outras 16 unidades.
Mas a grande massa percebeu mudanças nas arquibancadas. Com exceção das curvas localizadas atrás dos gols - que receberam apenas demarcação - o restante dos anéis recebeu cadeiras. As transformações deixam o estádio com uma capacidade máxima de 37 mil pessoas - contra os 54 mil de antes. O placar eletrônico instalado na atual administração também é visível ao público.
Há projetos prontos para outros três itens. Um deles é a criação de um novo espaço para o museu da história do clube. O segundo é a construção de um restaurante, em espaço já definido abaixo das sociais, dando uma nova fonte de renda.
Finalmente, o novo estádio prevê a substituição do atual gramado, basicamente composto de grama São Carlos, comum e de pouco resistência. Esta etapa poderá ser iniciada assim que o time termine sua participação no atual campeonato brasileiro, estendendo-se durante as férias e invadindo o início do próximo ano.
Com estes planos, o time poderá mandar os jogos do campeonato paranaense de 2005 no estádio Pinheirão, de propriedade da Federação Paranaense. Poucos sabem, mas o Coritiba praticamente nada gastou com a modernização do estádio, pois tudo está sendo feito com parceiros, que passam a ter direito sobre as benfeitorias.
Centro de Treinamentos
É bom lembrar que todo o trabalho de reconstrução ocorre paralelamente às outras frentes, para dar ao Coritiba um status de clube de primeira linha do futebol brasileiro. Enxugamento do modelo administrativo, conclusão do Centro de Treinamentos do Atuba, manutenção de um time competitivo e internacionalização do clube, são outras tarefas paralelas.
O crescimento do patrimônio é reforçado pelo Centro de Treinamentos do Atuba, uma área comprada em 1987 e inaugurada em dezembro de 1997, com o primeiro campo de treinamentos. A concepção inicial previa uma área capaz de deixar o atleta em treinamento num período integral no local, aliviando o gramado do estádio.
Desde então, as obras nunca pararam, até a entrega do quarto campo para treinos, todos com medidas de 70 x 110 metros. A expansão permite, inclusive, que a categoria júnior mande seus jogos nas dependências do CT. Após os trabalhos de infra-estrutura, foi construído um prédio central, com vestiários, departamento médico, sala de fisioterapia e recepção, além de estacionamento. Desde sua criação, o clube lançou para o mercado do futebol grandes revelações, como Marcel, Adriano e Rafinha, todos com passagem pela seleção brasileira. Nos próximos dias, terá início a construção do quinto campo no local.
A linha do tempo do Coritiba
Amanda Berri, especial para do FutebolPR
Couto Pereira: festa da torcida do Coxa
1909 - O Corytibano é fundado por Fritz Essenfelder e outros praticantes de futebol. Dias depois, o nome é mudado para Corytiba (a grafia ainda era assim), para que diferisse do Clube Coritybano. João Viana Seiler é o presidente. A primeira partida acontece em 23/10, e é vencida pelo Tiro Pontagrossense por 1 x 0.
1910 - A primeira vitória é conseguida sobre o Ponta Grossa, por 5 x 3, no Prado do Guabirotuba. O jogo aconteceu em 12/06.
1915 - João Seiler volta a comandar o clube, que participa do Campeonato da Cidade, primeira competição oficial do Coritiba.
1916 - Constante Fruet é o presidente do título do Campeonato da Cidade, vencido em 24/12. O primeiro título coxa teve Maxambomba como grande destaque.
1917 - O título estadual de 1916 é conquistado apenas no dia 21/01, na vitória sobre o Britânia. Neste ano, também leva o Torneio Afonso Camargo. O Cori passa a jogar no Parque Graciosa, no Juvevê.
1920 - Campeão do Torneio Início.
1921 - Campeão do Torneio Início, do Torneio da Cruz Vermelha e do Torneio de Tiradentes.
1927 - Já com Antônio Couto Pereira como presidente, o Cori vence o Campeonato da Cidade e a Taça Fox. Em 02/01, Staco marca sete gols na vitória de 9 a 0 sobre o Savóia.
1930 - Campeão do Torneio Início.
1931 - Vence o Campeonato da Cidade e o campeonato estadual.
1932 - Campeão do Torneio Início e do Torneio dos Cronistas Esportivos. Inaugurado o estádio Belfort Duarte (19/11).
1933 - Vence o Campeonato da Cidade e o campeonato estadual.
1934 - Campeão do Torneio Arthur Friedenreich.
1935 - Vence o Campeonato da Cidade e o campeonato estadual.
1939 - Campeão do Torneio Início, Campeonato da Cidade e campeonato estadual.
1941/42 - Repete os títulos de 1939. São os primeiros bicampeonatos do clube. Neno marca sete gols na vitória de 10 a 2 sobre o Jacarezinho (01/02/42).
1943 - Vence os torneios Imprensa e Luís Aranha.
1944 - Campeão do torneio Getúlio Vargas.
1945 - Conquista o torneio Cidade de Curitiba. Couto Pereira deixa a presidência do clube após dois mandatos e treze anos no comando do Cori.
1946/47 - Vence o Campeonato da Cidade e o campeonato estadual. 1949 - Enfrenta e vence o Rapid de Viena por 4 a 0 na Vila Capanema (12/07). É o primeiro amistoso de um clube paranaense com uma equipe estrangeira.
1950 - Campeão do torneio Triangular de Curitiba.
1951/52 - Conquista o torneio Início e o campeonato estadual.
1953 - Vence os torneios Quadrangular Interestadual e Quadrangular de Londrina.
1954 - Campeão paranaense.
1956 - Campeão paranaense, já sob o comando de Aryon Cornelsen, que permaneceria na presidência até 1963.
1957 - Conquista o torneio Início e o campeonato estadual.
1959/60 - Bicampeão paranaense. Perde o célebre 'jogo da moeda' para o Grêmio, pela Taça Brasil de 1960.
1967 - Evangelino da Costa Neves é eleito presidente. Lá ele permanecerá por mais de vinte anos, em três mandatos.
1968 - Campeão paranaense após oito anos. Também vence o Torneio Internacional de verão (que levaria também em 70 e 71). Enfrenta (com a camisa da Federação) a seleção brasileira - 2x1 para o Brasil, em 13/11.
1969 - Bicampeão estadual. Faz a primeira excursão para o exterior.
1970 - Querendo agitar a torcida e reunir recursos para aumentar o Belfort Duarte, Evangelino usa a estratégia do concorrente Atlético e passa a fazer contratações de vulto. Na primeira 'leva', chegam Rinaldo (ex-Palmeiras), Joel Mendes (ex-Santos) e Hidalgo (ex-XV de Piracicaba), que faria história como capitão da equipe. Faz nova excursão à Europa e África.
1971 - Assume a hegemonia definitiva do futebol paranaense na chamada 'década de ouro'. O título estadual abre a série do hexacampeonato. É o quinto lugar na primeira edição do campeonato brasileiro.
1972 - Na terceira excursão, consegue invencibilidade e recebe a Fita Azul. Campeão paranaense.
1973 - Vence o Torneio do Povo e o campeonato estadual.
1974/75/76 - Os três títulos estaduais finalizam a maior seqüência de vitórias na história do profissionalismo no futebol paranaense. Conquista o Quadrangular de Goiás em 75 e a Taça Cidade de Curitiba no ano seguinte (venceria esse torneio novamente em 78).
1977 - O nome do estádio é alterado para Major Antônio Couto Pereira. 1978/79 - Bicampeão estadual.
1980 - É o terceiro colocado do campeonato brasileiro. Após a competição, entra em crise administrativa e financeira que reflete no futebol, e que deixará a equipe sem títulos importantes até 85.
1981 - Vence o Quadrangular do Trabalhador. Quase cai para a segunda divisão paranaense.
1982/83 - Pelas más campanhas no Estadual, participa da Taça da Prata, a segunda divisão do campeonato brasileiro. Vence o Torneio Ak-Waba.
1984 - Volta à primeira divisão e termina o Brasileiro em quinto lugar.
1985 - A maior glória do Coritiba e do futebol paranaense até então: desacreditado, a equipe comandada por Ênio Andrade suplanta os desafios e conquista o título brasileiro vencendo nos pênaltis o Bangu em pleno Maracanã. Leva também o torneio Maurício Fruet.
1986 - Participa da Taça Libertadores com uma campanha discreta. Campeão paranaense.
1987 - Convidado pelo Clube dos 13, participa da Copa União.
1988 - Quase cai para a segunda divisão paranaense.
1989 - Usando os preceitos de Neves, o presidente Bayard Osna reformula a equipe e conquista o campeonato estadual. Fazia boa campanha no Brasileiro, mas não vai a Juiz de Fora enfrentar o Santos e é suspenso pela CBF com a queda automática para a Série B.
1990 - O drama do ano anterior ainda abate o clube, que perde o estadual para o Atlético e cai para a terceira divisão brasileira. Aplica a maior goleada: 12x0, em um amistoso contra o Prudentópolis (12/07).
1991 - Beneficiado pela CBF (que extingue a Terceirona), o Cori disputa a segunda divisão, e só cai nas semifinais ante ao Guarani e à arbitragem tendenciosa de José Roberto Wright.
1995 - Após uma derrota para o Matsubara, Evangelino Neves é pressionado para deixar o clube. Édison Mauad, Sérgio Prosdócimo e Joel Malucelli assumem o Coritiba e lutam para aplacar as dívidas e montar um bom time. Conseguem, e recolocam o Cori na primeira divisão.
1997 - Campeão do Festival do Futebol Brasileiro.
1998 - Faz ótima campanha no campeonato nacional, sendo eliminado pela Portuguesa nas quartas-de-final.
1999 - Campeão paranaense.
2002 - Depois de um início claudicante, o Cori melhora na temporada e brilha como uma das melhores equipes do campeonato brasileiro. Nos próximos dias, lança o projeto de clube-empresa.
2003 - Além de ser campeão estadual invicto, o time chega em 5º no Campeonato Brasileiro e conquista o direito de disputar a Segunda Libertadores de sua história.
2004 - Começa com o bicampeonato estadual em cima do Atlético, na Arena, vencendo seu arquirival em decisões, como não ocorria desde 1978. A festa aconteceu em plena Arena, após empate em 3x3. Em compensação, não vai bem nas copas Sul-Americana e Libertadores e é eliminado na primeira fase de ambas.
Fontes: 'Coritiba, 90 Anos de Glórias', de Eugênio Goussinsky e João Carlos Assumpção e 'Atletiba, a Paixão das Multidões', de Carneiro Neto e Vinícius Coelho, e Cristian Toledo
Portal Paraná On-line
Coritiba faz 95 anos, com muito para comemorar
Cristian Toledo
O Coritiba completa hoje 95 anos em seu melhor momento na história. Parece estranho dizer isso, principalmente quando o time atravessa má fase no Campeonato Brasileiro, e a torcida questiona constantemente o técnico Antônio Lopes. Mas o clube chega a cinco anos de seu centenário em alta no cenário nacional, hegemônico no estado e lutando para manter a constância de participações em torneios internacionais.
São dois caminhos que a diretoria traçou desde janeiro de 2002, quando Giovani Gionédis assumiu a presidência do Coxa. O primeiro é a austeridade financeira em toda a administração, incluindo o futebol. A reengenharia do clube não esqueceu de nenhum setor, e investimentos considerados "de risco" foram evitados. No primeiro ano de mandato, Gionédis chegou a demitir quase oitenta funcionários - a medida, impopular no método, mostrou-se eficaz quando a dívida foi equalizada e não foram criados novos débitos de longo prazo.
O outro foi a busca da recuperação do futebol. A tendência de contratar treinadores de "nome" (Joel Santana, Antônio Lopes e mesmo Paulo Bonamigo, considerado o principal técnico do estado, quando contratado pelo Coxa) visava reforçar a "marca" Coritiba, que andava com problemas nos anos anteriores. As ações de marketing de 2001 foram continuadas, mas o rendimento do time nos Brasileiros potencializaram essas participações e recolocaram o clube na mídia.
Até a 30.º rodada do Brasileiro deste ano, o Coritiba tinha a melhor campanha entre os três clubes da capital nos últimos três anos - só foi superado após a arrancada do Atlético para a liderança deste ano (agora, na soma, o Rubro-Negro tem 163 pontos contra 158 do Coxa). Além disso, o time conseguiu vagas nas Copas Libertadores e Sul-Americana deste ano, e conseguiu recuperar a hegemonia do futebol estadual, com um bicampeonato - feito inédito nos últimos 25 anos. O grande desafio coxa é fazer com que essas participações deixem de ser esporádicas e passem a ser constantes.
E a recuperação do futebol veio com a retomada das categorias de base do clube. Planejada pelo ex-dirigente Domingos Moro (hoje incompatibilizado com a diretoria), a iniciativa fez com que vários jogadores dos times juvenil e júnior aparecessem com a camisa da equipe profissional. O grande exemplo é Adriano, lançado por Bonamigo aos 17 anos e hoje titular absoluto, com convocações para a seleção brasileira e que deve ser negociado com o futebol europeu ao final de 2004. Além dele, surgiram (e saíram) Lima e Marcel, e foram revelados Ricardo, Alexandre Fávaro, Miranda, Vágner e Rafinha, entre outros.
Patrimônio
Com a ajuda de parcerias, a diretoria alviverde conseguiu revitalizar parte do Couto Pereira, e já planejar a conclusão do estádio. Foram colocadas cadeiras em 50% das arquibancadas, instalado um elevador, reformados banheiros, construídas praças de alimentação e novos camarotes. A diretoria sonha em finalizar a reforma (e fechar o Alto da Glória) em 2009, quando o Coritiba completa cem anos.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)