
CURIOSIDADE
Por que alguns jogadores são lentos e outros velozes?
Com certeza o torcedor já notou as diferenças entre jogadores extremamente velozes e outros mais lentos, mais existem explicações fisiológicas para que isso aconteça.
Somos dotados de músculos estriados (voluntários), estes são compostos de fibras musculares. As fibras possuem didaticamente três classificações: fibras de contração lenta, fibras de contração rápida e fibras adaptativas.
As fibras de contração lenta são mais vascularizadas, possuem maior capacidade de “produzir” energia utilizando oxigênio, podendo ser classificada como fibras de resistência. Já as fibras de contração rápida, são menos vascularizadas e possuem capacidade de “produzir” energia sem ou menor presença de oxigênio, sendo classificadas como fibras de contração rápida. Fibras adaptativas possuem capacidade de adaptação em virtude do treinamento, mas não serão tão eficientes como as outras.
Os atletas possuem predominância de um determinado tipo de fibras, o que lhes classifica como velozes (predominam as fibras de contração rápida) ou resistentes (predominam fibras de contração lenta). Os jogadores mais resistentes costumam atuar no meio de campo, pois em pesquisas realizadas na última Copa do Mundo, nesse setor os atletas podem correr mais que o dobro em relação a outras posições, mas em baixa velocidade, ideal para suas características. Os mais velozes costumam ser alas ou atacantes, costumam realizar corridas de maior velocidade, maior distância, mas ao final do jogo não percorreram distâncias tão altas como os meio campistas.
Em relação aos zagueiros, algumas mudanças de concepção vêm ocorrendo com relação a essa posição, partindo do princípio que os zagueiros eram os atletas mais lentos da equipe e marcavam os mais rápidos adversários, alguns centros estão optando por defensores não tão altos e fortes, preferindo os que são mais rápidos.
Cada setor da equipe necessita de um planejamento diferenciado na sua programação de treinamentos físicos, baseado em suas características fisiológicas. Esse planejamento adequando além de proporcionar melhoria significativa de performance, proporciona ao atleta um stress fisiológico menor.
Marcelo Algauer de Almeida
Licenciado em Educação Física pela PUC-PR
Pós-Graduado em Fisiologia do Exercício pela UFPR
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)