
MEMÓRIA
Bayard Rachawski Osna nasceu em 31/05/1940 e morreu 02/01/1993. Foi Presidente do Conselho de 12/12/1985, até final de 1987. Em julho de 2001 o CT mudou seu nome para "Bayard Osna".
Osna foi o Presidente do Coritiba durante o biênio 1988/1989. Com ele no comando, o Cori montou um dos maiores times de sua história, Campeão Paranaense em 89, com jogadores de grande qualidade como Vica, Marildo, Osvaldo, Tostão, Carlos Alberto Dias, Chicão, Serginho e Kazu e com jogadores formados em casa como Gerson, André, Netinho, entre outros. Um time que orgulhava e emocionava a sua torcida, com apresentações que deixaram saudades em quem viu aquele time jogar.
Fora de campo, Bayard Osna buscava alternativas para o Clube, seja na área patrimonial (na sua gestão foi adquirida a área que mais tarde se transformaria no CT do Clube, o qual leva seu nome) e gerencial.
Durante a gestão Osna, o Coxa fez alguns dos maiores bingos já organizados por um clube de futebol na região sul (naquela época, a legislação permitia a realização dos bingos pelos clubes de futebol). O Couto recebia milhares de pessoas, superlotando suas dependências. Sempre com sucesso, a organização dos bingos permitia ao Clube captar recursos que eram investidos na formação de um grande time.
Há quase duas décadas, uma gestão democrática
Nos últimos anos vêm se falando de gestão democrática, participativa e transparente, há quase duas décadas Osna tinha um estilo diferente de dirigir um clube de futebol. Competente e agregador, aproximava pessoas da gestão Coxa-Branca.
Um exemplo disto eram as reuniões de diretoria famosas por poderem contar com um número expressivo de pessoas, inclusive um representante das torcidas organizadas do Clube, com direito a voto e a voz nas decisões que repercutiriam no futuro do Verdão.
A participação de vários segmentos do Clube, permitia que mais gente interessada em apoiar efetivamente o Alviverde tivesse oportunidade, concretizando uma gestão integrada e participativa. A liderança de Bayard fazia agregar ao dia-a-dia do Cori mais e mais pessoas.
O episódio de 1989: Coritiba x Santos
Naqueles dois anos, o Coritiba cresceu e cresceu bastante, formando uma base que tinha muita possibilidade de tornar o time coritibano uma referência nacional, algo interrompido tragicamente com a injusta punição imposta pela CBF ao Verdão (ocorrida durante o Brasileirão de 1989), pela qual o Coxa foi rebaixado por ato administrativo do presidente Ricardo Teixeira.
Naquele episódio, Osna estava licenciado da presidência do Clube devido a uma punição imposta pela FPF. Bayard tinha sido expulso por um incidente num jogo do Coxa contra o Apucarana (14 de abril daquele ano) pelo Campeonato Paranaense. Licenciado da presidência, Osna não estava presente na reunião que decidiu que o Coritiba não iria jogar contra o Santos, em Juiz de Fora (motivo pelo qual foi punido pela CBF).
A relação com os torcedores
A parte da história do Coritiba, na qual a torcida Coxa se fez mais presente e participativa na gestão 88/89, será contada abaixo com o apoio de um importante representante das torcidas organizadas do Clube: João Luiz Buffara, o Jango.
Durante anos, Jango liderou duas das principais torcidas em seu tempo, a Torcida Jovem (de 1977 a 1983) e a Mancha Verde (de 1984 a 1991), colaborando para fazê-las torcidas que bem representavam as cores do Alviverde.
“O Bayard foi "preparado" pelo Neves durante dois anos, o que muito lhe ajudou com certeza. Era um visionário, daqueles que "enxergam o que está atrás da montanha", algo que com certeza, aliado aos ensinamentos do mestre Evangelino, nos guindou a anos dourados em plena década de 80.
Tínhamos um time forte, competitivo, com poder de fogo e uma torcida entusiasmada com os resultados em campo, um estádio modernizado para os conceitos da época, projeto do CT em pleno vapor, etc e tal.
Ele foi o primeiro a abrir as portas para ter um representante das torcidas organizadas diretamente ligado às decisões do Clube. O Betão (já falecido, na época dirigente da Mancha Verde) então foi o indicado. Ele tinha tratamento de diretor dentro do Clube, livre acesso, poder de voto em decisões, até mesmo em contratações.
Bayard, através do Betão, deu à torcida livre acesso e conhecimento do dia-a-dia do Clube e o mais importante, poder de decisão. Como eu disse, ele era um visionário, pois isto foi em 88/89”.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)