
DICAS DE VIAGEM
Na próxima quarta-feira, 13, o Coritiba irá se apresentar em Belém do Pará contra o time da Tuna Luso Brasileira.
O Coxa entra de cabeça na competição que é o atalho mais curto à Libertadores da América. O jogo será no Estádio Olímpico do Pará, mais conhecido como Mangueirão.
Para os coritibanos que acompanharão o Clube neste jogo, o site COXAnautas publica um guia de viagem com algumas dicas sobre a capital paraense, uma das mais representativas cidades do norte do país. Confira:
Belém é a capital do estado do Pará, estado da região norte do Brasil. Sua fundação data de 12 de janeiro de 1616 e foi batizada de Santa Maria de Belém do Grão-Pará.
O ator Lúcio Mauro tinha como um de seus bordões na Escolinha do Professor Raimundo a frase: 'Terra melhor não há do que Belém do Pará'. Cidade de gente hospitaleira também é conhecida como a cidade verde e é parada obrigatória ao turista que quer conhecer a Amazônia brasileira.
Abaixo, segue um roteiro para visitar muitos pontos importantes da cidade em três dias:
PRIMEIRO DIA:
Comece pela origem da cidade. O complexo Feliz Lusitânia lembra o primeiro nome de Belém e abriga um conjunto arquitetônico dos séculos XVII e XVIII: o Forte do Presépio, o complexo de Santo Alexandre, a Catedral da Sé, a Casa das Onze Janelas e a igreja de São João. Neste conjunto funcionam o Museu de Arte Sacra, considerado um dos mais belos do Brasil, e dois outros pequenos museus onde estão expostos os acervos históricos e arqueológicos sobre a fundação de Belém.
A seguir, bem perto, dois palácios: o Palácio Antônio Lemos, oitocentista, onde funciona a Prefeitura de Belém, e o Palácio Lauro Sodré, setecentista, onde está o Museu do Estado, de artes plásticas, com um rico e variado acervo. Próximo está o Museu de Belém.
Depois é hora de percorrer uma das mais antigas, pitorescas e alegres feiras brasileiras: a feira do Ver-o-Peso é uma amostra da diversidade amazônica.
Mercado Ver-o-Peso
Veja, no Mercado de Peixe, pirarucus e filhotes de 50 quilos, o esquisito aruanã, as mortíferas piranhas e toda uma enorme variedade de pescado, que só o Pará pode apresentar.
Tenha o primeiro contato com a gastronomia paraense: sinta o perfume e prove as frutas regionais e tome um pouco de açaí – escuro ou branco, que este último, só existe aqui.
Açaí escuro
Escolha peças artesanais: cerâmicas, bijuterias de contas, cuias pintadas, lixas de unhas feitas de escamas de pirarucu e decoradas à mão, bichos e guirlandas de patchuli, miriti, madeira...
Para almoçar siga para a Estação das Docas, um complexo de lazer à margem do rio, com mais de dez restaurantes que oferecem cozinha internacional, regional, e um mix das duas. Prove uma cerveja de fabricação local.
Na saída da Estação você contemplará um majestoso conjunto setecentista: antigo convento dos Mercedários, expropriado pelo Marquês de Pombal, depois tornado Alfândega – ainda hoje, a inscrição fronteira permanece – neste conjunto está a histórica Igreja das Mercês, palco de alguns combates cabanos.
Passeie, a seguir, na praça da República, repleta de bronzes clássicos, onde se localiza o Theatro da Paz. Este teatro, de acústica perfeita, é um dos mais belos teatros de ópera do Brasil, e, se você está em Belém em agosto ou setembro, poderá assistir ali, à noite, espetáculos eruditos: concertos da Orquestra Sinfônica do Pará, apresentações de ópera, torneios de canto lírico e recitais. Belém é uma das cidades brasileiras que mais cultiva a música erudita.
Praça da República
Saindo da praça da República, você pode conhecer um pouco do espírito do Círio. A Basílica de Nazaré é uma réplica, em tamanho menor, de uma catedral romana, além de um deslumbramento de mármores e dourados. Ali está a padroeira dos paraenses, Nossa Senhora de Nazaré, em honra de quem, todos os anos, faz-se em outubro uma imensa procissão e quinze dias de festividades. Visite o Museu do Círio, na cripta da Basílica, e, se quiser lembranças, escolha no conjunto de lojas próximo.
Depois, visite o Parque da Residência, na mesma avenida. Nesse parque, antiga residência de governadores, você encontrará um orquidário totalmente amazônico. Entre no vagão de trem que serviu aos governadores do Pará e se delicie com sorvetes de frutas regionais. Para a noite, consulte a programação dos teatros e casas de show: Belém tem mais de uma centena dessas casas.
Basílica de Nazaré
SEGUNDO DIA:
De manhã cedo, vá ao Bosque Rodrigues Alves. Ali se preserva um retalho de floresta, encravado no coração da cidade. Você pode andar em canoa ou percorrer as trilhas – e poderá ter uma idéia da selva amazônica.
Depois, vá para o Mangal das Garças. Plantado na várzea, ali estão dezenas de pássaros aquáticos, incluindo as garças, e um borboletário. Suba no mirante e contemple a imensidão dos rios amazônicos, e visite a loja de artigos regionais.
Se quiser, pode almoçar ali mesmo, antes da próxima visita, o parque zoobotânico do Museu Emílio Goeldi. Percorra suas aléias: você poderá ver cutias soltas, brincando; preguiças no alto de árvores seculares; peixes ornamentais, onças e pássaros raros, como a arara azul. Num prédio datado do final do século XIX estão as exposições de arqueologia e antropologia: o Museu Goeldi tem o maior acervo brasileiro de objetos indígenas.
De lá, vá ao Palacete Bolonha. Ele foi construído por um arquiteto apaixonado, chamado Francisco Bolonha, e é uma obra-prima de detalhes. Ao lado, no Memorial dos Povos, conheça um pouco da história dos imigrantes no Pará. Em seguida, visite o São José Liberto, e seu Museu de Gemas. Você verá um piso de ametistas e fontes de quartzo rosa, e uma coleção de pedras preciosas e semi-preciosas produzidas no Pará. Além de jóias que misturam marfim vegetal e madeiras nobres a topázios e cristais. Encomende a sua, do seu jeito, com um dos artesãos do espaço.
Também vale a pena conhecer o Bioparque Amazônia – Crocodilo Safari, localizado a menos de 15 quilômetros do centro de Belém, no bairro do Tenoné. O local é um resumo da paisagem amazônica com sua fauna e flora exuberantes e guarda cerca de 13 quilômetros de trilhas, em uma área composta de quatro ecossistemas interligados, dispostos em 80 hectares.
Fim de tarde, siga para a praça Batista Campos, onde você encontrará centenas de pessoas caminhando entre coretos, pontes, ruínas artificiais e gigantescas paineiras – conhecidas aqui como samaumeiras – na que é uma das raras praças art-nouveau brasileiras. Você verá dezenas de passarinhos voando livres, procurando alimentos nas árvores. Entre eles, bandos de periquitos, cujas asas brilham ao sol como esmeraldas.Você poderá provar o tacacá ou tomar o energético guaraná e a refrescante água de coco, diante de uma explosão de cores – as flores amazônicas.
À noite, se você não quiser ir a um espetáculo, vá a um barzinho ou restaurante, na beira do rio, e conheça de perto a música popular regional.
Relógio da Praça
TERCEIRO DIA:
Hoje é dia de conhecer o reino das águas. Comece escolhendo uma das 21 praias do distrito de Mosqueiro. Curta o sol, sem sal – as praias são de água doce, com ondas como as do mar, porém mais brandas. Almoce por lá – camarões e pescadinhas fritos, recém-pescados, com todo o sabor do produto não-congelado.
No final da tarde, experimente viajar num barco regional: faça uma tour pela orla de Belém, ao som do carimbó e do lundu, entre num furo e visite uma das mais de trinta ilhas que cercam a cidade. Alguém lhe dirá que os furos são apenas braços do grande rio; e você vai descobrir que o que você pensava ser a margem do rio, era apenas mais uma ilha.
Colaborou o torcedor Coxa-Branca Alexandre Lima
Links sobre Belém
Belém do Pará
Paratur/
Amazon.com.br
Serviço COXAnautas - Consulado da Torcida Coxa em Belém
Nome contato: Aurélio Fernando Bittencourt
E-mail contato: aureliobittencourt@hotmail.com
Fone contato: (91) 8131-0871
Para saber mais sobre os Consulados da Torcida Coxa e conferir todos os 60 consulados, clique aqui.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)