
ENTREVISTA
Recuperando-se de uma cirurgia na face, o goleiro Rodrigo Café (foto), concedeu uma entrevista ao site COXAnautas. Por e-mail, o jogador fala entre outros assuntos, sobre sua recuperação, sobre o Coxa B e sobre o comportamento da torcida durante a campanha no Brasileirão 2006. Confira:
COXAnautas: Na sua opinião, quais fatores mais interferiram no elenco do Coritiba durante esta temporada? Por que o Coritiba não subiu?
Rodrigo Café: É muito difícil apontar qualquer fator, ainda mais nesse momento, uma vez que o Coritiba ao longo da competição se manteve entre o G4 (grupo dos 4 clube que subiriam a 1ª divisão) durante várias rodadas, inclusive chegando a liderança da competição.
COXAnautas: Como você avalia o comportamento da torcida Coxa durante a temporada? Ela tem culpa na queda do rendimento do time?
Rodrigo Café: Desde o início, quando cheguei ao Coritiba (2003 Categorias de Base), percebi que o Coritiba tinha uma torcida de muito valor nas passagens pela equipe profissional ao longo desses anos. Agora, participando efetivamente da equipe profissional, é que realmente pude comprovar a grandeza, força e paixão da torcida Coxa-Branca, não só nos bons, mas principalmente nos momentos mais difíceis.
No final de 2005 e em 2006, quando a torcida Coxa se viu frente a situação muito difícil em que o clube se encontrava, foi a partir daí que chegou o momento que ela mais fez valer os adjetivos mencionados anteriormente, dando provas de que poderia ser, como foi, a grande força do Coritiba ao longo da temporada, para que o time pudesse sair das situações Adversas. Seria indevido e injusto colocar qualquer culpa nessa torcida apaixonada e que tanto nos apoiou e incentivou acreditando até o final.
COXAnautas: Durante da concentração em Itu, antes dos jogos contra Guarani e Portuguesa, algum acontecimento prejudicou o clima entre os jogadores, comissão técnica e/ou diretoria?
Rodrigo Café: Não acredito que tenha havido algum motivo ou acontecimento que proporcionasse qualquer mudança no comportamento da equipe e/ou dos atletas.
COXAnautas: Qual as perspectivas dos atletas formados na Base, já que em 2007 o Clube não deverá investir tanto em jogadores formados fora?
Rodrigo Café: Nós atletas formados nas Categorias de Base do Clube, adquirimos ao longo de nossa trajetória, um amor e carinho muito grande pelo Clube, evidenciados em nossa vontade e garra nos treinamentos do dia-a-dia, afim de que possamos estar prontos para o momento que for preciso nossa ajuda.
Evidente que o momento mais propício para isso fica a critério do treinador e também depende da filosofia dos diretores que comandam o clube. Podemos citar vários jogadores que foram revelados nas categorias de base do Clube e que deram respostas muito positivas e apresentaram um desempenho maravilhoso, como são alguns casos dos jogadores, Marcel, Lima, Danilo e alguns mais recentemente: Adriano lateral-esquerdo, hoje no Sevilla da Espanha, Rafinha lateral-direito hoje no Schalke 04 da Alemanha, o zagueiro Miranda, hoje campeão brasileiro pelo São Paulo. Anderson Gomes, Ricardinho, Henrique, Rodrigo Mancha, Peruíbe, Carlão, Douglão, Vagner também são outros nomes.
Esses são alguns dos exemplos que provam a necessidade dos clubes investirem em seus jogadores formados em casa. O campeão da 2ª divisão de 2006, possui vários jogadores em seu elenco das categorias de base, inclusive os goleiros Bruno hoje no Flamengo, e o goleiro Diego hoje titular.
COXAnautas: Para os atletas do Juniores, seria importante jogarem partidas preliminares no Couto Pereira, quando de grandes jogos do time principal?
Rodrigo Café: Antigamente existia uma categoria antes do profissional a qual era chamada aspirantes, essa categoria proporcionava que atletas próximos a idade de profissional pudessem jogar partidas preliminares, isso contribuía para que os atletas pudessem ser conhecidos pela torcida antes mesmo de estrearem em campo como profissionais e ajudava também na aquisição de experiência.
Mas hoje em dia, devido a exigência por gramados cada vez mais perfeitos, fica difícil para os clubes manter o gramado em boas condições para as partidas principais, havendo jogos preliminares, pois ao longo do ano o campo recebe muitas partidas da equipe profissional.
COXAnautas: A torcida demonstra grande carinho por grande parte dos jogadores formados no Alto da Glória. O que o torcedor pode esperar dos jogadores da Base que permanecerem no elenco da próxima temporada?
Rodrigo Café: Esse sentimento da torcida para com os jogadores formados no Alto da Glória é recíproco por parte de nós jogares para com o torcedor, todos nós formados nas categorias de base do Coritiba, como mencionei anteriormente, adquirimos não só um grande amor e carinho pelo Clube, mas como também por seus torcedores.
Todos podem esperar que nos doaremos diariamente ao máximo para que juntos possamos marcar nossos nomes na história do Coritiba levando-o novamente à 1ª Divisão do futebol brasileiro.
COXAnautas: Como está sendo seu processo de recuperação da fratura na face? Quando é o prognóstico de volta aos gramados?
Rodrigo Café: Eu sofri duas fraturas na face, as quais foram corrigidas por intervenção cirúrgica, apesar dessas fraturas foi uma lesão considerada leve, e que somente precisou dessa cirurgia para que não houvesse problemas futuros. De acordo com a equipe médica, a cirurgia foi bastante tranqüila e minha recuperação tem sido inclusive, acima do esperado.
Em 30 dias, a contar da data da cirurgia (13 de novembro), já estarei pronto para retomar as atividades normais. Como dezembro é período de férias, devo voltar já para o início da próxima temporada.
COXAnautas: Por que o Coxa B encontra tantas dificuldades na Copa dos 100 Anos?
Rodrigo Café: Olha, nosso time é um time muito novo e que foi formado pouco tempo antes do início da competição, já que foi formado por vários atletas que estavam emprestados e retornaram de empréstimo. Alguns que já estavam no elenco profissional e alguns do time juniores, o que dificulta um pouco o entrosamento. A maioria das equipes que participam dessa competição já vinham da disputa de outras competições, como a divisão de acesso e a Série C do Brasileiro, possibilitando assim a essas equipes um maior entrosamento e ritmo de jogo.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)