
VIOLÊNCIA
O clássico ParaTiba deste sábado, 9, foi manchado pela violência envolvendo alguns torcedores de ambos os times, desorganização do P. Clube, mandante do jogo, e má ação da polícia, que não fez uma ação preventiva adequada para evitar o confronto entre torcedores.
Um confronto envolvendo alguns torcedores do Coritiba com torcedores do P. Clube aconteceu antes do início do ParaTiba. Vândalos das duas torcidas trocaram pedradas na rua Rebouças, obrigando a polícia militar a agir e separar os brigões.
Relatos de torcedores do Cori dão conta que torcedores do P. Clube, nas proximidades do viaduto do Capanema, atiravam pedras em carros e ônibus que continham passageiros com camisas do Verdão.
Para a entrada da torcida alviverde na Vila, mais problemas: um único portão de acesso e poucas cratacas, muitas fila e uma demora quase interminável, com gente esperando cerca de uma hora para poder entrar no setor destinado aos torcedores do Coritiba.
Depois do jogo, um erro estratégico da diretoria paranista e do comando da PM permitiu que os 2.100 coritibanos que foram à Vila Capanema saíssem simultaneamente com quase 8 mil paranistas, apesar que antes do fim do jogo, testemunhos de torcedores dão conta que o sistema de som orientou que primeiro sairia a torcida do Cori, para depois retificar a informação, dizendo que os donos da casa deixariam o estádio primeiro. Logo após, a informação foi ratificada: os paranistas deixariam a Vila Capanema primeiro, para depois a torcida Coxa sair. Na prática, nada disto ocorreu: ambas as torcidas saíram ao mesmo tempo do estádio.
Como são poucas ruas nas proximidades do estádio, o confronto aconteceu. Torcedores paranistas arremessaram pedras contra os coritibanos, sendo um dos autores preso pela polícia militar, enquanto outro grupo fugia do local. Muita correria e torcedores de ambos os times brigaram, a polícia agiu e segundo relatos de torcedores que estavam no jogo, balas de borracha, spray de pimenta e cacetetes foram usados contra torcedores que estavam ou não na confusão.
Devido ao confronto, a polícia militar resolveu escoltar a torcida do Alviverde, que para ir ao Alto da Glória, teve que passar primeiro pelo Jardim Botânico.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)