
A derrota do Internacional para o Figueirense contribuiu para que o Coxa continuasse na quarta posição no Campeonato Brasileiro - pelo menos até amanhã. Mas daqui para frente está muito clara a missão dos jogadores do Alviverde: superar, além dos adversários e das suas próprias deficiências, as "infelizes" arbitragens que têm prejudicado freqüentemente o time no segundo turno.
Na tarde de hoje, no Couto Pereira, não houve alma viva - ou morta - que mais influência teve na partida entre Coritiba e Ponte Preta que o árbitro Giuliano Bozzano. O catarinense, que já tinha péssimos antecedentes, correspondeu às expectativas e, por pouco, não conseguiu garantir os três pontos à Macaca.
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Apesar da intevenção médica, convém destacar o péssimo futebol apresentado pelo Cori no primeiro tempo. Com uma defesa vulnerável e mal postada, o time da casa esteve com sua meta ameaçada durante todos os 45 minutos.
Na terceira vez que chegou com perigo, aos nove minutos, a equipe de Campinas foi presenteada com um dos pênaltis mais discutíveis já marcados na casa coxa-branca. Adrianinho agradeceu a gentileza e marcou.
Ceará e Lira, os dois laterais do Cori, não atacavam nem marcavam. E a Ponte esteve sempre mais próxima do segundo gol que o Coritiba do empate. Aos 23, a melhor chance da Macaca de ampliar: Lucas entrou na área, passou por Edinho Baiano e, na saída do goleiro, bateu forte. Fernando salvou.
A oportunidade mais clara do Cori no primeiro tempo veio logo na seqüência. Souza fez bela jogada na área e rolou para Roberto Brum, livre, arrematar sem muita força, em cima do goleiro. Aos 41, outra boa chance dos visitantes. Danilo e Lira bobearam e a bola sobrou limpa para Jean, próximo à pequena área, chutar por cima da trave.
Na segunda etapa, mesmo com Lima em lugar de Souza, tudo levava a crer que a história seria a mesma: logo nos primeiros instantes, a Ponte chegou com grande perigo. Lucas chutou e Fernando salvou. No rebote, o mesmo atacante chutou sem goleiro, mas Edinho salvou em cima da linha.
No minuto seguinte, Lira foi substituído por Djames. E o Coxa mudou da água para o vinho.
Com mais eficiência no ataque, o time passou a tocar a bola e chegar com perigo no gol de Lauro. Os nove mil torcedores acordaram, deixaram as vaias de lado e o Coritiba passou a pressionar fortemente em busca do empate.
Eis que, então, aparece o elemento surpresa: o trio de arbitragem.
Aos seis minutos, boa jogada do Verdão na área adversária e, após o arremate, o zagueiro Alan abriu os braços para cortar a bola. Bozzano fez que não viu.
Aos dez, Edu Sales (que havia acabado de perder um gol incrível), conseguiu balançar as redes. Mas, dessa vez, foi o auxiliar Marco Antônio Martins que apareceu para salvar a Ponte, marcando impedimento - erradamente, conforme as imagens de televisão provaram.
Esses (e outros) erros da arbitragem murcharam a pressão do Cori. Somente aos 28 o time voltou a atacar com volúpia. Edu sales recebeu a bola na área e tentou chapelar o zagueiro Luís Carlos, que cortou o lance com a mão. Mais um pênalti não marcado.
Aos 36 minutos, finalmente a arbitragem ficou sem pretexto para agir e o Coritiba chegou ao gol de empate. Ceará fez jogada pela direita, a zaga não afastou e a bola sobrou para Edu Sales. O goleiro e três zagueiros saíram para cima dele e o atacante, mostrando inteligência, tocou com categoria por cobertura.
A torcida inflamou o time, que partiu para tentar a virada. A melhor chance veio com Marcel, aos 41. Ele entrou na área pela esquerda, cortou Luís Carlos e, no momento de concluir o lance e sair como herói do dia, pegou mal - muito mal - na bola.
Aos 45, outra boa chance. Ceará cobrou falta da intermediária e o goleiro campineiro saiu na risca da grande área para cortar o cruzamento. A bola sobrou para Djames, que preferiu levantar mais uma vez a bola na área em vez de arrematar para o gol vazio. A zaga cortou e então não houve mais jogo.
Aliás, o que aconteceu nos acréscimos nem o escritor Franz Kafka entenderia. Todo o tempo que supostamente estava sendo acrescido por paralisações acabou sendo gasto em... paralisações.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)