
"Ele era todo branco, alto, deslizava pelo gramado com rapidez. Aladim era temido por todos que ousavam me enfrentar por causa de seu chute quase do meio-campo. Tinha também o Buião, o zagueirão Duílio, mas era Aladim o meu orgulho. Eu era dono de 16 clubes, mas era o time do Coritiba o meu preferido para enfrentar a turma do bairro. O time jogava por música, até os zagueiros marcavam gols em tirambaços de fora da área. Minha primeira vivência com o Coxa veio na infância com o futebol de botão e aos poucos fui aprendendo a conhecer e admirar a história do clube. Descobri que o grande Dirceuzinho da Copa de 78 tinha vindo dali, acompanhei a façanha do Brasileirão de 85 e depois, já como editor da Placar, fui presenciando o amadurecimento do clube na virada do século. Quem gosta de futebol e entende minimamente do assunto sabe que, há um bom tempo, o Coritiba é um dos grandes clubes do Brasil. Se tivesse que explicar o que o clube representa para o futebol brasileiro não deixaria de usar a versão 2003 do Coxa. Sem estrelas e com uma seriedade reforçada pela competência, o clube passou
grande parte do campeonato em condições de brigar com o título. O clube, 94 anos depois da fundação, segue como exemplo para muito grande que se perdeu no meio do caminho"
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)