
SALÁRIOS
Segundo matéria veiculada nesta segunda-feira (11) pelo jornalista André Pugliesi, o Coritiba já conseguiu reduzir, em mais da metade, a sua folha de pagamento relativa ao futebol, em comparação ao final do ano passado. Ainda de acordo com o jornalista, o total de salários do elenco Alviverde, que em dezembro de 2009 era de aproximadamente R$1,5 milhão, caiu para a casa dos R$700 mil no primeiro mês de 2010.
Isso se deve, principalmente, às dispensas de alguns atletas feitas ainda no final do ano anterior e, sobretudo, à saída de Marcelinho Paraíba que, segundo informações de André Pugliesi, era responsável por 10% da folha salarial do clube no ano do Centenário.
A nova realidade financeira obrigou o conselho do clube, inclusive, a rever o planejamento financeiro para essa temporada. Os R$51 milhões aprovados anteriormente para serem gastos em 2010, tiveram que ser drasticamente reduzidos para não mais que R$31 milhões em virtude da perda de receitas da televisão e bilheterias, como explica Vilson Ribeiro de Andrade: "Tivemos a perda de 50% da cota de televisão, as receitas com sócios, a possibilidade de perdermos dinheiro de bilheteria, são vários os fatores que provocaram essa diminuição no orçamento do clube", esclareceu o vice-presidente do Conselho Administrativo do Verdão.
Para solucionar as equações que o Coritiba irá enfrentar em 2010, Vilson Ribeiro já parece ter duas armas principais: parceria e criatividade. Em relação ao futebol podem surgir novidades, ainda nessa semana, em relação a negociações que tragam jogadores a custo não muito alto para o Cori: "Vamos precisar, por exemplo, de parcerias com empresários. Mas de mão-dupla. Trabalho há 40 anos e não conheço parceria bem sucedida em que o retorno não seja para os dois. Então, o investidor tem de ter o seu benefício e o Coritiba também", salientou o vice-presidente.
Para os negócios fora das quatro linhas, a intenção é investir na criatividade, como afirma Fernando Ghignone, mesmo do G9 e atual responsável pelo setor: "Temos de ser ousados, atrevidos. Buscar patrocínios, venda de publicidade, contar com o apoio dos associados, etc", ressalta, completando ainda que será preciso um esforço e compreensão dos torcedores - no caso do aumento das mensalidades dos planos de sócios - para vencer a crise: "Temos que contar com esse apoio do torcedor, do contrário será muito complicado".
Uma das novidades do marketing - já que o valor do patrocínio master do banco BMG foi antecipado em um ano para pagamentos pendentes ainda em 2009 -, é o acordo com a Ambev, que já está em andamento na Copa São Paulo de Futebol Júnior e tende a ser mantido durante o ano.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)