
NOS BASTIDORES
por Luiz Fernando Jr. / COXAnautas
A coluna Nos Bastidores trará sempre ao torcedor alguns fatos pitorescos que aconteceram no Monumental do Alto da Glória, mas ninguém comentou.
Confira agora o que rolou Nos Bastidores de Coritiba 2x2 Vitória.
O dia começa nervoso. Muita gente na rua, muitos torcedores se dirigindo ao estádio. Muitos com a certeza de voltar para casa, já na primeira divisão. Muitos com a angústia estampada no rosto por não saber o que viria pela frente e o que o Vitória poderia "aprontar".
Dentro do estádio, era só festa e alegria. Duas horas antes do início da partida, as arquibancadas alviverdes já estavam lotadas.
A torcida sentiu falta do aquecimento da bateria da Império. Fica aqui registrado o pedido, para que não esqueçam desse aquecimento. Ele nos trouxe muita sorte em todas as partidas realizadas no Couto.
Um amigo meu, que nunca havia assistido um jogo do Coritiba, foi comigo ao jogo. Ele não torcia para time algum. Pergunta hoje para ele, qual é o seu time? Pergunta pra ele também, qual música não sai da sua cabeça? hehehe
A torcida finalmente está deixando o vermelho para os outros. Parabéns torcida Coxa! No Couto, continuem usando verde. Agora, só falta mudarem a cor do guarda-sol dos carrinhos de Chopp.
Uma cena desagradável, foi o torcedor atirar um copo dentro do gramado. Mais desagradável ainda, foi ver esse torcedor sendo agredido por outros torcedores do Coritiba. Vamos com calma galera. Nervos à flor da pele não levam a nada. Torcedor deve torcer e jamais agredir. Ainda mais sendo outro torcedor do próprio clube. E quando falo em agressão, falo também do "arremesso" de um copo, que o foi feito para agredir alguém dentro do campo.
Para nós, nada vem fácil. Sempre foi assim. Empatamos um jogo que poderíamos ter ganho e ao final do jogo, a torcida parecia engulir o grito de 1ª Divisão. Um sentimento estranho tomou conta do Couto Pereira. Os torcedores não sabiam se comemoravam ou se calavam. Mas o que era certo, eram os ouvidos colados no rádio, ouvindo o segundo tempo de Criciúma x Santo André.
Na tradicional saudação dos jogadores, chamou a atenção, a presença do Gustavo. Mesmo sem o uniforme, lá estava para prestigiar os colegas. E ainda mandou ver na entrevista: "Eu quero jogar. Se tiver 0,01% de chance de jogar, eu vou aproveitar". Boa Gustavo. Espírito Guerreiro no time d'Alma Guerreira.
Já saindo do estádio, gol do Santo André. A alegria voltou a tomar conta dos milhares de torcedores que se aglomeravam no lado externo do Couto Pereira. Os minutos não passavam.
Já no carro, ouvindo o final do jogo deles, sem conseguir sair para a rua... Segundo gol do Santo André. Fogos explodindo, bandeiras nas janelas, gritos nas ruas. E os minutos insistiam em não passar.
Consegui sair do estacionamento. Lembrei que havia jogo dos paranadas e era melhor não voltar pela vila, para não criar confusão. Fui em direção ao centro. Se o jogo terminasse, Marechal Deodoro e Batel eram os destinos. Parece que todos tiveram a mesma idéia. Rua lotada. Bandeiras nos carros e ouvidos no radinho.
Finalmente o jogo de Criciúma acabou. Festa nas ruas de Curitiba. Por onde se andava, só se via verde e branco. A Avenida Batel, voltou a receber uma festa alviverde. A cidade, está novamente purificada.
Agora nos aguentem. Estamos de volta à elite. Um lugar que já estávamos com saudade. O melhor do Paraná, não poderia ficar mais tempo, longe dos melhores do Brasil. Tudo está em seu lugar. Ou quase tudo. Falta a concretização da queda dos paranadas e, no ano que vem, a dos poodles.
Não perca. A segunda parte da coluna, é feita por você, torcedor Coxa-Branca. E, se você quiser mandar aquilo que só você viu, não perca tempo. Mande agora mesmo para nosbastidores@coxanautas.com.br
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)