
O Coritiba foi o primeiro clube paranaense a levantar o Campeonato Brasileiro. O Coxa conquistou a Taça de Ouro em 1985, disputando sempre entre os 20 maiores do país, numa época em que os craques ainda jogavam no Brasil e não no exterior e seus adversários tinham grandes e temíveis esquadrões.
O Coxa venceu muita gente boa mesmo!
O Flamengo tinha os Tricampeões do Brasil 1980/82/83 e Campeões do Mundo 1981 - Zico, Júnior, Adílio, Andrade,
Nunes e Bebeto. O Corinthians tinha Carlos, Casagrande, Sócrates e Wladimir. O Atlético/MG de João Leite, Toninho Cerezo, Éder, Sérgio Araújo. O Internacional de Gilmar, Luís Carlos, Kita e a base da Seleção medalha de Prata nas Olimpíadas de Los Angeles de 1984. O Grêmio de Mazzaroppi, Hubo de León, Tarcisio, Renato Gaúcho e outros campeões da Libertadores 1983. O Fluminense de Duílio, Vica, Leomir, Delei, Renê, Tato, Assis e Washington, time Campeão Brasileiro 1984 e Tricampeão Carioca 84/85/86. O Santos vice-campeão Brasileiro de 1983, Campeão Paulista 1984 tinha um time que foi à Libertadores em 84, com Marola, Márcio, Toninho Carlos, Dema, Formiga, Lima, Zé Sérgio.
Mas deu Coxa, com Rafael, André, Gomes, Vavá e Dida, Almir, Marco Aurélio, Marildo e Toby, Lela, Índio, Vicente, Édson, Ênio Andrade, Evangelino Neves e tantos outros coxas imortalizados para sempre.
O Coritiba terminou o Campeonato de 1985 com a segunda melhor renda (Cr$ 4.108.786) só atrás do Flamengo. O Coxa teve o quinto maior público do Campeonato (599.355 pagantes, média de 20.667 pagantes em cada um dos 29
jogos disputados), só atrás de Flamengo, Bahia, Corinthians e Atlético/MG.
Na campanha de 1985, o Coritiba foi campeão do segundo turno, vencendo São Paulo no Morumbi por 1x0, Cruzeiro no Mineirão por 3x2, Flamengo no Maracanã por 1x0, Goiás no Serra Dourada por 2x0 e na última rodada aquele 2x1 inesquecível no Couto Pereira contra o Santos, com gol da classificação de Lela aos 45 do segundo tempo, num jogo assistido por mais de 31 mil pagantes. O jogo decisivo contra o Santos aconteceu às 17h do dia 14 de abril de 1985. Na véspera deste jogo, saiu esta notícia no jornal Diário Popular
`Lela volta e promete o seu gol
Eu sei que a torcida perdeu a cabeça no último domingo,
mas fiquei triste com a vaia que recebi. Por isso
prometo arrasar e se Deus quiser fazer um golzinho.`
Na segunda fase, o Coritiba enfrentou Corinthians, Sport e Joinville. Só o campeão passava, e foi o Coritiba.
Sport 1x1 Coritiba, Coritiba 1x0 Corinthians, Coritiba
2x1 Joinville, Corinthians 1x0 Coritiba, Joinville 0x1
Coritiba e Coritiba 0x0 Sport.
Nas semifinais, que arrastaram 100 mil pagantes, vencemos o Galo por 1x0 aqui com público pagante de 33.041 e lá no Mineirão empatamos em 0x0, diante de 65 mil mineiros e 3 mil coxas, com defesas históricas de Rafael, o Bola de Ouro.
E no Maracanã lotado com mais 100 mil na decisão, na noite de quarta-feira, 31 de agosto de 1985, 7 mil coxas no Maracanã, o Brasil e o mundo viram Índio calar mais de 90 mil cariocas com o gol mais lindo de finais de Brasileirão, aos 25 de jogo. Mesmo com Lulinha empatando para o Bangu, num desvio da zaga que enganou o intransponível Rafael, todos os 91.527 pagantes e 99 mil presentes, sabiam que a parada ia ser dureza.
E o Coxa é sempre assim na raça. Quando Gomes marcou o sexto gol da série de pênaltis, aos 39 minutos da madrugada de 1º de agosto de 1985, dando o título ao Coritiba, o Coxa marcou para sempre seu nome entre os grandes. O Coritiba foi o primeiro clube campeão brasileiro fora do eixo RJ, SP, MG e RS. Juca Kfouri, em seu editorial da Revista Placar, disse que o Coritiba abria as portas para que paranaenses, baianos, pernambucanos, goianos, catarinenses e brasileiros de todos os cantos do Brasil também sonhassem com um título nacional.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)