
Cerca de 22 mil torcedores de Coritiba e Santos fizeram uma bela festa neste sábado, no Couto Pereira. Em campo estavam os dois únicos times virtualmente capazes de tirar o título do Cruzeiro em 2003. E do encontro de alviverdes e alvinegros, sobrou gols para os santistas e frustração para os coxas-brancas.
Desde julho, o Coritiba não perdia duas partidas consecutivas: 3x1 Santos e 0x2 São Paulo - última derrota em casa. Agora, além de tudo, o Verdão não depende mais apenas das vitórias em casa para garantir a vaga na Libertadores. É preciso, no mínimo, não perder para o São Paulo, no Morumbi, dia primeiro de novembro.
É mais um jogo de seis pontos pela frente.
***
Aconteça o que acontecer na rodada do domingo, o Verdão permanecerá em terceiro lugar - mas, provavelmente, embolado com São Caetano, Atlético Mineiro, Inter e São Paulo.
***
O Coritiba começou bem o jogo, pressionando o Santos e mantendo a posse da bola. Os alvinegros, por outro lado, assustavam nos contra-ataques velozes armados por Diego, Robinho e Elano.
Aos 12 minutos, a defesa coxa-branca dava os primeiros sinais de que seria presa fácil. Diego e Robinho tabelaram na entrada da área e os zagueiros foram envolvidos. Diego teve boa chance de marcar, mas chutou mal.
Aos 22, o primeiro gol do jogo. Após um chutão sem a menor pretensão da zaga santista em direção à área alviverde, pela esquerda, Ceará tentou proteger a bola, mas perdeu para Robinho. Livre, o atacante entrou em diagonal e tocou na saída do goleiro.
O gol abalou o time coxa-branca, mas aos 27 quase veio o empate. Djames fez excelente jogada na intemediária e entrou na grande área, pela esquerda. O meia chutou cruzado, Fábio Costa fez grande defesa.
Aos 35, o alvinegro chegou ao segundo gol. Diego fez boa jogada pela meia-direita, driblou facilmente seus marcadores e rolou para Léo, que entrava pela esquerda. Jackson perdeu na corrida e o lateral tocou no canto de Fernando.
Frustrados pelo papel que estavam fazendo em casa, os jogadores do Cori passaram a tocar a bola, rezando pelo final do primeiro tempo.
O Santos não entrou na conversa e quase ampliou. Robinho, mais uma vez, fintou os marcadores e entraria livre na área se não fosse derrubado. Na cobrança de falta, Diego chutou longe.
Para a segunda etapa, Paulo Bonamigo tentou deixar o time ainda mais ofensivo colocando Souza e Helinho no lugar de Djames e Roberto Brum.
E, por cinco minutos, deu certo. Avassalador, o Coxa fez o Santos recuar seus onze jogadores. Várias foram as chances de gol desperdiçadas pelos atacantes. Também houve reclamação do time da casa em dois lances de pênalti, mas nas duas oportunidades Leonardo Gaciba mandou o jogo seguir.
Para o Verdão, o jogo terminou no primeiro contra-ataque armado pelo Santos. Robinho apareceu na direita, fez um bonito drible sobre dois defensores, entrou na área e colocou a bola no ângulo esquerdo: 0x3.
Entregue em campo, o Coxa ainda levou mais um gol dos visitantes. Aos 23, André Luís cobrou falta de longe, a bola bateu na cabeça de Ceará, que estava na barreira, e entrou no ângulo esquerdo de Fernando.
Com o jogo perdido, alguns jogadores do Coritiba tentaram mostrar serviço para ganhar - ou manter - a posição de titular. Lima, que havia entrado no lugar de Edu Sales, tentou várias jogadas. Na melhor delas, conseguiu um belo arremate da entrada da área, mas a bola explodiu no travessão.
Aos 38, quem se destacou foi a torcida coxa-branca. Mesmo frustrados e com o orgulho ferido, os torcedores se levantaram para aplaudir a entrada de Narciso em campo. Esse é o verdadeiro espírito esportivo que deveria prevalecer em todo lugar.
Depois de quatro anos afastado dos gramados por causa de uma leucemia, o jogador santista ouviu a vibração das duas torcidas ao dar seu primeiro toque na bola.
Mas o meia quase que retribuiu o carinho da torcida coxa-branca com um presente de grego. No seu primeiro chute a gol, a bola bateu na trave de Fernando.
Aos 41, por pouco não sai o quinto gol santista. Elano cobrou falta de longe e, como num replay, a bola desviou na barreira e tirou o goleiro da jogada. Dessa vez, porém, foi para fora.
O Cori (não) jogou com Fernando; Ceará, Edinho Baiano, Nivaldo e Adriano; Williams, Roberto Brum (Helinho), Jackson e Djames (Souza); Edu Sales (Lima) e Marcel.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)