
ATLETIBA
Em entrevista a um jornal de Curitiba, o presidente do time da Baixada, João Augusto Fleury da Rocha, deixará seus jogadores na mão e não irá ao clássico AtleTiba no Alto da Glória.
Para o dirigente, o Couto Pereira não tem condições de segurança para receber os dirigentes visitantes. Sem saber ao certo se seu último clássico no maior estádio do Paraná foi em 2004 ou 2005, Fleury disse que a diretoria do Verdão coloca "um contêiner de metal e vidro que foi chumbado no segundo anel e chamam aquilo de camarote. A temperatura chega a 50ºC e o acesso passa pela torcida deles. As condições são tão desumanas que a prudência manda não ir ao jogo".
A declaração, além de infeliz, não corresponde com a verdade. Basta lembrar que na Copa Libertadores de 2004, os dirigentes do Crystal, Rosário Central e Olímpia ficaram num camarote isolado, no setor da torcida visitante.
O acesso para tal local do estádio é feito pelo gramado do Couto, quando os seguranças do Clube acompanham os dirigentes adversários. Neste camarote, que tem ambiente refrigerado por ar condicionado, só torcedores do time visitante terão acesso.
Sobre a cusparada que o dirigente Mário Celso Petraglia levou no rosto quando estava ao lado de sua própria torcida no jogo inicial do Paranaense 2008, em Paranaguá, e sobre a tentativa de invasão do camarote presidencial da Baixada, ocorrida ano passado, quando um torcedor do A. Paranaense, revoltado com o fraco desempenho do time, tentou agredir os dirigentes, Fleury nada comentou.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)