
JUSTIÇA DESPORTIVA
Apesar da boa vitória por 3x0 sobre o Figueirense, a torcida Coxa-Branca não pôde ficar totalmente feliz nesta quarta-feira. Além dos diversos erros de arbitragem na partida e desfalques sérios na defesa pro próximo jogo, a notícia da suspensão do treinador Dorival Júnior pelo STJD caiu como uma bomba no Alto da Glória.
O treinador, que já havia sido praticamente pré-julgado em duas matérias publicadas por um site que tem trânsito livre no STJD, foi julgado pela Terceira Comissão Disciplinar do STJD por ofensas relatadas na súmula da partida em que o Coxa venceu o Santos por 3x1 na Vila Belmiro.
A súmula foi o único documento usado para embasar tanto a denúncia quanto a decisão. Na ocasião, o quarto árbitro avisou ao juiz da partida que o treinador teria proferido ofensas, e o apitador expulsou o técnico coritibano. Quando da divulgação da súmula, o relato do árbitro surpreendeu, já que os microfones da televisão posicionados ao lado do técnico Coxa não pegaram qualquer das ofensas relatadas.
Em entrevista à Rádio Transamérica após a vitória Coxa-Branca, o responsável pelo departamento jurídico do clube, Gustavo Nadalin, afirmou que a decisão se baseou apenas na súmula e que a estratégia da defesa foi tentar um adiamento do julgamento, já que as provas principais que o advogado do clube pretendia apresentar eram os depoimentos de Dorival e do ex-técnico do Santos, Cuca, que se prontificou a testemunhar em favor de DJ.
Como os dois treinadores estavam comandando seus times na rodada desta quarta, não puderam depor. Mesmo assim o pedido de adiamento foi indeferido pelos auditores do STJD, que aplicaram suspensão de 30 dias a Dorival Júnior, que havia sido denunciado no inciso II do artigo 187 (ofender moralmente árbitro ou auxiliar em função) do CBJD, que prevê como pena a suspensão de 30 a 180 dias.
Nadalin não falou se o clube teria tentado usar a prova de vídeo que mostrava que o treinador não havia proferido qualquer ofensa, mas a descrição do julgamento na internet mostra que o clube não se utilizou desta possibilidade. Segundo ele, o clube irá entrar com recurso com pedido de efeito suspensivo, alegando cerceamento de defesa.
Oswaldo Sestário, advogado responsável pela defesa, comentou a decisão. "A defesa sabia que sem o adiamento do julgamento para ouvir o próprio técnico e testemunhas a absolvição ficaria distante. Era difícil elidir a súmula e dentro do que pudemos fazer, foi o esperado", tergiversou.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)