
JUSTIÇA DESPORTIVA
O treinador Dorival Júnior pode respirar aliviado. Pelo menos até o novo julgamento a ser marcado pelo STJD, já que o Pleno do tribunal, por unanimidade, acatou nesta quinta-feira, 28, o argumento de cerceamento de defesa formulado pelo Coritiba, no recurso interposto contra a decisão que havia aplicado suspensão de 30 dias ao técnico Coxa.
Com isso, o Pleno entendeu que as ausências de Dorival e de sua testemunha, o técnico Cuca - ambos comandando suas equipes em rodada do Brasileirão no dia do julgamento da terceira Comissão Discipinar -, prejudicaram a defesa, já que não houve a oitiva dos respectivos depoimentos dos treinadores, prejudicando a produção de provas.
O julgamento em primeira instância, proferido pela terceira Comissão Disciplinar, havia levado em conta apenas a súmula da partida, na qual o árbitro Pablo dos Santos Alves relatou graves ofensas, mas que não foram captadas pelos microfones das redes que transmitiam a partida, e que estavam ao lado do treinador Coxa.
Com a decisão, Dorival tem a pena suspensa, poderá comandar a equipe contra o Cruzeiro e terá a oportunidade de um novo julgamento, desta vez com maior possibilidade de produzir as provas necessárias para sua defesa. A data ainda não está definida, e dependerá da pauta do tribunal.
O resultado do julgamento foi: "Acolher a preliminar de cerceamento de defesa, anulando a primeira decisão e fazer um novo julgamento na terceira comissão disciplinar, com a detração do tempo que o técnico esteve punido".
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)