
DESCULPAS
"Gostaria imensamente de pedir desculpas pelo mal entendido que já vem ocorrendo desde o jogo contra o Avaí. Muita gente não sabe o que aconteceu e acha que foi uma atitude contra a torcida em geral. Na verdade o que ouvi naquele jogo não foi simples ofensas, eu fui vítima de preconceito por parte de uma torcedora, isoladamente. Aquilo, no momento, me fez lembrar o caso do Grafite e na hora fiz o que fiz para que a polícia prendesse a torcedora que me ofendeu, como prendeu o jogador naquele episódio, porque não queria ver aquele ato impune.
O que eu fiz realmente não foi correto, mas na hora, e até agora, estou muito triste porque naquele jogo eu dei a minha cara pra bater e por amor ao coxa subi a campo, sabendo da situação que poderia enfrentar pela revolta da torcida e fui jogar, diferente de outros jogadores que não tiveram coragem. Cresci aqui dentro e amo esse clube, por isso fiquei triste por ter ouvido aquelas ofensas dentro do lugar que considero minha casa. Já temos que ouvir essas coisas quando jogamos fora, mas ouvir dentro do Couto acho muito injusto!
Sempre vesti com amor e orgulho essa camisa, e foi o que fiz aquele dia e faço até hoje. Tenho consciência que represento a torcida, por isso fiz questão de entrar contra o Avaí e dar o meu máximo em campo. Quanto ao jogo do Juniores, gostaria de esclarecer que não fiz gestos para a torcida, apenas em um momento de nervosismo, em que novamente ouvi ofensas pessoais, fiquei exaltado e disse o que não poderia e nem deveria. Não faria gestos para essa torcida que eu tanto amo e considero a maior e mais apaixonada do estado. Peço desculpas por todo mal entendido para a nação Coxa, quero que saibam que eu jamais ofenderia aqueles que tenho muito orgulho em representar. O torcedor merece respeito, pois nos apóiam e estão lá para ajudar, mas peço também que respeitem o lado pessoal de cada um.”
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)