
GAZETA FALA
Leonardo Mendes Junior, editor de esportes do jornal Gazeta do Povo, entrou em contato com os administradores do site COXAnautas para esclarecer alguns pontos levantados após a publicação da coluna “Perguntar não ofende”, assinada por Luiz Carlos Betenheuser Jr. O colunista do site fez comentários sobre a publicação de uma matéria na edição especial do caderno de esportes da Gazeta, que foi às bancas na segunda-feira.
Na coluna, foi questionado quando a editoria de esportes do jornal havia colocado três jornalistas para acompanhar um jogo do Verdão, já que no domingo, no jogo entre o A. Paranaense e o Palmeiras, três profissionais da Gazeta trabalharam.
No contato com o site, Leonardo Mendes fez alguns esclarecimentos sobre os critérios da Gazeta quanto a cobertura dos jogos dos times paranaenses. ”Partimos do princípio que o jogo mais importante do domingo envolvendo os nossos clubes terá, salvo raríssimas exceções, três páginas. Como te falei, quem joga sábado recebe uma. Infelizmente, o Coxa na maioria absoluta das vezes receberá uma por jogar sempre no sábado. Haverá exceções? Sim. Mas por ora, a regra é essa. E servirá também para A. Paranaense ou P. Clube (*) no ano que vem caso um dos dois seja rebaixado”, explicou o jornalista.
O jornalista também falou sobre a cobertura que a Gazeta fez da semifinal do Paranaense 2007, na qual a equipe de jornalistas contou com três profissionais. ”A última vez que mandamos três repórteres para cobrir um jogo do Coritiba foi no duelo com o Paranavaí, pela semifinal do Campeonato Paranaense - na semana anterior, havíamos mandado equipe para Paranavaí também. Se vocês puxarem pela memória, foi o último jogo do Coritiba em um domingo, o que ajuda bastante a explicar a situação”, numa referência ao fato de que o jogo do domingo na Baixada teve três jornalistas.
”A Gazeta do Povo Esportiva circula às segundas-feiras e procura dar uma cobertura mais ampla aos jogos de domingo. Por isso, pelo menos um jogo de domingo tem três páginas de cobertura na segunda-feira. Hoje (segunda-feira, 17), inclusive, foi um dia de exceção. Demos três páginas para as duas partidas por entendermos que, mesmo sendo disputado no Recife, o jogo do P. Clube tinha peso igual, já que ambos brigam contra o rebaixamento”, disse.
O editor da Gazeta também explicou os critérios de quantidade de jornalistas na equipe que faz o jogo. ”Quanto ao número de repórteres escalados, isso é uma questão puramente de divisão do trabalho e agilidade de fechamento. A mesma cobertura de A. Paranaense x Palmeiras poderia ter sido feita com dois repórteres, mas cada um teria que escrever mais textos, o que iria implicar em uma demora na liberação das matérias, menos tempo para editá-las e, talvez, em uma menor qualidade, pois o repórter teria mais aspectos do jogo para se concentrar. O mesmo vale para Sport x P. Clube, que também foi coberto por três profissionais” explicou o editor.
Leonardo Mendes Jr. falou também sobre os critérios para a designação de equipes para os jogos do Alviverde no Alto da Glória: ”Os jogos do Coritiba têm sido cobertos por um repórter (ou no máximo dois) porque têm saído nas edições de quarta a domingo, em que o espaço total do caderno é menor (4 ou 6 páginas) e o horário muitas vezes não ajuda, com os jogos acabando muito perto do nosso fechamento. Assim, não temos como publicar mais matérias. E, logo, não precisamos de mais repórteres”.
Um ponto importante do relato do chefe da editoria de esportes da Gazeta do Povo é quando ele comenta sobre os jogos decisivos que o Cori terá neste ano, quando o jornal destacará mais profissionais para a cobertura esportiva. ”Na reta final da Série B, quando o Coritiba confirmar seu retorno à Primeira Divisão, certamente teremos mais repórteres cobrindo as partidas no Couto Pereira e enviados especiais a algum jogo decisivo como visitante - ano passado, por exemplo, fomos a Florianópolis fazer o jogo com o Avaí, no encerramento do primeiro turno”, destacou o jornalista, referindo-se ao jogo que ficou conhecido como “A invasão Coxa em Santa Catarina”, quando mais de três mil torcedores do Coritiba viraram o placar na base do grito.
Outro ponto importante da resposta do jornalista da Gazeta é sobre o termo “Falácia!”, que se tornou assunto de interesse das torcidas da dupla AtleTiba. ”Quanto à capa de hoje, é preciso lembrar que o termo falácia como "sinônimo" de torcida do A. Paranaense foi usado pela primeira vez pelo presidente do clube, Mário Celso Petraglia. Depois, o termo foi usado pelo Coritiba para provocar o rival, em uma das melhores campanhas de marketing criadas pelos nossos clubes nos últimos anos, por pegar algo simples, que é a rivalidade entre os times, e transformar em impulso para as torcidas encherem os estádios. Foi assim na semana passada com a torcida do A. Paranaense e está sendo nesta com a torcida do Coritiba.
Portanto, se o título era direcionado para alguém era para quem chamou primeiro a torcida do A. Paranaense de falácia, no caso, o seu próprio presidente, e para a torcida do A. Paranaense, que demonstrou não ser uma falácia”, explicou o editor da Gazeta.
Leonardo Mendes Jr. ressaltou também que o objetivo do título da manchete da Gazeta não era ofender a galera do Verdão. ”Contudo, se algum torcedor do Coritiba se sentiu atingido ou ofendido pela capa, peço sinceras desculpas em nome de toda a editoria. Pois em nenhum momento houve a intenção de ofendê-los. A capa era direcionada para a torcida do A. Paranaense, que foi o clube do estado que venceu no domingo; assim como após o P. Clube quebrar o jejum na Baixada, a capa com o título "Si-lên-cio!" era voltada para os paranistas; e como a capa da edição especial do Coritiba de volta à Série A do Brasileiro, que será publicada no fim de novembro, será direcionada para a torcida Coxa-Branca”, contou o editor.
Finalizando, Leonardo também falou sobre a cultura da torcida Coxa-Branca. ”Também nos pautamos várias vezes por estes meios eletrônicos (sites e fóruns). Vide a nova fase da campanha do "Ssshhhh", que vimos no Coxanautas, e a divertidíssima história do Vai Guiness”, destaca Leonardo Mendes Jr.
Nota do Editor:
Troquei dois e-mails ontem e hoje com o Leonardo. Gentilmente, o editor da Gazeta fez questão de esclarecer alguns pontos. Destes e-mails, chego à conclusão que temos consenso em alguns pontos, mas não em todos.
Agradeço ao tratamento educado, pois nem sempre recebemos respostas da mídia. Como colunista e um dos editores do site, não peço nem uma vírgula a mais para o Coritiba. Quero apenas o mesmo trato, o mesmo espaço para minha torcida, nem mais, nem menos. E será assim com qualquer veículo.
Fico satisfeito ao saber que a Gazeta já está planejando alternativas para ampliar a cobertura jornalística dos jogos do Alviverde, que este ano – e deste ano não passa! – está na Série B.
Uma imprensa forte, séria e ética fará o futebol melhor. Todo mundo ganha com isto.
(*) Do original, as designações do time da Baixada e seu estádio, e do time da Vila Capanema foram alteradas para o padrão utilizado pelo site COXAnautas.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)