
A quase centenária história do Coritiba nunca registrou fato tão negativo.
O tempo fechou em São Januário, casa do Vasco da Gama, clube carioca comandado pelo polêmico (para não dizer outra coisa) Eurico Miranda.
Quando há jogo no referido estádio, é sempre a mesma história: lá, as leis do futebol e da sociedade não valem nada. Vale a lei Eurico Miranda. Ele tranca o time adversário no vestiário para não deixar aquecer, coloca seguranças para pressionar a arbitragem, abre os portões para a torcida entrar em campo... quando ele mesmo não resolve invadir.
Isso sem contar as suspeitas de desvio de renda, superlotação do estádio (Vasco x São Caetano)...
E a grande maioria da torcida cruz-maltina aplaude e apóia os mandos e desmandos do presidente de seu clube.
Pois a torcida organizada Força Jovem mostrou que tem mesmo a cara do presidente.
Covardemente, cerca de 20 marginais - uniformizados - invadiram o ônibus do Coritiba no estacionamento do estádio do Vasco para agredir, assaltar e terrorizar os jogadores alviverdes.
À medida em que os atletas deixavam o vestiário e entravam no ônibus, eram recebidos a socos e pontapés. Jackson - que teria batido boca com um dos chefes da T.O. ainda no campo (o que fazia um torcedor no campo?) e Gélson (que passou pelo futebol carioca) foram os grandes alvos.
E ficaram muito machucados. Segundo alguns jogadores, Jackson chegou a desmaiar e mesmo assim continou sendo agredido.
E o grande absurdo da história. Além de não dar segurança ao time visitante, o Vasco sequer se deu ao trabalho de chamar a polícia.
Complacente e cúmplice da barbárie, o time carioca tem que ser punido - não só com perda de mando, já que o time é ruim e não vai mesmo a lugar algum no campeonato - mas com perda de pontos e até mesmo suspensão das atividades - rebaixamento por ato administrativo é só para times de fora do Eixo?
Além disso, se as regras do estatuto do torcedor forem respeitas, os dirigentes do Vasco terão de ser responsabilizados pelo que aconteceu. Inclusive criminalmente.
O mais triste é saber que, apesar de terem ido à delegacia e feito exame de corpo delito, os jogadores e dirigentes do Coritiba agredidos dificilmente irão ver qualquer tipo de justiça.
Afinal de contas, aquilo lá é o Rio de Janeiro, cidade que não consegue sequer manter presos os bandidos já capturados.
Não foi o Coritiba que foi humilhado. Foi o futebol brasileiro. Mais uma vez.
Será que o Juventude aceitará jogar no Eurico Miranda Stadium no dia 9 de outubro?
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)