
ELENCO
A transferência do lateral esquerdo Badé do Coritiba para o A. Paranaense ainda tem causado polêmica entre torcedores e até cronistas esportivos. O atleta, formado nas categorias de base, disputou a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro do ano passado pelo Avaí, depois de negociações mal-sucedidas com Fluminense e Portuguesa.
No Coritiba, Badé nunca chegou a firmar-se como titular absoluto da equipe, apesar de algumas boas apresentações durante o Brasileirão de 2002. Com o passar dos jogos, Badé acabou deixando o time titular para nunca mais voltar. Sem chances no Cori, Badé chegou a ter sua negociação tentada com outros clubes do grande eixo, mas sem sucesso, como foi o caso do Fluminense e da Portuguesa.
Em 2004 o jogador ficou fora dos planos alviverdes e acabou sendo emprestado para o time do Avaí, que disputaria a Segundona do Brasileirão. Já no time catarinense, o atleta chegou a fazer boas apresentações, chamando a atenção dos torcedores do Avaí durante a última temporada.
Por opção do Avaí, o contrato de empréstimo do atleta encerraria antes do prazo habitual (31 de dezembro), o que na prática faria com que o lateral voltasse ao Alto da Glória antes do encerramento do ano e parte das despesas trabalhistas e tributárias ficariam a cargo do Alviverde paranaense.
Devido a uma determinação da CBF os jogos finais da Segundona do ano passado tiveram alguns jogos com datas postergadas, o que originou um vácuo temporal entre a vigência do contrato do atleta junto ao clube catarinense e as datas finais da competição. Os dirigentes do Avaí entraram em contato com a cúpula do Verdão, propondo uma prorrogação de alguns dias no contrato de Badé com o Avaí.
Para aceitar a proposta catarinense, o Cori pretendia fazer um novo contrato com o lateral esquerdo, com a duração de um ano, já prevendo a venda do ala Adriano em 2005. Desta forma, Ricardinho teria Badé como reserva na temporada, luando por um lugar no time titular do Coxa.
A proposta do Coritiba acabou não sendo aceita pelo atleta, que fez uma contra-proposta financeira muito acima do imaginado pela cúpula coritibana, bem acima de valores recebidos por jogadores como Miranda, Ricardinho e Rafinha, todos considerados titulares do Verdão, cujos desempenhos
durante o ano de 2004 chamaram a atenção de outros times pelo Brasil. Encerrava-se ali o ciclo de Badé no Alto da Glória.
Como a contra-proposta feita por Badé não foi aceita pelo Cori, o atleta acabou ficando livre para prestar seus trabalhos junto aos outros clubes. A esposa de Badé, que é também a sua empresária, optou por fechar um contrato com o A. Paranaense.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)