
COXANAUTAS
Faça um histórico profissional e conte sobre seus atuais projetos:
Eu entrei para a faculdade de jornalismo já com a idéia de seguir carreira na área esportiva. Sempre adorei esportes e fui atleta de ginástica olímpica, vôlei e futebol. Quando entrei na faculdade, em 95, jogava no Coritiba.
O gosto pelo esporte fez com que eu direcionasse os trabalhos da faculdade para o futebol, de modo mais específico. Em um desses trabalhos, conheci o repórter Moisés Machinski, que na época cobria o Coritiba para as rádios Paraná e Difusora. Ele gostou do meu comportamento ao entrevistar o volante Mancuso, na época no Flamengo, e me convidou para participar do programa Difusora nos esportes. Após três meses, o programa saiu do ar por falta de pagamento e segui para um estádio na clube, no jornalismo.
Em paralelo, passei a trabalhar como repórter no programa Multicâmera, da Band, fazendo algumas matérias ligadas ao futebol. Mas o retorno ao esporte aconteceu seis meses depois, quando fui convidada para trabalhar na assessoria de imprensa do Coritiba, sob a supervisão do jornalista e então vice-presidente de marketing, Pedro Ribeiro. Era a gestão de Joel Malucelli. Fiquei no Coritiba durante todo o ano de 97 e em 98 fui convidada para trabalhar no jornal HoraH, que naquele ano tornou-se diário.
Fiz cobertura de Paraná e Coritiba, edição de nacional e editei o material da Copa do Mundo da França. No ano seguinte, o jornal quebrou, por ter vínculos políticos. Voltei à ativa no segundo semestre, após convite da Gazeta do Paraná, onde assumi a editoria de esportes da sucursal Curitiba – o jornal é de Cascavel.
Em novembro de 2000, fui convidada para trabalhar na Tribuna do Paraná como repórter especial de esportes. Em 2002, passei a assinar a coluna Badalação, que fala de bastidores dos esportes.
Os sites-não oficiais de times de futebol são importantes para o desenvolvimento do futebol do Paraná?
São importantes como meio de interação entre os torcedores e podem servir como elo com os comandantes dos clubes. Dependendo da qualidade com a qual são feitos, são ótimos meios de informação.
Mas sempre defendo que qualquer site seja coordenado por um jornalista, que tem uma capacidade maior de controlar essa qualidade, inclusive no ponto da língua portuguesa.
O futebol paranaense está realmente em ascendência? Se sim, o que falta para ser competitivo em termos de representatividade econômica no cenário nacional?
Teoricamente, as últimas conquistas das equipes paranaenses e o fato de o Paraná ter três times na primeira divisão do campeonato brasileiro seriam motivos suficientes para o futebol paranaense ganhar destaque.
Entretanto, culturalmente, os clubes paranaenses não têm tradição. Infelizmente, fora do dos limites estaduais, não há reconhecimento. Talvez porque até mesmo no interior do estado isso não aconteça, com parte dos paranaenses torcendo para equipes paulistas, cariocas e gaúchas.
Tanto é verdade que tanto o título brasileiro do Coritiba, em 85, quanto o do Atlético Paranaense, em 2000, são considerados como “zebra”. Acredito que o grande problema não foi fazer um trabalho forte de interiorização no passado.
O Coritiba ainda não é um Clube com uma torcida regional. O que poderia ser feito para reverter isso? A imprensa esportiva poderia colaborar de alguma maneira nisso?
Como disse, esse processo deveria ter sido feito no passado, quando o futebol ainda dada os primeiros passos no Brasil.
Agora, no presente, a única solução é seduzir os jovens torcedores e isso só será possível com boas campanhas e grandes conquistas. O São Paulo, no início dos anos 90, seduziu muitas crianças, pois era um time vencedor. O Atlético conquistou, no final do século, especialmente as garotas, com as boas campanhas que culminaram no título de 2000.
Tenho certeza de que se o Coritiba chegar a uma grande conquista, que seja motivo de muito orgulho, novos torcedores surgiram – inclusive no interior do Paraná.
Eu gostaria de ver e ouvir mulheres narrando jogos de futebol, tanto nas rádios como nas emissoras de TV. Por que as mulheres ainda não atingiram esse espaço?
É um assunto delicado. Por mais que a mulher esteja conquistando – a duras penas – um espaço no jornalismo esportivo, ainda estamos engatinhando. Minha grande paixão sempre foi o rádio, mas é um meio muito difícil de ser penetrado, em função do machismo que ainda o cerca.
Acredito que a questão não seja nem abrir espaço para uma mulher. É o temor de perder espaço para as mulheres. Futebol é emoção e temos esse sentimento mais latente. Além disso, somos tratadas com mais gentileza por jogadores, treinadores e dirigentes.
Já tentei espaço em rádio e mesmo com a experiência de oito anos no futebol, não consegui. Só agora, depois de muito tempo, temos uma mulher em rádio esportivo, que é a Joyce Carvalho, que faz o plantão na Transamérica. Espero que o exemplo dado por essa rádio sirva de inspiração para outras.
Como é o dia-a-dia de um jornalista esportivo?
Depende da função. Os setoristas têm obrigação de acompanhar todos os treinamentos de seus clubes – pelo menos os da tarde. Eles não podem deixar escapar um detalhe sequer e precisam ter um bom transito com a diretoria. O ideal é ter uma boa fonte, que possa passar algumas informações em primeira mão.
A minha função é buscar pautas interessantes, de preferência referente aos três grandes clubes da capital. Então, tento sempre acompanhar os programas esportivos e navego bastante na internet, lendo matérias dos principais jornais do Brasil. Para essas matérias, também conta com a ajuda dos setoristas, que dão dicas de pautas interessantes que fogem do trabalho do dia-a-dia. Como fico mais na redação, também funciono como “agenda” quando o assunto é contratação, seja de treinador ou atleta.
Tenho boas fontes fora do Paraná, especialmente na imprensa, e geralmente consigo contato com possíveis contratados. O último deles foi o técnico Zetti, que pode acertar com o Paraná. Aos domingos, faço cobertura de jogos do Coritiba ou Paraná, dependendo de qual time joga.
Qual a característica mais marcante da torcida do Coritiba? Vocês são muito cobrados pelos torcedores pelo que escrevem ou deixam de escrever?
A torcida do Coritiba é muito exigente. Geralmente assisto aos jogos da cabine da imprensa escrita e o pessoal nas cadeiras chia bastante. Chega a ser engraçado. Mas a torcida coxa-branca sabe contribuir quando o time vai bem, com muitos aplausos e gritos de guerra. É de arrepiar.
Sobre a cobrança, ela existe, mas é bem mais forte com o pessoal de rádio, que fica no gramado. Nós, da imprensa escrita, somos cobrados por e-mail, mas é raro. Nesse aspecto, os torcedores mais “participativos” são os atleticanos, que pegam no pé do Rodrigo Sell, setorista do Atlético.
O mais engraçado quando acontece esse tipo de cobrança é ver que o torcedor acaba achando que o repórter torce por outro time – geralmente o arqui-rival. O que é uma grande besteira, porque pelo menos na reportagem, a isenção é fundamental para se fazer um bom trabalho.
A crônica esportiva de São Paulo, em especial a de rádio, exerceram forte influência no futebol paranaense nas décadas de 60, 70 e 80, em especial no interior do Estado? Por que tantos paranaenses torcem por times de fora?
Em parte por essa influência. Mas acredito que o que pesa mesmo é a colonização. Quando fui cobrir o Pré-Olímpico de 2000, em Cascavel, fiquei surpresa com o número de devotos da dupla Gre-Nal. Tudo fruto da colonização gaúcha na região.
Em Londrina, quem não torce pelo Tubarão, que fez grande sucesso no passado, torce para alguma equipe paulista, dado o número de paulistas na região. É uma questão cultural também. Na maioria das vezes, time passa de pai para filho. Por isso, o panorama é difícil de ser mudado.
Quais as peculiaridades mais marcantes no trabalho de um jornalista esportivo numa rádio, numa emissora de TV, num site e num jornal?
Quando comecei a trabalhar na área pensava: vou assitir ao jogo e ainda vou ganhar para isso! Unirei o útil ao agradável. Mas não é bem assim. Como os atletas, não temos final de semana. O dia em que mais trabalhamos é domingo, quando a maioria dos mortais descansa, faz churrasco com a família, tira uma soneca depois do almoço. E nem dá para programar feriado, porque isso não existe para jornalista, de um modo geral.
Não é rotina fácil e como não é uma profissão bem remunerada, acaba tornando-se por vezes cansativa.
Qual passagem mais marcante o Coritiba trouxe-lhes em suas vidas profissionais?
Eu não sou de Curitiba. Nasci em Brasília e moro aqui há 10 anos. Então, passei a acompanhar o futebol paranaense a partir de 94.
Um momento marcante foi o retorno à primeira divisão, em 95, ainda mais se levando em conta a injustiça que foi feita quando o time caiu. O Coritiba voltou à elite pela porta da frente, mesmo que tenha sido escorraçado pela porta de trás. Um exemplo de honra inquestionável.
Outro momento marcante foi a conquista do título estadual em 99, que não vinha há dez anos. Um jejum desses deixa a conquista ainda mais emocionante. Como havia trabalhado no clube em 97, fiquei feliz por todos os que lutaram pelo Coritiba na época.
Um site não-oficial como o dos Coxan@utas pode colaborar com o trabalho da imprensa especializada?
Sempre colabora. Muitas notinhas que coloco na minha coluna Badalação vêm de sites oficiais e não-oficiais. É sempre uma fonte de consulta. Como muitas pessoas fazem o site, sempre tem um detalhe do qual não estamos sabendo. As pesquisas também são muito bacanas e geram pautas interessantes.
A identificação pelos torcedores, de um profissional da crônica esportiva ligado a esse ou aquele clube é mais positiva ou negativa?
Depende. Se é um colunista com torcida declarada, pode ser positivo, pois os torcedores têm no profissional um aliado. Mas não pode passar disso. Como o mercado é dinâmico, hoje eu posso estar no clube e amanhã em outro. Não dá para confundir.
É óbvio que quando estamos cobrindo determinado clube, torcemos para que ele vá bem. A gente convive com as pessoas, vê o esforço do dia a dia e deseja que nosso trabalho cresça com o clube. Mas o jornalista não pode se apegar demais, pois às vezes precisa fazer revelações que nem sempre agradam a diretoria ou jogadores. Mas que fazem parte do compromisso com o leitor – torcedor.
O que o futebol paranaense precisa ter para melhorar seu desempenho nacional?
Seguir na política pés no chão, revelando jogadores e contando com um ou outro medalhão. Não adianta, em curto prazo, querer ganhar tudo.
O futebol paranaense está no caminho certo, controlando as dívidas e lutando com as armas que tem. Daqui a 10 anos, certamente estará disputando mano a mano títulos com os grandes nomes do futebol nacional.
O clássico Atletiba perdeu o encanto de “festa popular” que tinha nas décadas de 60 a 80?
Só conheço a dimensão desses atletibas pelos livros. Mas não acredito que o Atletiba tenha perdido o encanto e se a final do estadual deste ano for entre Coritiba e Atlético, isso poderá ser confirmado. Clássico mexe muito com a emoção, mais que qualquer outro jogo.
O grande problema que vejo, de um anos para cá, é o aumento da violência, que fez muita gente ficar em casa em dia de clássicos. Talvez por isso, as arquibancadas estejam mais vazias e a festa não seja tão bela. Mas o encanto permanecerá enquanto os clubes existirem.
Os jogadores não têm um sindicato forte. Por quê? Não seria interessante para os jogadores ter um sindicado forte?
Essa história é polêmica e confunde até mesmo a imprensa. Hoje, no Paraná, dois sindicatos brigam para a defesa dos atletas e deixam os próprios jogadores confusos. Enquanto não houver um acordo e for definido apenas um, a bagunça vai continuar.
O grande problema é que grande parte dos jogadores não é esclarecida e conhece pouco de seus direitos. Então, fica fácil enganá-los.
A diferença entre os modos de vida de um jogador profissional de sucesso para um jogador dos juniores é imensa. Isso não é um complicador para o desempenho dos garotos que de um dia para outro podem sair das categorias amadoras para o estrelato de um time principal?
É muito complicado, mas é a ordem natural das coisas. Ninguém começa ganhando salários astronômicos em nenhuma profissão. O que há que se cuidar é que o jovem atleta não se deslumbre ou passe a exigir tudo que um jogador mais experiente levou anos para conquistar. Por isso, acho o acompanhamento psicológico fundamental em um time de futebol. No Coritiba, a Flávia Focaccia faz um belo trabalho e trabalha muito esse aspecto com os pratas-da-casa.
Torcida ganha jogo?
Ajuda a ganhar e perder. É lógico que quem resolve o jogo é o atleta. Mas jogar com a torcida do lado, empurrando, é eletrizante, dá muito mais tesão de jogar. Já quando o time vai mal, por mais que os jogadores garantam que não há influência, o time pode cair de produção. Não é fácil jogar sob vaias a cada vez que se toca na bola. Fui atleta e sei como é isso. Entretanto, a torcida contra às vezes tem efeito contrário. O jogador fica tão passado que redobra as forças e responde em campo às cobranças.
E técnico, perde?
Claro que perde. Quem escala o time é o técnico e ele tem a obrigação de saber quem são os onze atletas que estão em condições de jogo e qual esquema tático ideal para as peças disponíveis e o adversário que se tem pela frente. Por isso que treinador ganha bem. As mudanças que opera conforme o desempenho do time também podem determinar o resultado do jogo.
Mas uma coisa é certa: quem define, mesmo, é o jogador. Afinal, o técnico não pode entrar em campo para chutar as bola no gol.
Novos nomes da imprensa esportiva vêm despontando nos últimos anos. Qual a maior responsabilidade desses novos profissionais para o bom desempenho do futebol no Paraná?
Essa renovação é fundamental. O futebol se modernizou e as idéias também devem ser modernizadas. A responsabilidade é dar um caráter cada vez mais profissional ao futebol, sem rompantes apaixonados. Às vezes, a razão é fundamental para um bom trabalho.
A imprensa esportiva poderia ser mais investigativa?
De repente poderia mergulhar mais a fundo no assunto dívidas e manobras políticas e econômicas.
Não é usual o uso de estatísticas dos times e dos jogadores na mídia esportiva de Curitiba. Isso não seria interessante para poder subsidiar melhor os torcedores? As estatísticas não ajudariam os torcedor entender melhor um resultado?
Para ser sincera, não acho matérias envolvendo números interessantes. Mas não deixo de faze-las, especialmente quando o assunto é probabilidade de classificação e rebaixamento. Essas sim são interessantes.
A abordagem da imprensa do Rio, por exemplo, tem tons diferentes da paranaense. Por exemplo: no último Fla-Flu, o programa Globo Esportes fez uma matéria com muita sonoplastia dos gritos da torcida, imagens das bandeiras, coreografias nas arquibancadas, takes nos rostos dos jogadores, destacando aqueles que poderiam decidir o jogo. Tudo num estilo “Hollywoodiano”, como se aqueles jogadores fossem os “artistas da bola”, os encantadores da multidão. Já no Paraná, as reportagens sobre o clássico Atle-Tiba parecem-me mais tecnicistas, um relato menos emotivo, mais racional, pragmático. São estilos diferentes entre essas imprensas?
Certamente. O carioca é um povo mais solto, que brinca mais, que age com mais liberdade. Cada emissora tem o seu padrão e ele tem que ser respeitado.
Não sei como funciona na Paranaense porque não trabalho lá. Mas acredito que os repórteres sigam um padrão pré-determinado e temam perder o espaço caso tentem algo mais criativo.
O que afasta o torcedor dos estádios?
Em primeiro lugar não está mais a violência, que apavorou os torcedores nos últimos anos. O baixo poder aquisitivo do brasileiro é o fator mais importante. O preço dos ingressos é salgado demais para um esporte popular. Fora o preço do que é vendido lá dentro. Dois jogos por mês já pagam uma conta de luz. O que é primeira necessidade?
Por isso, por mais que os dirigentes batam o pé e queiram justificar o alto preço com investimentos no próprio time, defendo que vale mais a pena colocar 20 mil torcedores pagando 10 Reais do que 10 mil pagando 15 reais. A renda é maior, o consumo dentro do estádio também e, de quebra, o calor da torcida é maior. Para mim é uma coisa tão óbvia que não consigo entender a cabeça dos dirigentes.
O Estatuto do Torcedor pode ser melhorado?
O artigo 19 realmente foi mal escrito. O dirigente tem que dar boas condições para os torcedores, mas não pode pagar por um descontrole emocional eventual de um torcedor. Este sim deve pagar, ficando afastado dos estádios tal como os ingleses fazem com os violentos hooligans.
O Coritiba é o time de maior representatividade nacional?
Dos paranaenses? Talvez conquiste esse espaço com essa participação na Libertadores. Mas por ora – que os coxas-brancas não me execrem – o Atlético é mais reconhecido pelo fato de ter conquistado o título brasileiro há pouco tempo.
Que projeto profissional vocês gostariam de realizar e ainda não tiverem oportunidade?
Muitos! Quero virar comentarista de rádio e quero voltar a trabalhar com televisão, que permite brincar mais com a criatividade. Paralelo a isso, estou desenvolvendo projetos na área cultura - já que faço teatro – e tenho projeto de morar no exterior. Mas confesso que o atentado em Madrid no último dia 11 me fez repensar isso.
No site Paraná-online, vocês procuram abordar outros assuntos também ligados ao futebol, mas não exclusivamente o jogo em si, lá no gramado. O que os motivou a seguir esse caminho?
Particularmente, acho a matéria do jogo escrita no jornal pouco interessante, pois quando o leitor pega o jornal, ou já foi no jogo ou já viu os principais lances na televisão. Então o nosso desafio é fazer uma releitura do jogo, dando a ele um ar mais humano, dando espaço aos destaques – positivos ou negativos.
Qual a análise sobre as parcerias entre sites e torcidas de times rivais?
É uma prova de civilidade. Futebol é festa, alegria, emoção. A rivalidade é um ingrediente que o deixa mais saboroso, mas jamais deve ir ao extremo da violência. Essa interação é muito bonita.
Qual a importância da participação do Coritiba como único representante do sul do país na Copa Toyota Libertadores de 2004?
É uma importância enorme e uma belíssima conquista do Coxa. Representar o estado e o país em uma competição internacional é espetacular para uma equipe, fora o aspecto financeiro.
A torcida é para que o time siga na competição, pois assim terá a oportunidade de continuar mostrando a força do futebol paranaense.
Qual time é o favorito para o título de Campeão Paranaense desse ano?
Estou apostando em uma final com Atletiba. Acontecendo isso, sem hipocrisia, é impossível dizer. Pode parecer lugar comum, mas “clássico não tem favorito”. O Atlético tem um time bem entrosado, com jogadores que podem decidir um jogo, como Washington, Ilan e agora Adriano.
Já o Coritiba contará a partir da próxima rodada, contra o Paranavaí, com a trinca de ouro Luís Mário, Aristizábal e Tuta, que tem tudo para arrebentar.
São dois times competitivos e acredito que o título fique com o time que encarar o desafio com mais responsabilidade.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)