
VIOLÊNCIA
Claudio Jurkevitch, torcedor do Coritiba, tem 50 anos e viajou com a filha de 12 anos na excursão para Florianópolis que foi promovida pela Império Alviverde. Claudio não é associado à organizada e relatou aos administradores do site o que viu no incidente violento envolvendo alguns integrantes da organizada Gaviões Alvinegros, do Figueirense, com alguns componentes da Império.
Um dia após o ocorrido, a imprensa destaca que a polícia catarinense não fez a escolta dos quatro ônibus com integrantes da Império por não ter tido a solicitação da organizada. Já o presidente da torcida, Luiz Fernando Corrêa, o Papagaio, lembra que apesar das autoridades catarinenses não definirem tais regras antecipadamente - como faz a Polícia Militar de São Paulo -, nos dois últimos anos (2006 e 2007), quando o Cori jogou em Florianópolis contra o Avaí, pela Série B, a PM local fez a escolta dos ônibus da Império.
Em São Paulo, estado tido por muitos torcedores como sendo aquele que tem o melhor programa de combate à violência entre torcedores, a organização das viagens é feita com critérios muito claros. Os torcedores que pretendem viajar para São Paulo para assistir jogos dos seus times precisam oficializar por escrito ao comando da PM paulista a previsão de torcedores que viajarão, a quantidade de ônibus e carros de passeio, horários e rotas de saída, além de relacionar detalhadamente todos os tipo de material - devidamente autorizado pela PM - que será levado, inclusive citando o tamanho e as inscrições das faixas.
O relato do torcedor do Cori desmente algumas versões que circularam pela imprensa local que davam conta que a torcida coritibana confraternizou com a Mancha Azul (do rival do Figueirense, o Avaí), premeditou a invasão à sede da Gaviões, iniciou a confusão e foi escoltada pela polícia na chegada ao Estádio Orlando Scarpelli.
"Saímos de Curitiba, às 11h40 e chegamos em Floripa por volta das 16h30, portanto, não houve qualquer tipo de churrasco com torcida do Avaí", conta Jurkevitch.
"Quando chegamos bem perto do estádio, não tinha policiamento nenhum, nenhum tipo de escolta da PM de SC e a torcida Gaviões começou a atirar pedras nos ônibus. O primeiro ônibus teve que parar no sinaleiro e ai começou a chover pedras de tudo quanto é lado e a nossa torcida não ficou quieta não, foi para cima deles e deu no deu. A torcida da Império se sentiu encurralada e saíram para se defender, que complementa: "Não sabíamos que ali era a sede deles, pois ela ficava meio escondida".
Após o início da confusão, que foi generalizada, os policiais militares compareceram ao local. "Passados uns 10 minutos, foi que a PM chegou, e mandou todos adentrarem nos ônibus, dai sim eles fizeram a escolta, mas foi para nos levar a um terminal desativado, onde fizeram a gente descer e nos retiveram até as 20h", conta o torcedor do Coxa.
O torcedor lamentou o incidente e criticou a atitude de alguns torcedores de ambos os lados, que se envolveram na confusão "Foi a primeira vez que saí de Curitiba para ver o meu time do coração jogar e não consegui por causa de uns vândalos, tanto da nossa torcida quanto da deles. Tenho 50 anos de idade não preciso mentir: quem começou tudo foi a torcida do Figueirense", destacou Claudio.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)