
COXANAUTAS
O zagueiro Flávio, 27 anos, natural de Siqueira Campos no interior do estado, começou a jogar nas categorias de base do Coritiba e em 99 foi vendido pro Monterrey do México, onde conquistou um torneio Clausura.
Quando voltasse ao Brasil, o atleta tinha planos de voltar para o Coxa, o que acaba por se concretizar. Flávio, Campeão Paranaense de 1999, falou com exclusividade aos Coxan@utas:
Coxanautas: Flávio, você foi formado no Coritiba e agora está voltando. Como é para você essa volta para casa?
Importante. Saí faz quatro anos e voltei, fui muito bem recebido, no primeiro jogo em que eu me apresentei, a torcida deu seu apoio, deu pra ver que a gente tem condições de voltar com muita alegria para o Coritiba outra vez.
De quatro anos pra cá, o que você pôde perceber que mudou dentro do Clube? Em quê você pode sentir que o Clube evoluiu? Como você vê o Clube nessa nova fase?
Em vários aspectos, tanto no Centro de Treinamento, como no trabalho das categorias de base, que melhorou muito. Muita gente nova trabalhando junto com a equipe profissional, coisa que não acontecia antes, vejo que isso é o principal, que eu tenho visto nesses dias.
O que você pode notar como principal diferença entre o futebol mexicano e o futebol brasileiro?
O futebol mexicano é um futebol um pouco mais rápido, de muita velocidade, tem pouco trabalho de bola na meia cancha, ao contrário daqui, onde há muita técnica, os
jogadores tocam muito a bola no meio-de-campo. Essa é uma grande diferença.
Flávio, você acompanhou a classificação e a participação do Coritiba na Libertadores?
Sempre. Eu sempre estive atento, onde eu estava passavam todos os jogos da Libertadores e infelizmente o Coritiba não teve uma boa atuação.
Qual a importância que o mexicano dá pra Libertadores, tanto os clubes como a própria torcida?
Muita, eles querem muito participar desse campeonato, eles não tem direito quando um time sai campeão, eles são convidados. Mas isso parece que vai mudar, o mexicano dá
um valor muito grande pra Libertadores.
A torcida do Coritiba se acostumou a ver você jogando na quarta-zaga, pelo lado esquerdo. Agora você está numa nova função, jogando na zaga central, como é isso para você?
É verdade. Lá no Monterrey onde eu estava, tive a oportunidade de jogar pelos dois lados, também de líbero. Então eu vejo que não tenho muita dificuldade nesse
aspecto. Aqui o professor Lopes está me aproveitando pelo lado direito então estou me adaptando bem.
Em 98 você teve uma oportunidade com o Luxemburgo na Seleção, naquele amistoso em Fortaleza. Permanece o objetivo de Seleção?
Claro, sempre fica né. Eu vejo que aquele amistoso foi uma porta que Deus abriu para mim, para eu ser negociado para fora do país. Então vejo que se outra vez eu tiver um
bom momento dentro do Coritiba, claro, o time todo tem que estar muito bem, tem que estar sendo destacado, pra outra vez poder ir outro jogador daqui.
Colaborou o Coxan@uta Paulo Henrique Eisenbach Bueno Franco/entrevista e foto
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)