
COXANAUTAS
Talvez ele seja o profissional mais criticado do momento atual do Clube. Não é incomum vermos críticas ao trabalho dele e da equipe que ele coordena no departamento de futebol do Coxa. Bem por isso, a equipe de administradores do site Coxan@utas, por prezar pela honestidade e pela sinceridade, bem como por respeitar a torcida e a figura do profissional, procurou Oscar Yamato (na foto, o primeiro da esquerda para a direita) e com ele teve uma bate-papo, expondo assuntos de interesse da nação Alviverde de forma geral.
Relevante ressaltar que Oscar afirmou que sempre que foi procurado para dar entrevistas ele concedeu, ao contrário do que chegou a ser noticiado em algumas rádios de Curitiba. Outro ponto importante foi que ele não quis entrar em polêmica com relação a indicação de jogadores do atual elenco pelos ex-técnicos do Cori.
Mesmo que haja discordância por parte de alguns torcedores e resistência com relação ao nome de Oscar Yamato, é importante destacarmos que o debate, em todas as esferas, é primordial, assim como oportunizar a defesa e toda e qualquer pessoa envolvida em críticas de quaisquer natureza.
Entrevista (por e-mail)
Qual a sua função no Clube? Qual a função do Ramirez?
Sou Coordenador de Futebol, há cinco anos na mesma função. O Sérgio Ramirez é Coordenador Técnico, há quatro anos.
Por que o futebol do Coxa caiu de produção após a saída de Domingos Moro? A figura de um diretor de futebol, não necessariamente o Moro, faz falta?
Acredito que o Moro foi um grande colaborador para o Coritiba Foot Ball Club em toda sua permanência no Clube. No entanto, devemos analisar o seguinte fato: a saída do Moro coincidiu com a mudança de um grande elenco que tínhamos, sem desmerecer nenhum pouco o nosso grupo atual.
Quando no Coritiba, Moro representava a Diretoria Executiva no dia-dia do futebol.
Não posso opinar sobre a existência ou não de cargos diretivos, isto cabe exclusivamente ao Conselho do Clube.
Por que o sr., na qualidade de profissional do futebol do Coritiba, não tem o hábito de dar explicações à torcida através da imprensa, ficando essa atividade praticamente toda a cargo do Presidente Giovani Gionédis?
Temos um método de funcionamento para as entrevistas: sempre que solicitado pela Assessoria de Imprensa, os profissionais do Coritiba estão à disposição. O que acontece é que nem sempre há este pedido. Mas todas as vezes que requisitado, compareci.
Acredito que, quanto a presença constante do Dr. Giovani Gionédis, seja devido ao livre arbítrio da figura principal que é o Presidente. Mesmo porque, ele é sempre solicitado pela imprensa para as entrevistas.
Foi o sr. quem demitiu o técnico Cuca? Qual o motivo da decisão?
Sim, com o consentimento da Diretoria Executiva. Primeiro por acreditarmos que ele não conseguiu uma formação ideal para seu estilo de comando; segundo, porque não estávamos alcançando resultados positivos.
Qual sua visão sobre o elenco do Coritiba para 2006?
Temos que ter um elenco competitivo, mesmo porque visamos a Sul-Americana, Paranaense, Copa do Brasil e Brasileirão e ainda está em nossos objetivos a classificação à Libertadores da América.
Como vamos alcançar isto? Com muito trabalho e tranqüilidade na hora de tomarmos as decisões. É fundamental serenidade no momento da formação de um elenco.
O afastamento do atacante Renaldo, antes do clássico, ficou um pouco controvertido, na ótica e na divulgação da imprensa, segundo o que foi divulgado, Renaldo estava passando por problemas psicológicos, depois seriam problemas físicos e por último problemas técnicos. A imprensa ouviu Róbson Gomes (preparador físico) que disse que Renaldo estava bem. Afinal, o que houve?
Não houve afastamento e a resposta é simples: foi uma opção técnica. Foi designado um trabalho específico de recuperação por um período de três dias, pelo comando técnico. É importante ressaltar que ele continua trabalhando no grupo principal.
Do atual elenco, quantos e quais foram os jogadores indicados por Antônio Lopes?
No atual elenco temos jogadores indicados tanto pelo Antonio Lopes como pelo Cuca. Por uma questão de ética profissional prefiro não mencionar quais são.
Quantos auxiliares técnicos o Coritiba tem? Quais são? Qual a função de cada um? Qual o procedimento que o Coritiba tem usado para a contratação de jogadores? De quem parte a indicação e quem é que vai observar de perto o jogador?
O Coritiba atualmente está com apenas dois auxiliares técnicos: o Eudes Pedro e Junior Lopes (atualmente como interino).
O Eudes auxilia nos treinamentos de fundamentos técnicos, nos dados técnicos e nos escaltes técnicos do Coritiba e dos adversários e é fundamental na elaboração das preleções. Tem vasta experiência por ter trabalhado em outros clubes da série “A”.
O Junior está na posição de interino até segunda ordem, em virtude de ter conhecimento amplo do grupo atual.
Quanto ao procedimento de contratação de atletas: acompanhando os campeonatos regionais e brasileiros, jogando contra ou observando, e enviando membros da comissão técnica para observação.
Enfatizamos que antes de contratarmos atletas de outras associações priorizamos os jogadores das categorias fundamentais do Coritiba.
A que se deve o afastamento do preparador de goleiros Pardal para a categoria de juniores?
O Pardal encontra-se em período de recuperação por lesão muscular e foi remanejado para dar segmento ao trabalho que vinha realizando com os goleiros juniores.
Pela filosofia adotada no Coritiba não existe divisão de categorias, e sim uma integração total.
Quais os reflexos deste mau momento dentro do elenco? Existe racha no grupo?
O rendimento técnico. Não existe racha no grupo, e sim, um espírito de união para reencontrarmos nosso potencial técnico.
Você acha que manter um treinador interino que fez parte das duas últimas comissões técnicas que fracassaram pode ser uma boa saída? Ele tem moral com o grupo para fazer algum tipo de cobrança?
O auxiliar técnico Junior Lopes foi um profissional contratado sem vínculo com nenhum técnico, sendo de inteira confiança da Coordenação de Futebol e desta diretoria.
Sua vinda para o Clube foi devido as suas qualidades profissionais oriundas da vasta experiência adquirida em vários clubes do Rio de Janeiro e na Seleção Brasileira; segue abaixo:
Auxiliar Técnico (junior) do Botafogo, em 1996
Auxiliar Técnico (junior) do Vasco, em 1997
Técnico (junior) do Vasco, em 1998
De 1999 a 2002, foi Auxiliar Técnico da Seleção Brasileira Sub-17
Técnico do Bangu (profissional), em 2001-2002
Auxiliar Técnico do Vasco, 2001 – 2003
Técnico Profissional do Olaria-RJ, 2003 – 2004
E desde 2004 é auxiliar técnico do Coritiba.
Quanto a sua relação com o grupo; é extremamente profissional, com muita personalidade. Tem credibilidade para fazer qualquer tipo de cobrança com o grupo pela sua transparência. Mesmo porque, os jogadores têm maturidade e profissionalismo para aceitar as determinações do técnico.
A volta de Marquinhos aparentemente foi precipitada, tanto que ele contundiu-se ainda no primeiro tempo. A pressão partiu do depto de futebol ou o depto médico deu total condições ao atleta? Problema semelhante aconteceu ano passado na volta de Aristizábal (lesão na panturrilha)...
Não há nenhuma ingerência do Departamento de Futebol quanto a convocação e escalação dos atletas, e nunca houve nenhum tipo de pressão para nenhum jogador do elenco coritibano exceder às orientações médicas.
No caso de Marquinhos, ele somente participou da partida contra o A. Paranaense, no último sábado, por apresentar-se em plenas condições físicas e atléticas.
O Departamento Médico, sob coordenação do Dr. Lúcio Erlund, preserva e garante a integridade física dos jogadores, o que houve com Marquinhos foi uma situação inerente ao futebol.
Analisando apenas o segundo turno, você consegue lembrar de alguma partida realmente boa que o Coritiba tenha feito, do início ao fim? Por que o time piorou tanto do primeiro turno (que já estava mal) para o segundo? Houve alguma mudança interna?
Não tivemos partidas boas neste segundo turno. Conseguimos alguns bons resultados, tais como 2x0 sobre o Fortaleza, 1x1 com o Palmeiras, em São Paulo, e 2x0 sobre o Vasco, mas devemos admitir uma queda de rendimento técnico que vimos ser recuperado na ultima rodada, contra o A. Paranaense, apesar da injusta derrota.
As mudanças internas são de conhecimento público, perdemos alguns jogadores titulares por negociações, além daqueles contundidos. Tivemos também duas mudanças no comando da equipe.
Diante dessa regularidade (quatro derrotas em cinco jogos e jogando muito mal), já existe uma preocupação pela ameaça do rebaixamento?
Realmente não jogamos bem, mas acredito na recuperação dos nossos atletas para ainda alcançarmos a classificação à Sul-Americana.
Há uma ressalva devido à exigência do campeonato, mas de maneira alguma deixamos de acreditar em nosso potencial.
Depois de manter uma das maiores médias de público do campeonato e ver o time ter um dos piores aproveitamentos da sua história jogando em casa, a diretoria e os jogadores ainda acreditam que podem pedir o apoio dos torcedores ou é hora de aceitar a pressão e as vaias e tentar reconquistar o público ganhando os pontos necessários para fugir da segunda divisão?
Assim como nós, a torcida quer ver o time vencer. É compreensível que os torcedores fiquem inquietos, mas não vamos deixar de pedir o apoio deles.
Não posso tirar o direito da torcida exprimir seus sentimentos, mas acreditamos que somente com união e força teremos chances de alcançar nossa meta: a Copa Sul-Americana. E jamais podemos desistir da boa média de público e sim devemos mostrar a grandiosidade da torcida coritibana.
Agradecimentos
A equipe de administradores do site Coxan@utas agradece ao sr. Oscar Yamato a gentileza de nos conceder a entrevista, bem como agradecemos Guilherme Yamato, filho de Oscar, torcedor Coxa-Branca e sócio da Império Alviverde, pelo auxílio e atenção que nos deu. Por último, agradecemos o Vice-Presidente do Coritiba, André Ribeiro, que se empenhou pessoalmente nos auxiliando neste trabalho.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)