
De volta à supremacia estadual. Depois de um começo de campeonato "meia-boca", castigado pela falta de sorte e mesmo de competência de seus jogadores, o Coritiba conseguiu seu terceiro sucesso consecutivo, chegou ao oitavo lugar (10 pontos) e respira novos - e bons - ares no campeonato brasileiro.
O resultado de 2 a 1 marcou também a terceira vitória seguida do Verdão sobre o Paraná Clube em competições nacionais. A última (aliás, única) vitória do time de Vila Capanema aconteceu há dez anos. Ao todo, foram nove jogos, com quatro vitórias do Coxa e quatro empates.
No próximo domingo, o esquadrão alviverde estará no gramado do estádio Olímpico, em Porto Alegre, para enfrentar o Grêmio.
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Com o Couto Pereira relativamente cheio, o clássico começou quente. Logo aos dois minutos, o Paraná quase chegou ao primeiro gol. Após cobrança de escanteio, Fernando saiu muito mal do gol, mas a bola foi cabeceada por cima.
Apesar do susto, o Coritiba mostrou tranqüilidade e dominou todo o primeiro tempo. As chances foram aparecendo: Lima e Jackson, por duas vezes, receberam a bola em boas condições de avançar para a área, mas preferiram o arremate da intermediária. Adriano também mostrou serviço e fez boas jogadas pelo lado esquerdo - do outro lado, o estreante Maurinho ficou devendo.
O Paraná começou a fazer uso de sua velocidade nos contra-golpes e, aos 25, Marquinhos mandou uma bomba de fora da área, para defesa parcial de Fernando. No rebote, Caio estava em posição de impedimento.
Aos 30, o primeiro gol do jogo. Edinho Baiano perdeu a bola no meio-campo e o contra-ataque paranista resultou em escanteio. O cruzamento foi feito, Fernando mandou a bola para fora da área. O lateral-direito Milton, então, dominou a bola pelo meio e lançou para o zagueiro Cristiano Ávalos, completamente sozinho, tocar para o gol.
O golpe foi duro. Mais uma vez, a torcida alviverde via seu time ter o domínio das ações mas sofrer o gol numa bobeada da defesa. No campo, os jogadores sentiram a pressão e passaram a reclamar demasiadamente (apesar de ter certa dose de razão) da confusa arbitragrem de Marcio Rezende de Freitas.
Aproveitando-se disso, o Paraná criou uma grande chance de ampliar. Aos 38, Renaldo ganhou divida pela direita e avançou sozinho. Na ponta direita da área, rolou a bola para o meio. Fernandinho só tinha o trabalho de chutar e comemorar, mas permitiu uma brilhante recuperação de Willians.
E foi deste excelente jogador as duas últimas chances do Verdão no primeiro tempo. Na primeira, concluiu um cruzamento de cabeça, próximo ao gol paranista. Na segunda, aos 45, recebeu a bola de Jackson e, da entrada da área, encheu o pé. O goleiro Flávio voou na bola para fazer grande defesa.
Intervalo: Edu Sales no lugar de Maurinho.
Essa alteração mudaria o panorama do clássico, principalmente depois que o Paraná perdeu a chance de definir o resultado a seu favor. Aos 9, a zaga alviverde bobeou e deixou Caio receber livre dentro da área, com o gol aberto. Felizmente para o Coritiba, o paranista fechou os olhos e mandou a bola no segundo anel do Couto Pereira.
Recuado, o Paraná passou a sofrer grande pressão. Aos 20, Lima roubou a bola na defesa e puxou o contra-ataque. Já no campo ofensivo, lançou Adriano na esquerda, que foi à linha de fundo e cruzou rasteiro. Edu Sales chegou por trás e chutou forte para empatar.
Então foi a vez do Paraná perder o rumo e, aos 35, veio a virada. Edu Sales recebeu um excepcional lançamento de Reginaldo Nascimento pela direita. Parecia que a bola sairia pela linha de fundo mas o atacante acreditou na sua velocidade e conseguiu fazer o cruzamento. Marcel, que havia acabado de entrar, mesmo desequilibrado, tocou de cabeça e marcou.
Aos 40, o elétrico Coxa foi para o ataque em busca do terceiro, mas a defesa tricolor recuperou a bola e contra-atacou perigosamente. Danilo, no meio-campo, decidiu se sacrificar e parou a jogada com falta, levando o cartão vermelho.
Mesmo jogando nove minutos com um jogador a mais, o Paraná Clube não conseguiu a recuperação. Mais uma partida dramática, mais uma vitória merecida para o Coritiba: 2x1.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)