
IMPEACHMENT
Em matéria publicada nesta quinta-feira, na Gazeta do Povo, os jornalistas Ana Luzia Mikos e Carlos Eduardo Vicelli relatam mais uma etapa no Caso Impeachment. A matéria aborda declarações do Presidente Giovani Gionédis, que na quarta-feira concedeu uma entrevista coletiva à imprensa, e do ex-Presidente Evangelino Neves, que recebeu vários órgãos da imprensa em seu lar.
Confira os pontos principais da matéria da Gazeta:
O que disse Giovani Gionédis
“Confesso que relutei para falar sobre o episódio Evangelino. É uma situação interna que não deveria ter ganho a proporção que ganhou. Essa suposta adulteração de assinatura é fictícia”, afirmou o Gionédis, mostrando quatro documentos à imprensa, entre eles o termo de licença dos integrantes da chapa com a assinatura de Neves.
“Não há falsificação. Essa é uma questão para um perito criminalístico atestar. Os diretores que estiveram presentes (à reunião) viram essa pessoa assinar os documentos e podem testemunhar”. Nesta quinta-feira, GG prestará esclarecimentos ao Conselho Deliberativo do Coritiba.
“Faço um apelo para ele se retratar nas próximas 24 horas, sob pena de eu ser obrigado a ingressar com uma ação indenizatória por danos morais e uma ação criminal de calúnia e difamação”, cobrando uma retratação de Evanagelino Neves.
Sobre um suposto pedido de ajuda financeira ao ex-Presidente – R$ 10 mil por mês em troca de apoio na eleição – a matéria da Gazeta diz que tudo "não passou de uma carta de dez páginas encaminhada a ele e ao poder legislativo Coxa-Branca escrita por um conselheiro" do Clube. “Foi escrito por alguém que não vem ao caso, que dizia que se eu fosse presidente aprovaria uma pensão ao Evangelino.”
O que disse Evangelino Neves
Segundo a reportagem da Gazeta, o ultimato de GG foi ignorado por Evangelino. “Não tem 24 horas, nem 48 horas. Eu não vou me retratar. Ele que se defenda. Eu não assino nada há três anos”, disse o ex-dirigente à reportagem da Gazeta do Povo.
O ex-Presidente negou ter encaminhado uma carta ao Conselho Deliberativo do Alviverde solicitando ajuda financeira. “Tive 20 anos de serviços prestados ao Coritiba, e bem prestados, não como os serviços deste senhor, e não pedi absolutamente nada. Não escrevi esta carta. Essa é a minha palavra”, acrescentou Neves.
Segundo a matéria, Evangelino da Costa Neves "disse ter sido usado como objeto eleitoral na campanha de Gionédis e agora não é mais reconhecido". Em outra passagem da entrevista, Neves fala, bem humorado, que não está “gagá”, como disse o atual Presidente do Coritiba. “Nada que venha dele me ofende”, completou o ex-Presidente do Verdão.
Documentação apresentada: acusação x defesa
Clique aqui para ver a imagem ampliada com alguns dos documentos apresentados pelo Presidente Gionédis à imprensa e por Evangelino ao Conselho Deliberativo.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)