
CURIOSIDADE
A edição número 91 do jornal Nação Coxa que foi distribuída no Couto Pereira antes da partida contra o Paranavaí, contou com uma matéria especial na qual o Presidente Giovani Gionédis relata que o Clube sofreu durante a semana passada.
Segundo a matéria, o Cori teve uma penhora trabalhista do goleiro Gilberto, que esteve no Clube nos anos de 1999 e 2000 (R$ 960 mil, Outra penhora é relativa ao processo trabalhista movida pelo lateral esquerdo Dutra, que vestiu a camisa do Alviverde em 1999 (R$ 220 mil). A matéria cita também o anúncio do leilão do CT Bayard Osna que está em processo de execução do INSS, devido a contribuições não pagas de outubro de 1994 a julho de 1999. Este processo tem o valor de R$ 2 milhões.
Segundo o Presidente do Coritiba, ele não abre mão da responsabilidade de pagar dívidas e também, de conquistar vitórias para o Cori.
Avaliação
Extra-oficialmente, circulam boatos de uma possível ação promovida pela Receita Federal, devido a transações com atletas que foram vendidos ao futebol do exterior durante a década de 90.
Com estas dívidas, recaem sobre a atual gestão uma maior responsabilidade na contratação de bons valores. Com menos dinheiro para o futebol (esta pode ser uma das alternativas para pagar as dívidas), o planejamento do Departamento de Futebol do Coxa deve ser avaliado de uma forma ainda mais exigente. E cabe ao Conselho de Administração fazer esta fiscalização dos resultados e do planejamento.
Os resultados das contratações serão fundamentais para o
Coritiba voltar já em 2007 para a Primeira Divisão, meta que o Clube tem que seguir fielmente, seja na Diretoria Executiva, seja no Conselho de Administração.
Se por doze anos a gestão responsável não foi praticada dentro das premissas mínimas exigidas para uma empresa que visa o sucesso, agora a conta ficou para a diretoria eleita em dezembro de 2005 pagar. Faz parte do processo. Pagar e não reclamar, pois foi escolha do atual grupo buscar a reeleição.
Por outro lado, a má gestão dos anos anteriores tem que ser avaliada, num processo de discussão e aprimoramento institucional do Coritiba Foot Ball Club. Agora, ainda mais é necessário que os Conselheiros do Clube atuem e participem intensamente da vida do Coxa. Mais do que discursos eleitorais, chegou a hora de fiscalizar, orientar, atuar pelo bem comum do Coritiba.
Ausências, justificadas ou não, nas reuniões do Conselho de Administração, a baixa ou a não atuação como Conselheiro tem que ser revistas estatutariamente.
As dívidas não podem ser colocadas à frente do objetivo de voltar à Série A. Buscar soluções alternativas, numa atuação conjunta de todas as correntes do Clube é o mecanismo que a torcida tanto espera. Trabalho e mais trabalho em todos os níveis internos do Cori. É o que a torcida Coxa-Branca tanto espera.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)