Vialle (esquerda) falou que foi sua a decisão de demitir Gilberto Pereira (direita)
Na sua despedida do Coritiba, o treinador Gilberto Pereira falou à Rádio Banda B. O ex-técnico do Cori foi dispensado após uma reunião ocorrida durante a tarde desta quinta-feira, com o coordenador de futebol do Verdão, João Carlos Vialle.
Na entrevista à rádio, Pereira deixou no ar que sua saída se deve a uma discordância com pessoas ligadas ao departamento de futebol e não com o Presidente Gionédis.
O ex-treinador do Alviverde confirmou que dos 16 atletas contratados para a temporada, apenas três foram suas indicações: o zagueiro Adriano, o volante Marcos Mendes e o lateral-esquerdo e Daniel Cruz. A renovação com o zagueiro Leandro também foi referendada por Gilberto Pereira, que fez questão de afirmar que o fato dele não ter avalizado a contratação de alguns jogadores deixou a relação abalada.
Gilberto Pereira fala à Gazeta
Em matéria do jornalista Eduardo Luiz Klisiewicz, da Gazeta do Povo Online, Gilberto Pereira comentou outros assuntos relativos a sua saída e ao momento pelo qual passa o Verdão. Confira os principais trechos:
Se sai brigado com o Cori “Não saio brigado do Coritiba não. Não fiz nada de errado, mas também nada de bom, já que não tive tempo para isso. Eu estou morando em Curitiba, arrumei escola para as minhas filhas e vou morar aqui, pois a cidade é maravilhosa. Depois de estabelecido, vou esperar por propostas de trabalho”.
Problemas internos no Alviverde “Existem muitos problemas internos. Essas questões extra-campo estão influenciando demais dentro do grupo de jogadores. Os atletas estão assustados e não têm tranqüilidade para trabalhar”.
Sobre Gionédis “O presidente é um cara fantástico, batalhador pra caramba mesmo. Gostei muito de vir trabalhar com ele. As coisas não estão acontecendo como ele quer, mas ele gosta demais do Coritiba”.
Divergências no comando do futebol “Já tivemos várias reuniões desde domingo passado, quando nós perdemos para o Rio Branco. São situações que temos divergências de pontos de vista, principalmente em relação a contratações e pressões internas. O fato é que eu não estava feliz e é melhor sair assim, agora, do que mais tarde”.
Elenco desconhecido do treinador “Eu já tinha visto o Adriano, Marcos Mendes, o Leandro, que trabalhou comigo na Adap, e agora o Daniel. É complicado trabalhar sem conhecer os seus jogadores e fazer isso apenas nos treinamentos”.
A pressão sobre os jogadores
“A pressão por resultados é muito grande e tem alguns jogadores no elenco que podem não ter capacidade psicológica para assimilar esses problemas extra-campo”.