
GG FALA
O presidente Giovani Gionédis foi entrevistado pelo jornalista Róbson De Lazzari, da Gazeta do Povo, que publicou uma matéria exclusiva nesta segunda-feira, 20.
Entre os diversos temas abordados, o dirigente falou sobre o futebol Coxa-Branca. Confira os principais pontos da entrevista:
Que erros cometidos no ano passado não podem ser repetidos?
"Alguma coisa aconteceu e tivemos declínio no começo do segundo turno do ano passado. A comissão técnica era a melhor possível, o elenco era bom e o problema foi a reposição dos titulares. Já o elenco deste ano é mais homogêneo e também está muito unido. Não tem panelinhas como havia em 2006. Estamos no caminho certo, mas se vamos chegar ninguém pode prever".
Como surgiu a idéia de apostar em um técnico que estava fora do mercado nacional como o René Simões?
"Precisávamos de um técnico com maior vivência. Conversei com o Joel Malucelli, que sugeriu o René, que havia lançado um livro no J. Malucelli. Quem levou uma seleção à Copa não pode ter a vivência no futebol questionada. Não são só as vitórias, é o dia-a-dia no qual conseguiu uma união muito grande com os jogadores".
O trabalho do René é cheio de detalhes quanto à motivação, frases de efeito e até placas na entrada do campo de treino. Como o senhor analisa esse estilo?
"Ele tem uma cultura grande. Quando liderávamos no ano passado houve soberba. Já estavam discutindo se iriam colocar a estrela. O René não, é partida por partida, ele não quer saber daqui a dez rodadas".
Como está o assédio em cima dos piás do Alto da Glória?
"Depois que assumi revelamos muito. Keirrison, Pedro Ken, Henrique, Miranda, Rafinha e Adriano são mostras da força que foi dada à base. Este ano procuramos segurar todo o elenco porque nosso projeto é voltar à Primeira Divisão".
Qual a avaliação que o senhor faz das contratações do Coritiba?
"São muitos contratados para selecionarmos os melhores. O elenco está fechado, só trouxemos o Veiga porque surgiu a possibilidade. Tivemos a infelicidade de cair para a Segunda Divisão. Tenho um dever moral de colocar o time na Primeira".
Domingos Moro, Oscar Yamato, Capitão Hidalgo e agora o João Carlos Vialle foram seus diretores de futebol. Qual a comparação entre eles?"O Moro tinha personalidade forte. É um diretor que chamou a atenção do futebol a si. Já não é o estilo do Yamato, que é mais retraído. O Hidalgo me surpreendeu. É uma pessoa competente, que conhece futebol, e só fomos infelizes por faltar dois pontos. O Vialle tem uma personalidade mais forte, conversa com a imprensa e chama para si a atenção. São todos competentes, cada um no seu estilo".
Há comparação entre o período de concentração em São Paulo que causou problemas no ano passado e a semana que o time ficou por lá este ano?"Houve a possibilidade de uma intertemporada no ano passado. Agora foi só uma semana pela coincidência de dois jogos seguidos. Temos a convicção que aconteceu alguma coisa entre os atletas e não se tem certeza do que foi. A grande diferença do elenco atual é a união. Um cobra do outro e não ficam rusgas. Foi isso o que aconteceu agora. Esse grupo sente quando perde. Há outros elencos que quando perdem é tudo normal, já estão no celular, ouvindo música, cantando".
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)