
OPINIÃO
Glorioso
O título conquistado em Recife fez o Coritiba reencontrar seu passado de glórias. Quando Henrique Dias marcou o gol nos acréscimos do jogo, lembrei do gol de Lela, em 85, contra o Santos que nos classificou para as finais do Campeonato Brasileiro daquele ano glorioso. Os mais velhos devem ter se lembrado do gol de Hélio Pires no Torneio do Povo, quando com dois jogadores a menos o Coxa empatou o jogo contra o Bahia e sagrou-se campeão. Ou talvez se lembraram do gol de Paulo Vecchio no finzinho de um AtleTiba que nos rendeu o campeonato Paranaense de 1968.
Todos gols decisivos, marcados pela garra e pela força de jogadores que encarnaram o espírito vencedor da torcida alviverde e que transformaram o Coritiba no maior clube do futebol paranaense.
Filho pródigo
Henrique Dias era apontado como uma das maiores promessas das categorias de base do Coritiba. Iludido por um empresário que se aproveitou de um descuido de nossos dirigentes, saiu do clube e rodou o mundo em busca do sucesso.
Depois de algum tempo “sumido”, apareceu na Vila Capanema, atuando em um dos nossos rivais. Apesar de ser titular de um time que disputava a Libertadores e jogaria a 1.ª Divisão, na primeira oportunidade que teve abandonou o time lá de baixo do viaduto e voltou ao Alto da Glória, para disputar a Série B pelo clube de seu coração.
Estava voltando para casa.
Sábado, entrou em campo disposto a deixar seu nome marcado no Verdão. Quando todos davam tudo como perdido, provou que era um legítimo guerreiro de sangue verde. Liderou a virada coritibana e marcou o gol do título aos 48 minutos do 2.º tempo, chutando a bola deitado no meio de três defensores.
A Bíblia diz que “o bom filho a casa torna”. Henrique Dias voltou para fazer a alegria da torcida coxa-branca e eternizar seu nome na história do Coritiba.
Alma guerreira
Na vitória contra o Santa Cruz, o time alviverde não foi apenas campeão da segundona. Ele resgatou a alma guerreira que foi responsável pelas nossas maiores conquistas. E isso é mais importante do que tudo.
Leandro Requena
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)