
MEMÓRIA
No dia 17 de outubro de 1994, faleceu o conselheiro Gil Marcio Obladen (foto), vítima de um infarto. Gil acabou falecendo usando a camia do Coritiba, time que tanto amou.
Vindo de uma família tradicionalmente Coxa (seu Bisavô era Leopoldo Obladen, irmão de Theodoro Obladen, fundadores do Coritiba, e parte dos primeiros times que o Verdão formou), sempre fez questão, aonde foi, de demonstrar o seu amor e devoção ao Coxa.
Sempre participativo, chegou em 1985 a organizar, de última hora, a viagem para o Rio, onde viu a final do Campeonato Brasileiro daquele ano, no Maracanã, juntamente com seu parceiro de todas as horas, Osmar Foggiatto, e seus amigos.
Em 1992, com o auxilio de amigos, fretou um ônibus para assistir o jogo em Joinville, cuja vitória de 2x0 sobre a equipe local colocaria o time novamente na primeira divisão (infelizmente o "regulamento" fora rasgado no ano seguinte).
Sempre que ia a Aparecida do Norte (todos os anos, cumprindo promessas), levava uma bandeira do Coritiba, em agradecimento ao seu time de Coração e pedindo por proteção.
"Algumas das minhas melhores lembranças de meu tio eram de que ele sempre fora um otimista. Mesmo nos piores anos (segunda divisão), sempre que lhe perguntávamos como estava o time, ele sempre dizia: Uma máquina. Agora vai!". Conta com carinho o sobrinho Fabian Stevan, que agradece pelo incentivo do tio para que torcesse pelo Verdão.
"Ele fazia do Coxa a sua religião, se hoje eu amo tanto o nosso verdão, é pelo amor devotado pela nossa família, especialmente pelo Gil e pelos nossos bisavôs", acrescenta o sobrinho Kleber Foggiatto.
Além disso, era um dos primeiros a fazer brincadeiras (sadias) com os adversários. Bastava uma vitória em algum clássico regional para que seus funcionários ou mesmo clientes torcedores dos co-irmãos amanhecessem com as mesas repletas de homenagens. Lógico que a contrapartida também era verdadeira, mas sempre num clima de muito respeito.
Em 1992, Gil Obladen teve o privilégio de ser o "Sócio Ouro" número um (00001), já que no ano anterior ele foi o único sócio-torcedor a estar presente em todos os jogos do Coritiba no Estádio Couto Pereira.
Em 1993 tornou-se conselheiro, participando de todas as reuniões, inclusive ajudando financeiramente o Clube, o qual possuía um modelo diferente de gestão do atualmente adotado.
Segungo Kleber Foggiatto "Ele sempre comentava, brincando, que quando morresse tinha três desejos: um minuto de silêncio antes de um jogo do Coxa; bandeira do Verdão sobre o seu caixão; e que fosse cremado e as cinzas jogadas sobre o Couto ou então ser enterrado no Cemitério protestante, para ficar ouvindo os gritos da torcida coritibana. Todos os seus desejos foram atendidos, e seu corpo repousa no Cemitério ao lado da Igreja do Perpétuo Socorro.
Sabemos que é pouco, perto da saudade que sentimos e pelo momento que o Clube vem passando, mas essa é uma pequena homenagem de uma família 100% Coxa, e muito graças a você, Gil", relembra com um misto de saudade e admiração o sobrinho, também torcedor do Coritiba Foot Ball Club.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)