Nide (o segundo, da direita para a esquerda) fez parte do time do Coritiba do início da década de 30
Entre 1931 e 1938 o Coritiba contou com um half-direito (posição que, atualmente, seria intermediária entre a lateral e a meia direita) de muita qualidade, chamado Leônidas Ferreira Stinglin. Apelidado de Nide, foi três vezes Campeão Paraense (1931/1933/1935) e também participou da inauguração do Estádio Belfort Duarte, em 1932.
Quando iria completar 96 anos de idade, dia primeiro de abril deste ano, Nide faleceu, e agora reforça o time do Eterno.
Confira a seguir o texto que Maria da Graça Stinglin de Araújo, filha de Nide, fez em homenagem a ele e que foi lido na missa de sétimo dia do ex-craque do Coritiba:
LEÔNIDAS, NIDE, PAPAI, PAIZÍCO!
Dia primeiro de abril,
nasce na Lapa um menino.
Um cidadão do Brasil.
Era um menino traquino!
Bem no dia da mentira
mas o fato era verdade,
envolto em “casemira”
prometeu longevidade...
Com seus pais e irmãos
bem saudável ele cresceu,
sempre alegre e com razão,
o sucesso prometeu.
Jogador meia-direita
encantou meio de campo
“Coxa-Branca” sem desfeita,
era estrela...um pirilampo!
Filhos, netos...ele amava
os bisnetos... não tenham dúvidas,
dos tataranetos falava...
era amoroso... ninguém duvida.
Ele que foi grande ator
cumpriu o seu papel,
no teatro... só amador
e na vida, um coronel!
Longe de qualquer vaidade
da mentira não gostava,
viveu na simplicidade,
vida simples, lhe encantava.
Era cristão-socialista,
pregava a igualdade...
bem disposto... altruísta...
defendia a honestidade!
Viveu noventa e seis anos,
Belos exemplos, plantou.
Foi benção entre os humanos.
Amigos, sempre conservou.
Mesmo mês e mesmo dia
que nasceu, ele partiu...
Demonstrava valentia,
gostava de desafios!
Era dia da mentira
da mentira, fez verdade!
O seu coração falira,
foi viver... na ETERNIDADE!