
NÃO VALE A PENA VER DE NOVO
Os administradores dos COXAnautas selecionaram os 12 textos, entre mais de 400 publicados pelos colunistas do site ao longo do ano, que mais bem retrataram a situação vivida pelo Coritiba - e sua angustiada torcida - de janeiro a dezembro, na avaliação da equipe COXAnautas. Essas colunas, que funcionarão como uma retrospectiva do ano de 2006, passam a ser publicadas diariamente até o dia 31 de dezembro.
Mais do que uma mera retrospectiva, essa seleção tem por objetivo garantir com que os erros desse ano sejam relembrados, e, esperamos, com uma grande dose de utopia, nunca mais repetidos.
Desastre
Tenho certeza que aparecerão os pacificadores e conformistas de plantão pra dizer que tudo está bem, que não há motivo para desespero. Foi por pensar assim que fomos parar na segunda divisão. Então eu irei na contra-mão desses derrotados (pra mim, quem acha normal perder não passa de um derrotado!).
Escrevi há pouco aqui nesse espaço pensar que deveríamos adotar a tática da "tolerância zero", pois havíamos errado demais nas partidas contra o Remo e contra o Guarani. Respeito demais o Bonamigo, mas fiquei pasmo ao ver o Coxa entrar em campo contra a Portuguesa com três zagueiros. Tanto isso estava errado que o Batata entrou antes da metade do primeiro tempo. E não é que contra o Brasiliense (mama mia, Brasiliense!!) o erro foi repetido? E não é que contra o Brasiliense (não dá pra acreditar!) o William começou jogando?? O que aconteceu com o Bonamigo?? E não se trata aqui de “ganhou é elogio, perdeu é crítica”, pois os erros eram gritantes e nenhuma modificação foi feita para repará-los. Três zagueiros? E jogando em casa, contra outro time medíocre?? William?? Depois de tudo o que ele fez em São Paulo (e nem me refiro especificamente à insanidade de agredir a torcida, o que por si só já bastaria para que ele fosse afastado do grupo, mas sim aos gols que ele perdeu de forma bisonha)?? Isso é incrível, e eu custo a crer que seja verdade.
O gesto do William no Canindé foi emblemático. Ao colocar pra fora todo o seu melindre e sua prepotência de não aceitar uma crítica justa, feita através da única forma de que dispunham aqueles que viajaram quilômetros para prestigiar o seu time de coração, ele rompeu o equilíbrio que havia entre o time e a torcida, e cometeu uma das maiores injustiças dos últimos tempos. Talvez aquele gesto tenha sido o prenúncio do que estava por vir. Nunca irei me conformar por ele ter sido mantido no time.
Será que os jogadores do Coritiba não foram avisados que ter “vencido” o primeiro turno não garantia absolutamente nada? Terminamos aquele turno em primeiro lugar, fizemos dois a zero no Remo e aí, a partir desse mesmo jogo, tudo desandou, e passamos a conviver com os erros do ataque e com aquela velha e inconseqüente história de “calma, tudo está sob controle” (argh!!!).
Ah, mas ainda estamos em segundo lugar… Aos discípulos dos nossos ex-treinadores, lembro que há pouco tempo estávamos isolados em primeiro e que desperdiçamos oportunidades ímpares de disparar na frente da tabela. E peço também que se lembrem do ano passado, em que (lá vai de novo!) aquela história de “tudo está sob controle” culminou na maior humilhação já sofrida pela torcida alviverde.
O que fazer? Esperar que os jogadores que têm passado a maior parte do tempo no departamento médico se recuperem, que esse esquema de jogar com três zagueiros seja aposentado (o meu inconformismo está me fazendo até cornetear… tudo hoje está meio surreal…), que o William (vão me condenar por isso, mas pra mim foi ele quem quebrou a sinergia time-torcida, e eu não e não e não vou desculpá-lo) seja afastado em definitivo, que os conformistas desapareçam do Alto da Glória, que os jogadores se encham de brios e façam o Sport pagar o pato por esse resultado ridículo e, principalmente, que a torcida Coxa-Branca não desista de apoiar a equipe. Pois aí seria o fim.
Coxa eu te amo!
Marcus Popini
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)