
AVALIAÇÃO
Prego esta teoria há algum tempo e algumas situações comprovam que posso estar certo: o que falta ao Coritiba é atitude, mais do que jogador, do que treinador, do que torcida, do que qualquer coisa. O que falta é atitude.
A torcida alviverde mostra muito mais atitude que a equipe, cobrando, SEMPRE apoiando, dando um show nas últimas rodadas do brasileiro 2005 e colocando as faixas de ponta cabeça, gesto que há muito tempo não se acompanhava no Alto de tantas Glórias.
É um grande ditado aquele que diz que time que joga para empatar perde. E isto vamos comprovando durante tantas rodadas e tantos tropeços. Numa análise simplória, lembramos do jogo Coritiba x Santos no Couto Pereira, que durante 85 minutos a equipe encurralou um dos maiores times da época e em cinco minutos tomou o três gols em jogadas brilhantes de Robinho e companheiros.
Esta mesma equipe encontrou-se com o líder do campeonato, o Fluminense, nas Laranjeiras e aplicou uma goleada que deu grandes esperanças ao torcedor alviverde. Mais tarde perdemos para a equipe do Internacional, então também líder do campeonato, por conta de dois pênaltis não assinalados pelo famoso Edilson Pereira, lembram dele?
Trágicos seis meses depois a mesma equipe manchou a história do maior time paranaense caindo para a segunda divisão. São inúmeros fatores que fizeram tudo isto acontecer e este não é o mérito, mas os jogadores não ficaram ruins de uns dias para os outros, correto?
Os outros 23 times também não ficaram subitamente imbatíveis, porém os jogadores do Coritiba começaram a questionar seu potencial. Numa guerra psicológica entre o bem e o mal, não conseguimos nos controlar e colocar os pés no chão novamente.
Quando questionamos nosso potencial perdemos a gana de vencer, temos medo de seguir a diante e pensamos a cada partida "Será que temos condições de vencer esta equipe?". Este pensamento pode ter sido o fator primordial de tal desgraça, por um lado.
Todos sabemos que jogar para empatar no Brasileiro não interessa mais a ninguém e quando o futebol foi criado, seus idealizadores tomaram como objetivo colocar a bola nas redes, e não tocar para o lado e esperar o tempo passar. É tão óbvio quanto deveria ser seguido.
Assim, quando não temos confiança de que podemos ganhar, não jogamos para ganhar, mesmo sabendo que há algumas semanas batemos por goleada o líder do campeonato. Perdemos a ATITUDE.
Esta fase parece não acabar nunca. Exemplos claros disto ainda neste ano são partidas contra o Paraná (0x3), Náutico (0x2), J. Mallucelli (1x2). Ou alguém acredita que o Coritiba é tão inferior à estas equipes quanto se mostrou?
Com uma semana de acertos, os psicólogos e pseudo-psicólogos que estiveram presentes no Alto da Glória devolveram esta atitude à equipe, que mostrou que PODE jogar para ganhar, mesmo não tendo a qualidade esperada por nossa grande nação. Vejam, jogar para ganhar não significa ganhar, mas significa ao menos tentar, trabalhar para isto. Prova disto é a equipe ser aplaudida mesmo diante de uma derrota.
Esta atitude foi o que a levou às primeiras posições a mesma equipe rebaixada no ano passado. E esta mesma atitude pode nos puxar para cima novamente.
Esperamos que já contra o Náutico, a força de vontade prevaleça à desqualificação técnica novamente e possamos sair com um sorriso ainda maior do alto da glória, afinal, no dia 19 de março de 2006 provamos que potencial temos, só falta a atitude de utilizá-lo.
Alex Meger de Amorim, colaborador do Coxan@utas
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)