
IMPRENSA
Exemplos
Tribuna do Paraná - Coluna Na Geral, 18/12/2006
Em 2002, Fernando Carvalho assumiu a presidência do Internacional, naquele momento um time endividado e desacreditado, com a promessa de realizar uma revolução no clube. Sob seu comando o Colorado gaúcho foi duas vezes campeão estadual, duas vezes vice-campeão brasileiro, ganhou a Libertadores e ontem se sagrou campeão mundial. Já é considerado por muitos o melhor presidente da história colorada.
No fim do ano, ele deixa a presidência e entrega o cargo para seu sucessor, respeitando o estatuto do clube e por entender que o Internacional precisa continuar se renovando e se preparando para o futuro.
Com isso, o Inter repete a atitude do São Paulo que no fim de 2005 elegeu Juvenal Juvêncio para substituir Marcelo Portugal, presidente campeão da América e mundial pelo tricolor paulista. Uma mudança que deu certo, pois em seu primeiro ano no poder, Juvêncio conseguiu fazer o time conquistar o campeonato brasileiro.
Isso prova que a renovação, a troca de comando e a formação de novos líderes são fundamentais para a construção de um clube vencedor.
No Coritiba, Gionédis foi estupidamente reeleito para mais um mandato, um dia após nos derrubar para a segunda divisão.
Numa demonstração de incompetência, conseguiu fazer o Coxa permanecer na segundona por mais um ano, após disputar um campeonato ridículo, contra adversários bisonhos.
Agora, alguns defendem sua permanência no cargo, alegando que não existe ninguém melhor para presidir o clube. Dizem que se ele sair tudo pode piorar. Um argumento medíocre, covarde e típico de gente que pensa pequeno.
Quem fala isso deveria aproveitar os exemplos do Internacional e do São Paulo para rever seus conceitos. Basta comparar a situação que os dois clubes citados se encontram com o atual momento vivido pelo Coritiba para perceber quem está certo e quem está errado nesta história.
Leandro Requena
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)